sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A vírgula


Com o cinismo que lhe é peculiar, PPC disse  aos jornalistas, em Bucareste, que o OE poderia ser alterado no Parlamento. O governo não é tão intransigente que diga que não se pode mudar uma vírgula no OE ( cito de cor).
Lembrei-me logo deste video da Associação Brasileira de Imprensa quando comemorou o 100º aniversário.
Se não quiserem ver o video, leiam aqui:

A vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando
para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


 .

Todos não...

Defesa do consumidor

Andou a UE durante anos a fazer leis para defender os consumidores ( algumas delas tão idiotas como as mentes de quem as produziu); andaram os países a gastar fortunas em campanhas de educação alimentar; investiram os governos em campanhas de informação/formação do consumidor; correram os fiscais a espiolhar embalagens em mercearias de bairro e supermercados para, numa penada, se chegar à conclusão que a violação das leis, impostas pela UE, pode ser vantajosa para os consumidores.  

Quantos cifrões nos irá custar a Liberdade?




Para além de Gaspar e Coelho, ninguém apoia o OE 2013, mas isso não quer dizer que na esmagadora maioria que o critica haja consenso. Muitos, à direita e no PS, continuam a defender que este governo tem legitimidade para governar, uma crise política seria devastadora e a credibilidade externa de Gaspar é fundamental para o país vencer a crise. 
Sempre que me falam da credibilidade externa de um homem que traiu o país e condenou o seu povo à fome e à miséria, não posso deixar de me lembrar que foi com pretextos similares que o ministro das finanças António de Oliveira Salazar chegou a presidente do conselho e mergulhou o país numa ditadura de 40 anos.
 Apetece-me perguntar quantos cifrões nos custará a Liberdade mas não vale a pena, porque os emissários do governo que vão às televisões disfarçados de comentadores, continuam a intoxicar a opinião pública com o fantasma de uma crise política, surdos perante as manifestações de rua e até – pasme-se!- as afirmações do insuspeito Adriano Moreira que, sem rodriguinhos, defende que este governo já perdeu a legitimidade para governar.
Aqueles que continuam a propagar a ideia de que uma crise política seria avassaladora esquecem, também, outros sinais fundamentais indiciadores de que a democracia foi suspensa neste país. Aqui vão alguns exemplos:
- Vítor Gaspar humilhou o PR, desdenhando as suas declarações no FB;
- PPC humilhou Paulo Portas rindo a bandeira despregadas, quando Honório Novo exibiu a carta escrita pelo líder do CDS aos militantes, recusando o aumento de impostos;
- Um grupo de deputados travestidos de homens e mulheres, vende a sua consciência aprovando um OE com que nem eles concordam, porque não querem colocar os seus lugares em risco;
- Um malabarista, ocupando um lugar de ministro, dá-se ao luxo de ir à AR dizer que o OE tem de ser aprovado, custe o que custar, porque não há lugares para países imaginários, nem estados de alma;
- Ontem em Bruxelas, durante a Cimeira Europeia, os primeiros ministros espanhol e grego alertaram os seus parceiros para os problemas sociais da austeridade, mas Pedro Passos Coelho entrou mudo e saiu calado.
Poderia enunciar muitos outros episódios que demonstram, à saciedade, que este governo governa contra os portugueses, mas estes são suficientes para defender que este governo já devia ter sido demitido.
 Entrincheirado entre a marquise da Rua do Possolo e as paredes  do Palácio de Belém, Cavaco deixou-se fazer refém por  Coelho e Gaspar e acabou por se tornar cúmplice da crise. 
Não sei com quantos cifrões iremos pagar a perda da liberdade, mas sei que muitas vidas irão ser ceifadas pela política criminosa da dupla Gaspar/Coelho e seus cúmplices que desencadearam uma revolução sem armas contra os portugueses.
Perante este panorama, até as palavras tresloucadas de Otelo Saraiva de Carvalho, apelando à contra revolução, parecem fazer algum sentido.

Mais uma divergência na coligação? (3)

Depois da encenação desta comédia dramática, cabe agora aos deputados do PSD e do CDS cumprirem o seu papel mas, uma vez mais, há divergências na coligação. Os deputados do PSD querem apresentar um espectáculo de marionettes  e os do CDS  preferem os fantoches.

Há sempre uma primeira vez...

Estamos sempre a aprender.Nunca tinha visto ninguém pagar a factura de uma festa, com um serviço de  funeral.