terça-feira, 2 de outubro de 2012

Pensamentos à flor da relva

Sempre que vejo Miguel Relvas, numa reunião com empresários, lembro-me do penetra que foi ao casamento sem ser convidado.

Pronúncia do Norte (40)

A Baixinha mandou-me um e-mail a dizer que no último fim de semana foi a Aveiro. Quando eu pensava que ela me ia dizer que se tinha deliciado com este pitéu, surpreendeu-me ao dizer que tinha enriquecido o seu vocabulário nortenho com a palavra CONGRO.
Valha-me Deus, Baixinha! Toda a gente sabe o que é CONGRO! Não é verdade, meus caros leitores?

Muito mais do que um insulto

Não sei qual foi o insulto que o aluno do ISCSP dirigiu ao PM e motivou aquela cena histérica do gorila-chefe de PPC com o jornalista da TVI. Estou certo, porém, que terá sido justo e exprimido o sentir de milhões de portugueses.
Quanto ao gorila demonstrou ser bastante burro, pois deveria saber que enquanto se envolvia com o jornalista, estava a ser filmado por outros jornalistas que, no final da cerimónia, fizeram o favor de mostrar ao país o trombil do javardo, escoltando o PM.
A Universidade abriu um inquérito disciplinar ao aluno, o IGAI fez o mesmo ao gorila. Não é preciso ser adivinho para saber como tudo vai acabar: o gorila ilibado e o aluno alvo de uma sanção. Está nos livros e é apanágio de um regime musculado, disfarçado de democracia, como aquele em que vivemos.
Convém lembrar que a presença da polícia na Universidade é ilegal e  faz-me lembrar os tempos do Estado Novo. Serviu , no entanto, para mostrar ao país que vivemos num regime onde são cada vez mais visíveis os tiques do Estado Novo. PPC é um fascista encapotado de democrata, cada vez mais acossado e que só sai à rua sob forte escolta, porque tem medo que um tresloucado, ou desesperado, lhe limpe o sebo.
A segurança de todos os membros do governo foi, nos últimos dias, reforçada. É uma demonstração da fraqueza do governo e a constatação de que (quase) todos sabem ter a cabeça a prémio. Mau cartão de visita para quem aceitar substituir algumas das figuras do actual elenco e a certeza de que, quem o fizer, apenas será apenas motivado pelo facto de poder inscrever no seu curriculum um cargo governativo. 
Como já aqui escrevi, uma remodelação não fortalecerá o  governo, apenas prolongará a sua agonia. Será, afinal, mais uma prova de que nem todos são iguais perante a lei. Enquanto o governo se prepara para racionar alguns medicamentos para a cura de doenças como o cancro, a Sida, ou a artrite reumatóide, prolonga a sua vida com "medicamentos" que custam uma fortuna aos portugueses.

Seguro deu um murro na mesa, mas magoou-se?

 Seguro demorou uma eternidade a dar um murro na mesa e confirmar que o PS votará contra o OE 2013.
Fê-lo tardiamente e foi desajeitado.Depois, deixou-se iludir com o recuo do governo na TSU e pensou que o seu papel estava cumprido, porque não percebeu que o governo não recuou, mas apenas mudou de estratégia.
Tenho apenas uma dúvida.Seguro não percebeu a mudança de estratégia do governo, ou percebeu-a mas suspirou de alívio por ter um pretexto para não ter de avançar com uma moção de censura?
Seguro deu um murro na mesa, mas magoou-se e recuou nas suas intenções de enfrentar o governo. O que fez, foi cumprir os serviços mínimos.
Agora, perante as moções de censura anunciadas por PCP e BE, ficou entalado.
Parece óbvio que as moções de censura pretendem mais atingir o PS do que o governo ( ai o efeito das sondagens a fazer a esquerda entrar em delírio!), mas Seguro não disse o essencial quando devia.
Agora, ou não apoia as moções por ter percebido que o PS está uma vez mais a ser alvo do efeito de tenaz da esquerda, ou apoia e está pronto para ir à luta com outras forças políticas, com os sindicatos e com movimentos de cidadãos empenhados em impedir que o país fique à mercê de um ditador louco. Porque é disso que se trata, meus amigos. PPC veste os trajes de democrata mas é um potencial ditador a quem é urgente cortar as asas. Se não lhas cortarmos, será ele a cortar-nos o sustento. António José Seguro tem de dizer qual é a sua opção. E depressa...






Resposta a um badalhoco

No seu já muito falado discurso de Vilamoura, António Borges não se limitou a insultar os empresários. Como lhe é habitual, não perdeu a oportunidade para insultar os funcionários públicos e dizer uma mentirola que cai sempre bem na opinião pública.
O supra sumo da inteligência afirmou que os funcionários públicos representam 80% da despesa do Estado, o que deve ter levantado um bruá de indignação na audiência de empresários amigos do Relvas.Qualquer leigo nesta matéria percebe logo ser mentira e eu não fui excepção
Tentei pesquisar informação e encontrei este número, bem diferente da realidade do mundo Borgiano
António Borges é um badalhoco e merece ser tratado como tal, por isso também tenho direito a afirmar que ele, como intermediário das privatizações, recebe a sua comissão que lhe assegurará um final de vida multimilionário ( como se já não lhe fossem suficientes os 225 mil euros livres de impostos!). Obviamente que deve ser mentira, mas era bom que o governo, que prometeu ser transparente, dissesse aos portugueses quanto é que Borges recebe pelo servicinho de venda do país. Mesmo que isso signifique a obrigação de repartir parte das comissões com outros membros do governo!
Sabes que mais, badalhoco? Vai estudar!

Vantagens da crise

Vejamos o lado bom da crise. Pelo menos para os sociólogos e marketeers...
Antes da crise esfalfavam-se a estratificar as pessoas em muito ricos, ricos, classe média ( alta, média e baixa) e pobres. 
Hoje em dia é muito mais fácil... as pessoas dividem-se apenas entre ricos e pobres.