quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Somos governados por traidores

Depois de ter ouvido as palavras de Pedro Passos Coelho em Bucareste, no palácio que outrora foi de Ceausescu, tenho cada vez menos dúvidas sobre as intenções deste governo. O mínimo que devemos exigir é que Coelho e Gaspar sejam julgados por traição à Pátria.

Estados de alma.

Ele diz que não há espaço para estados de alma, mas há espaço para vigaristas continuarem no governo

Tenham medo. Muito medo!

Enquanto por cá um patrão faz esta proposta obscena...

Na Grécia instala-se o terror...

E os líderes europeus continuam distraídos, a fingir que continuamos a viver em democracia, porque há eleições. No Iraque de Sadam, na Síria de Assad, ou no Irão de Ahmadinejad também há...
Já falta pouco para o passo seguinte...

Quem disse?

“Quis ser uma deusa do sexo, quis ser aquela personagem. Quis tudo. Voei, mas nunca aterrei onde queria. A minha celebridade terminou quando começava a acreditar nela.”

Esta história não acaba aqui...



Adoro teatro, por isso fui seguindo com redobrado interesse esta comédia dramática  interpretada por um actor secundário que sempre sonhou ser actor principal, mas foi tramado pelo director da companhia. 
Nesta peça de teatro de bairro, em que amadores tentam fazer crer ao público que são profissionais, o actor secundário fingiu-se de morto durante três dias e ressuscitou como se nada se tivesse passado. Durante a hibernação terá feito contas de cabeça, obtido a promessa de umas mi(ga)lhas do compère que se faz passar por actor principal, ouvido os comentários dos espectadores e, finalmente, lá ressuscitou para dizer “porreiro, pá” este OE até não é mau de todo e com uns retoquezinhos na maquilhagem eu convenço-os que isto é porreiro.  Se houver alguns apupos serão  abafados pelos meus amigos que coloquei  na primeira fila, sob os holofotes das câmaras de televisão. 
Depois saio de cena, deixo o compère a falar sozinho com o director, vou até à Coreia e Japão acumulhar mais umas milhas, no regresso organizo alguns espetáculos de Natal tendo como argumento a importância da caridade para acudir aos mais desfavorecidos e  em 2013 logo se vê. Talvez o agente Aníbal dissolva a companhia por falta de verbas, ou venha o Tribunal confiscar os bens, por conduta imprópria, e eu tenha de voltar ao teatro de circo, encenado em feiras e mercados, mas ninguém me vai acusar de ter abandonado o país.
  Paulo Portas não leu o argumento todo. Esta história não acaba aqui. O último capítulo- escrito pelos espectadores- é o mais emocionante e a peça não tem um final feliz. Poderá mesmo ser trágico, se os espectadores abandonarem a sua habitual postura de mansos e decidirem reescrever o argumento, com base noutros episódios da nossa História recente.

Caderneta de cromos (40)

Berta Cabral perdeu a varinha de condão?



Na campanha para as legislativas de 2011, Berta Cabral percorreu os Açores agarrada a Pedro Passos Coelho, com muitos beijinhos e promessas de amor eterno. O enlevo era tal, que a candidata do PSD aos Açores não hesitou em afirmar que “ Pedro Passos Coelho é o líder de que o país precisa e os Açores merecem”.
Bastou um ano para a líder açoriana dos laranjas mudar radicalmente de opinião e, numa entrevista durante a campanha, perguntou indignada ao jornalista:
“O senhor acha que os açorianos me confundem com o dr. Passos Coelho? Eu tenho um passado, não nasci ontem  para a política”…
A derrota de Berta Cabral, no último domingo, também passou por aí. Os açorianos perceberam que estavam diante de uma oportunista que, a dois dias das eleições, em desespero, chamou Marcelo e Marques Mendes aos Açores para poder andar com eles de braço dado e os poder exibir como troféus, ao mesmo tempo que se demarcava estrategicamente de Passos Coelho.
Berta Cabral ainda jogou uma última cartada. Disse aos açorianos que, no caso de ser eleita, os deputados do PSD- Açores votariam contra o OE 2013 e que devolveria o IRS aos açorianos mais desfavorecidos.
Nunca saberemos se Berta Cabral cumpriria a sua promessa, mas não faltam muitos dias para sabermos o sentido de voto dos deputados do PSD Açores no OE 2013. No dia seguinte, o melhor que Berta Cabral terá a fazer é demitir-se. O problema é que, neste momento, ninguém no PSD açoriano estará disposto a ficar ligado ao nome de PPC, porque isso representa matar a sua carreira política. 

Desculpem se me enganei...