quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Governo cortou feriados, mas cria Dias Nacionais de...


Ontem celebrou-se o Dia Mundial da Alimentação e ficámos a conhecer esta história muito nobre.
Hoje assinalou-se o Dia Mundial  para Erradicação da Pobreza e ficámos a saber que a pobreza em Portugal está próxima de atingir os 30% e em Lisboa atingiu estes números astronómicos.
No próximo ano o governo  propõe-se assinalar o Dia Nacional da Subnutrição, e o Dia Nacional para a Erradicação da Classe Média, para agradar ao Gaspar. 

Borges ganhou Euromilhões

António Borges afirma que temos a enorme sorte de contar com Vítor Gaspar.
Sugiro que o governo lhe confisque desde já os 20% previstos no OE 2013 para os apostadores que ganhem um prémio superior a 5 mil euros. Ou então, que envie à Goldman Sachs à cobrança.

O Nobel e o humor britânico



Nigel Farage, eurodeputado inglês, confessa ter começado às gargalhadas assim que soube que o Nobel tinha sido atribuído à UE: 
"É uma anedota gigante. A UE ajudou a criar pobreza e desemprego que afectam milhões de pessoas e que está a agravar os problemas de violência no Sul da Europa e a aumentar o sentimento de antipatia nos países do Norte em relação aos resgates financeiros." 
Para eurodeputado inglês, esta decisão é um sinal de descrédito do Prémio Nobel da Paz e do Comité que o atribuiu.

Tocam sinos a rebate



 Paulo Portas cancelou  hoje uma viagem a Bucareste, onde se deslocou Passos Coelho.  No espaço de três semanas, é a segunda vez que o ministro dos negócios estrangeiros cancela uma viagem. Não é só uma demonstração da crise no governo, é também a prova de que muitas das viagens dos nossos governantes são gorduras de Estado onde é possível cortar. 
A propósito: era preciso uma comitiva portuguesa daquelas dimensões para ir ver o Moedas tocar o sino na Bolsa de Nova Iorque? 

Jogos de bastidores

 Se o que se lê na capa do “i”, for verdade, significa que Pedro Passos Coelho tentou dar o entalo final a Paulo Portas, responsabilizando-o por um segundo resgate.
No entanto, a capa de “o Público” mostra que, se quiser, Paulo Portas se pode safar de mais esta.

Com efeito, as previsões do FMI apontam para uma queda do PIB em 2013, entre 2,8 e 5,3 por cento, quando Vítor Gaspar prevê 1 por cento.
Estas previsões do FMI não demonstram apenas que o nosso ministro das finanças, a quem andámos a pagar a educação, é um péssimo profissional. São a prova de que o segundo resgate já aí vem, é apenas uma questão de meses. 
Assim, Paulo Portas pode contra argumentar, dizendo que o segundo resgate é inevitável, que o sofrimento imposto aos portugueses com o OE é inútil e revela a incompetência do ministro das finanças. 
Por outro lado, aqueles que tecem fortes críticas ao OE 2013, mas dizem que a queda do governo seria uma desgraça para o país, perdem também um sustentáculo para a sua posição.Pretender que o governo se mantenha ligado à máquina por mais uns meses, é apenas prolongar os sacrifícios dos portugueses e, pior ainda, atirá-los para um situação de pobreza, de que muitos nunca mais sairão porque, perdido o emprego, ficarão irremediavelmente condenados. 
A desgraça para o país está aí e começou no dia em que o PSD e o CDS, aliados à esquerda, chumbaram o PEC IV.
 Dentro de um mês, ou pouco mais - quando a Espanha pedir o resgate- os portugueses vão ficar a perceber que a razão estava do meu lado quando defendi que este pedido de resgate poderia ter sido evitado, se a direita não estivesse com tanta sede de ir ao pote. Sócrates, Merkel, Barroso, o BCE e provavelmente até o FMI, também sabiam disso e foi por essa razão que Merkel se enfureceu com Passos Coelho, quando o governo de Sócrates foi derrubado.

Para esta gente há sempre emprego

Para este tipo de professores e gente da sua igualha, nunca faltarão colocações. No âmago da sua arrogância, Nuno Crato e Vítor Gaspar não deixarão de aplaudir a decisão desta energúmena

Reagir ou morrer

Com o OE 2013 o governo coloca os portugueses diante de um pelotão de fuzilamento. Ou reagimos, ou morremos, não há terceira via.