sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O governo nacionalizou os portugueses?

Este governo deve pensar que nacionalizou o povo. Só assim se explica que, sendo acérrimo defensor do corte nas gorduras do Estado, continue a insistir na receita de corte de salários, em vez de cortar a eito nas adiposidades da máquina estatal, sorvedouro de recursos que serve para alimentar centenas de chefias intermédias sem qualquer serventia, comissões e  grupos de trabalho que ninguém sabe o que fazem, centenas de assessores, especialistas, motoristas, secretárias e adjacentes mordomias esdrúxulas. 
Há dezenas de direcções gerais que funcionam como departamentos dos ministérios (não têm qualquer autonomia) cuja existência apenas se explica para alimentar centenas de chefias adiposas, mas que o governo não extingue, porque são os chamados "lugares de recuo" onde poderá encaixar centenas de boys na hora da despedida.

Temor reverencial

Ontem PPC veio ao Estoril insultar  e dar um puxão de orelhas aos empresários que o convidaram para almoçar. Pude ouvir de viva voz as reacções de desagrado de alguns empresários mas, perante as lamúrias de um mais exaltado, perguntei-lhe:
- Se ficaram indignados, por que razão não se levantaram e abandonaram a sala em sinal de protesto?

Destino:Terreiro do Paço

Em virtude de compromissos anteriormente assumidos, não tencionava participar amanhã na manif, mas, neste momento, só motivos muito graves me impediriam de marcar presença. Mesmo que não possa estar em permanência, não deixarei de passar por lá.

Referendar os impostos?

Estará Carlos Costa a propor que se faça um referendo? Por mim, não vale a pena estar a perder tempo. Para quem trabalha, há já muito tempo que o limite razoável foi ultrapassado. Mas suponhamos que o governo ouvia o conselho do governador do BP e fazia o referendo e os portugueses respondiam maioritariamente como eu. Que faria o governo a seguir? Iria finalmente cobrar impostos a quem pode - e deve- pagar mais, mas a eles foge com a complacência do próprio governo?

PPC reconhece falhanço

O que ontem PPC veio fazer ao Estoril, foi reconhecer a sua incapacidade. Admitiu, sem rebuço, que o crescimento da economia e a redução do desemprego, por exemplo, não dependem do governo. Então, para que raio precisamos dele?

Onde está a geração à rasca?

Em Março de 2012, um grupo de pessoas organizou uma manifestação gigantesca contra Sócrates, impulsionado por uma canção dos"Deolinda".
Muitos desses participantes terão ontem voltado à rua para protestar  contra o governo dos apóstolos da troika,Pedro e Paulo.
Quanto a muitos dos promotores, que na altura optaram por uma postura discreta na acção de mobilização, hoje são deputados, estão em conselhos de administração de empresas ou em gabinetes ministeriais desempenhando cargos que vão de chefes de gabinete a secretárias, passando por assessores e especialistas. Custam ao erário público- ou seja, ao contribuinte- cerca de 10 milhões de euros. Ontem, enquanto decorriam as manifestações estavam na praia ou sentados nos sofás a ouvir os Deolinda e a gozar com o pagode, entoando "Que parvos que eles foram".