terça-feira, 6 de novembro de 2012

Coisas de virgens

Quando ouvi o juiz Mouraz Lopes dizer que a redução dos vencimentos dos juízes punha em causa  a sua independência, lembrei-me da história daquela  miúda que perdeu a virgindade aos 16 anos, mas quando ficou noiva  recusou qualquer contacto sexual com o  futuro marido, antes do casamento, alegando que queria estar pura na noite de núpcias.

Afife-lhes Gaspar! Afife-lhes!

A câmara municipal  de Bona, ex-capital da RFA, encontrou uma maneira original de encher os seus cofres. Instalou parquímetros para prostitutas!
Desde agosto, cada prostituta tem de pagar seis euros por noite para ocupar um lugar na rua da cidade, onde pretenda  mostrar os seus encantos aos clientes. O método é simples. Quando a prostituta chega ao local introduz seis euros no parquímetro e recebe um bilhete de parqueamento que terá de exibir quando aparece um fiscal.
Segundo o jornal Frankfurter Rundschau, as prostitutas manifestaram o seu descontentamento perante esta medida, porque já pagam  IRS sobre os rendimentos da sua actividade (não consta, no entanto, que venham a fazer greve).
Esta medida da câmara de Bona poderia muito bem ser aproveitada por Vítor Gaspar. Para começo de conversa ia (aos  bolsos das) prostitutas cobrando-lhes IRS. Numa segunda fase, passava a cobrar uma taxa sobre os anúncios de Relax do CM e do DN e, finalmente, em 2014, fazia uma parceria com as câmaras para a cobrança de taxas de estacionamento. 
Pense nisso, Gaspar! E não se esqueça de pôr fiscais nas ruas e à porta dos bordéis, para verificarem se as prostitutas passam factura. Por cada infracção, afife-lhes com coimas duplas: ao cliente e à prestadora de serviços.