terça-feira, 23 de outubro de 2012

Burros ou masoquistas?

Desiluda-se quem acredita que os tugas aprendem com a crise e a austeridade. Vejam só quem eles querem para presidente!
Afinal, parece que Passos Coelho e Gaspar têm razão. Podem esmifrar-nos até ao osso, porque o tuga, se não é burro, é masoquista e gosta de sofrer.

O mundo ao contrário...

Sempre ouvi dizer que os sismos não são previsíveis, mas a pena aplicada pelo tribunal de Aquila aos cientistas parece confirmar que afinal fui enganado durante toda a vida.
Por outro lado, sempre ouvi dizer que políticos que erram previsões em prejuízo do seu país deviam ser demitidos e, quanto àqueles que deliberadamente matam ou condenam à fome os seus cidadãos, em defesa de interesses estrangeiros, devem ser julgados por traição.
Atendendo a que Pedro Passos Coelho, Gaspar e o cúmplice Portas, continuam no governo, enganando os portugueses e condenando-os à miséria, só posso concluir que fui educado ( em casa e na escola) com base em valores profundamente errados. Sendo assim, que sejam condenados os educadores que inculcaram em mim uma noção perversa de justiça e eu fique isento de pagar impostos, pois nada devo ao meu país.

Administradoras por decreto



Aprendi na minha experiência ( felizmente curta…) em Bruxelas, que a acção dos eurocratas  faz dos nossos burocratas meninos de coro. Em Bruxelas legisla-se porque é preciso fazer alguma coisa para justificar os principescos ordenados. Pouco importa que a fúria legífera dos eurocratas esteja desfasada da realidade. O importante é obrigar os Estados membros a transpor directivas comunitárias, dando a sensação que a União Europeia está preocupada com o bem estar dos 600 milhões de europeus que vivem no espaço comunitário.
Hoje, a Comissão Europeia vai apresentar uma proposta de directiva para obrigar as maiores empresas da União a ter, pelo menos, 40% de mulheres entre os membros não executivos dos seus conselhos de administração.
Ambiciosa, a CE inclui na proposta a obrigatoriedade de aquela percentagem ser também atingida em todas as empresas  públicas até 2018 e, nas cotadas em bolsa, até 2020!
A ideia, claro está, saiu da cabeça da comissária europeia para a justiça e cidadania, Viviane Reding, que já foi comissária para a defesa do consumidor e da saúde, com os resultados desastrosos que se conhecem.
A justiceira europeia propõe, ainda, que as empresas que não respeitem a directiva deverão ser alvo de sanções  que vão desde a simples multa, à proibição de se apresentarem a concursos públicos, ou de receber subsídios europeus.
Embora a proposta deva ser aprovada em plenário de comissários, é pouco provável que obtenha o consenso da maioria dos estados-membros que, liderados pelo Reino Unido, já se movimentam para refrear os ânimos de Viviane Reding.
Intervir por decreto na administração das empresas já é uma proposta descabelada, mas atinge os laivos do ridículo quando se constata que os gabinetes das comissárias femininas são aqueles que têm menor percentagem de mulheres!
A proposta é um atentado ao bom senso. Obrigar empresas a nomear administradoras por decreto é uma ingerência inqualificável e, eventualmente, um desperdício que pode representar elevados custos para as empresas.
Está por provar que a percentagem de mulheres nos conselhos de administração  estabelecida por decreto (ainda que sem poderes executivos) seja uma mais valia. A minha experiência profissional revela, por outro lado, que ao longo da vida encontrei em cargos de chefia mulheres que  demonstram muito maior insensibilidade do que os homens, quando se trata de mandar trabalhadores para o desemprego. Estão normalmente dispostas a fazer o papel de algozes e, curiosamente, sempre que as vi colocadas no dilema de terem de despedir um homem, ou uma mulher, a maioria das vezes a espada do despedimento recaiu sobre... mulheres!
Já houve tempos em que acreditei ser possível um mundo melhor, se as mulheres assumissem as rédeas do poder. Ao longo da vida, fui percebendo que isso não passa de um mito. Viviane Reding apenas veio confirmar com esta proposta descabelada ( que ela própria não cumpre no seu gabinete de comissária europeia da Justiça)  que  na Comissão Europeia se continua a discutir  o acessório, em vez do essencial e se legisla para a plateia, mas não para a eficácia.

Desaparecidos

Pedro Mota Soares entrou para o governo de Vespa e parecia candidato a estrela do CDS mas, depois do entusiasmado apoio à TSU, escafedeu-se.
Estranho que um tipo troque uma Vespa por um Audi e  refreie a velocidade, mas a política tem destes mistérios e quem não tem unhas não toca guitarra. Não me surpreenderá se for um dos sacrificados na remodelação que se anuncia. Sairá ( de Vespa) pela porta das traseiras  depois de ter recebido aplausos entusiásticos. É a vida!

Importa-se de repetir?

" Prefiro uma dona de casa a governar o país"  (Medina Carreira na TVI 24)