segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Momentos Zen do professor Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa está cada vez mais parecido com o jovem que eu conheci quando era meu colega na Faculdade de Direito. Não diz o que pensa, mas sim o que mais lhe convém em cada momento. Ontem, na homilia dominical, atingiu o grau zero da indignidade, da indigência moral e da desonestidade intelectual. Deturpou uns factos, ignorou outros, imaginou declarações nunca proferidas por Seguro e fez os seus comentários a partir da realidade que construiu no seu mundo esquizofrénico.
Não é isso, no entanto, que me espanta, mas sim o facto de um canal de televisão lhe pagar 12 mil euros mensais para que ele possa fazer a sua promoção, com o apoio de uma jornalista visivelmente incomodada, mas sem coragem de o meter na ordem.

Austeridade à alemã


No dia em que Angela Merkel pediu aos europeus mais cinco anos de austeridade, ficou a saber-se que o Deutsche Bank  marcou uma reunião dos seus directores e administradores  para discutir medidas de austeridade que incluem o despedimento de dois mil trabalhadores.
A reunião decorrerá durante três dias e terá como palco o Hotel Adlon. O preço dos quartos ( entre 320 e 15 mil euros por noite)  não impediu o Deutsche Bank de reservar o hotel todo, para os três dias desta magna reunião em prol da austeridade.
Convém lembrar que o Hotel Adlon foi um dos locais emblemáticos do nazismo, muito apreciado pela corte de Hitler. Melhor simbolismo não poderia haver para a escolha dos banqueiros alemães.