segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Era uma vez um bom candidato

As eleições autárquicas 2013 começam a aquecer os motores.
Há um ano, Luís Filipe Menezes tinha quase certa a sua eleição para a Câmara Municipal do Porto mas, para ter o apoio do PSD, viu-se obrigado a abanar repetidamente as orelhas, aplaudindo entusiasticamente todas as medidas do governo.
Relvas fez questão de ir a Gaia dar o seu beneplácito à candidatura de Meneses e o edil de Gaia cometeu o erro de o receber de braços abertos. Se nessa altura a sua vitória já era periclitante, aparecer ao lado de Relvas retirou-lhe credibilidade. Os portuenses não costumam perdoar estas coisas e o CDS apressou-se a dar mais uma machadada nas pretensões de Meneses, recusando apoiar a sua candidatura.
Não é certo que se concretize, mas há cada vez mais vozes entre os democratas cristãos a defender a candidatura de Rui Moreira, um homem que tem vindo a ganhar peso e credibilidade, mesmo entre os laranjas. 
Luís Filipe Meneses dificilmente será o novo presidente da câmara do Porto, salvo se o CDS Porto for obrigado a fazer uma pirueta e acatar ordens de Portas mas, mesmo assim, a eleição de Meneses não está assegurada. A última palavra pertence aos eleitores portuenses, normalmente avessos a apoiar candidatos muito alinhados com Lisboa e com um governo que ostensivamente ataca interesses da cidade. Rui Rio poderá finalmente suspirar de alívio.

Em defesa de Pedro Passos Coelho



Não se espantem por este post fazer a defesa de Pedro Passos Coelho. Até os traidores à Pátria têm direito à sua defesa, antes de serem defenestrados como Miguel de Vasconcelos e, não havendo neste país um único cidadão a sair em sua defesa ( não pensem que Gaspar, na hora do aperto, defenda alguém a não ser António Borges) eu cumpro esse dever.
A minha defesa de PPC assenta em dois factos noticiados na semana passada.
O primeiro ocorreu em Bucareste. PPC leu um discurso em inglês e, no período de perguntas e respostas, respondeu a uma pergunta contradizendo aquilo que lera no discurso uns minutos antes.
Ora este facto demonstra que PPC não percebeu o discurso que estava a ler e, muito provavelmente, não saberá inglês, tendo respondido à pergunta que lhe foi colocada com a ajuda de um auricular, através do qual foi recebendo a resposta de um assessor.
Ora, assim sendo, percebe-se que no dia seguinte em Bruxelas não tenha acompanhado as críticas de Espanha e Grécia às medidas de austeridade. Passou ali dois dias, encerrado numa sala, sem perceber patavina do que se estava a passar, logo não podia acompanhar os protestos dos nossos parceiros de desgraça. Em função da sua ignorância, PPC deve ser demitido mas não condenado à morte. Deverá, apenas,ser obrigado a frequentar um curso de inglês intensivo antes de ser deportado para a Coreia do Norte.
Outro argumento em defesa de PPC está relacionado com um episódio ocorrido no último sábado. Em frente a um batalhão de jornalistas, esclareceu que a notícia do “Expresso” sobre as escutas, não tinha qualquer aderência à realidade.
Daqui se infirma que PPC também não sabe falar português o que, de acordo com o texto constitucional, torna a sua eleição nula, por não cumprir os requisitos que um candidato deve preencher.
A ignorância da língua portuguesa deve ser, pois, punida com a simples pena de demissão. Reconheço, no entanto, que tal como  com a licenciatura de Relvas, há uma agravante: PPC mentiu ao país sobre as suas habilitações. Assim, concedo que o Tribunal determine a obrigatoriedade de PPC recolher aos calabouços da PJ, onde será acompanhado por um ex-PIDE condecorado por Cavaco, até ao dia em que aprenda a falar inglês e possa ser deportado. Para a Coreia do Norte.

Prova de que o governo está no bom caminho...

... e a tomar medidas acertadas. O Álvaro revolucionou o Código de Trabalho, facilitou e embarateceu os despedimentos, diminuiu o subsídio de desemprego, cortou quatro feriados ( ainda deve haver mais medidas, mas agora não me lembro) tudo para animar o emprego. Em final de 2010 tínhamos 10,4% de emprego e vamos terminar 2012 acima dos 16.
Que mais argumentos será necessário invocar para dizer que o crescimento económico é uma quimera e o OE 2013 vai ser um desastre?

A privação purifica



Acredito, cada vez mais, que Vítor Gaspar pertence a uma daquelas seitas religiosas de fanáticos, cujos fundadores apregoam as virtudes da pobreza, mas vivem uma vida faustosa, graças aos óbulos dos fiéis.
A minha convicção aumenta quando olho para o passado profissional do ministro das finanças. Trabalhou em duas instituições de fanáticos como o Banco de Portugal e o BCE e agora está em Portugal a fazer um tirocínio para chefe de seita. As privações a que está a sujeitar os portugueses pretendem demonstrar ao seu controlador Schäuble (o ministro alemão das finanças já deveria estar morto se quem o tentou assassinar, em 1990, não tivesse desgraçadamente falhado o tiro, permitindo-lhe continuar a viver agarrado a uma cadeira de rodas) que está pronto para assumir o lugar de chefe de seita num qualquer protectorado da senhora Merkel.
Vítor Gaspar esqueceu-se, porém- o que demonstra que não será tão bom aluno e competente como se auto proclama- que as privações apenas  são purificadoras quando são temporárias e as almas que se sujeitam à privação sabem que, findo o período determinado, voltarão à sua vida normal.
Ora, como já foi sobejamente assumido por ele próprio e pelo seu sacristão, Pedro Passos Coelho, não há qualquer garantia de que os portugueses possam voltar à sua vida normal nas próximas décadas e isso consubstancia um tempo de privações tão prolongado, que muitos certamente irão sucumbir pelo caminho. Uma certeza, porém, tem Gaspar. Findo o período da colecta dos impostos aos portugueses, que ajoelhado  os irá depositar nos cofres de Schäuble, será generosamente compensado pelo chefe alemão e até talvez consiga um lugar de porteiro para o seu sacristão Coelho.

O novo hino do CDS

Leio no "Expresso" que o novo hino do CDS é uma canção de Ney Matogrosso: Homem com H 
A explicação da escolha está  neste verso:
" Se fugir o bicho pega/ se ficar o bicho come"