terça-feira, 16 de outubro de 2012

PSD já prepara campanha eleitoral de 2015

O PSD, consciente das dificuldades que irá enfrentar em 2015, já está a preparar o argumentário eleitoral.
O CR soube, de fonte segura, que Jorge Moreira da Silva e Miguel Relvas se vão reunir este fds, com o seu staff, para discutir o argumento número 1 da cartilha laranja:
" Durante este primeiro mandato, quisemos mostrar aos portugueses como se vive em regimes totalitários, como a Albânia, ou a Coreia do Norte, tão do agrado dos comunistas e do Bloco de Esquerda, mas a partir de 2015, se o PSD conseguir a maioria absoluta, vamos mostrar a todos os portugueses como se vive nos Estados Unidos ou no Canadá. Vota PSD"

Sim, Pedro, você é corrupto!

Bem pode vir dizer-me que é honesto, Pedro Passos Coelho, mas eu não acredito.
Admito que nunca tenha roubado o Estado; que nunca tenha obtido favores do Estado; que nunca tenha feito pressões para obter favores do Estado.
A verdade, porém, é que tentou, como José António Cerejo já demonstrou à saciedade nas páginas de "o Público".
Tal como o ladrão não é apenas aquele que rouba, mas o que o tenta fazer, também você tentou obter favorecimentos do Estado, geriu uma empresa que se alimentou com dinheiro dos contribuintes e faliu logo que deixou de ter acesso às verbas do Estado.
Você, Pedro, que tanto critica quem vive à conta do Estado, também tentou dar o golpe do baú. Não foi integralmente bem sucedido, mas conseguiu uma boa fatia de mordomias.
À luz da lei, poderá a sua conduta não ser enquadrada como crime, mas a "vox populi" não tem dúvidas em classificá-lo como corrupto(r) moral.

Merkel será bem recebida

Manifestei aqui há dias o meu desejo de que a senhora Merkel seja recebida em Portugal, como merece. Não esperava é que "esse perigoso esquerdista", Silva Lopes, estivesse disposto a dar-lhe as boas vindas...

Paulo Portas:os dias do fim


O CDS não irá votar contra o OE 2013. Portas engole mais uma travessa de sapos, invoca o patriotismo e o interesse nacional, faz mais umas piruetas e segue em frente, pensando que está a salvar o CDS do naufrágio. 
Bastaria a PP olhar com atenção para os resultados eleitorais nos Açores, para perceber que o CDS  pode estar em vias de extinção. Os portugueses já perceberam que os centristas, embora demonstrem mais sensibilidade social do que o PSD, são apenas um apêndice deste governo para lhe prolongar a agonia. Qual a razão para votar num partido que não serve para nada?
Portas poderá ser tentado a abandonar a coligação, garantindo apoio parlamentar a Passos Coelho e Vítor Gaspar ( não digo PSD, porque neste momento o grupo parlamentar laranja é  apenas um clube de fãs do pote, incapaz de agir com consciência própria, obnubilados que estão os seus membros pela bandeira laranja) mas isso apenas contribuirá para prolongar o sofrimento dos portugueses e em nada mudará o seu sentido de voto, nem o castigo ao comportamento do CDS.
Paulo Portas está, neste momento, na mais terrível encruzilhada da sua carreira política. Constantemente humilhado por Gaspar e Coelho, reage com submissão ao enxovalho. A sua carreira política está a aproximar-se do fim. Cinicamente, foi o seu parceiro de coligação a passar-lhe a certidão de óbito. Ficará na História como um parênteses inútil. O seu bisavô Sacadura, pedigree da família pelos seus feitos, não se orgulhará dele, certamente. Um herói nacional nunca rejubilará por ter um descendente cobarde, que apenas lutou para salvar a sua pele.


A figura da semana



Foi Vasco Cordeiro quem ganhou as eleições nos Açores mas, a grande figura que emerge das eleições regionais, é Carlos César.
Durante 16 anos à frente do governo regional, Carlos César teve um comportamento raro entre os políticos portugueses. Governou bem e em democracia, comportou-se de forma irrepreensível quando Cavaco-  empenhado em varrer o PS do panorama político nacional- interrompeu umas férias para o atacar. Mostrou não estar agarrado ao poder e saiu quando teve a certeza que tinha um sucessor  que garantia a continuidade da sua estratégia para as ilhas serenas, como Fernanda Câncio as apelidou numa bela crónica publicada no DN . Foi uma demonstração inequívoca de respeito pelas regras da democracia.
Não entendo a vitória de Vasco Cordeiro como uma vitória de Seguro e era bom que o PS percebesse isso. Vasco Cordeiro ganhou, apesar de Seguro. Ganhou, porque os açorianos confiaram que a sucessão de Carlos César estava assegurada: o PS teve quase mais 8 mil votos do que em 2008 ( tal como o PSD)
Ao fim de 16 anos, o ex-lider açoriano sai com um capital de simpatia que o pode catapultar para outros voos. Vale a pena estar atento ao percurso de Carlos César. Ele abandonou a liderança do governo regional dos Açores, mas não desistiu da política.

Nada de stresses!

Para quê entrar em stress já, se dentro de seis meses vamos estar muito pior do que hoje?