quinta-feira, 27 de setembro de 2012

E o próximo passo é...

Para quê gastar dinheiro com medicamentos? As pessoas não são eternas, para quê prolongar-lhes a vida? Aliás, dar medicamentos a crianças é um desperdício! Se morrerem até aos 6 anos poupa-se dinheiro em educação e em saúde. Não podemos andar a gastar dinheiro em luxos com a saúde, mesmo que sejam crianças. É uma questão de ética!
Já avisei aqui muitas vezes a brincar, mas agora digo-o a sério. Está cada vez mais próximo o dia em que o governo aprovará a injecção atrás da orelha, para acabar com os velhos que ousem resistir.
Entretanto, o empecilho de Belém continua feliz, porque foi ultrapassada a crise política.

Regra de 3 simples




Regra nº 1- Nunca acreditar nos conselhos dos economistas
Como alguém disse, Deus criou os economistas para que os meteorologistas tivessem alguma credibilidade. Apenas um em cada milhão consegue fazer previsões acertadas e, azar, além de só se vir a descobrir que esse é que tinha razão quando é tarde demais, todos os outros economistas tendem a desvalorizar as previsões porque contrariam a maioria, alinhada com interesses financeiros das empresas que lhes pagam para modificar a realidade ou se poderem aproveitar dela, espoliando os cidadãos.
Regra nº 2 -Desconfie ainda mais dos economistas se eles estão no governo, já por lá passaram ou têm a aspiração de lá chegar. 
Raros são aqueles que exprimem a sua opinião. Ou defendem a opinião do governo, ou a as das instituições financeiras que lhes pagam, ou ambas.
Regra nº3- Nunca siga os conselhos do governo em matéria de poupanças
Durante o Estado Novo, comprar uma casa para arrendar era um investimento para o futuro. Quem conseguia amealhar algum dinheiro investia-o em imobiliário para garantir a reforma que o Estado não lhe assegurava. Quando Salazar decidiu congelar as rendas de casa, milhares de pequenos proprietários que tinham investido as suas poupanças no sector imobiliário acabaram por ficar na miséria. Muitos passaram a viver em condições bem piores do que os seus inquilinos e, só recorrendo a estratagemas para os desalojar- como requerer a casa para um familiar- alguns conseguiram reequilibrar-se.
No período áureo da sociedade de consumo, com as rendas novas a disparar e o crédito barato, as pessoas endividaram-se porque fizeram contas e perceberam que mais valia pagar uma renda ao banco e ficar com uma casa, que deixariam de legado aos filhos, do que estar a pagar renda uma vida inteira.
A aposta parecia boa, mas o final da história foi um pesadelo para muitas famílias. Com a crise económica e o aumento do desemprego muitas famílias ficaram sem possibilidade de pagar a dívida ao banco e viram-se obrigados a entregar as suas casas aos agiotas. Poder-se-ia argumentar que a crise surgiu de forma imprevista, mas não é verdade. Em 2004 já havia economistas a prever a crise, mas os bancos continuavam a emprestar dinheiro, sabendo que a breve prazo muitos desses endividados deixariam de ter condições para pagar as suas casas. Não se preocuparam, porque sabiam que nunca ficariam a perder.
Em plena crise, o que faz o governo? Aumenta o IMI, tornando ainda mais difícil às famílias cumprirem as suas obrigações com os bancos!!!
Depois, apela à poupança e ao aforro mas, em vez de cativar as poupanças, remunerando-as bem, baixou os juros dos certificados de aforro, o que convidou as pessoas a retiraram o dinheiro e entregá-lo aos bancos. Depois surgiram os certificados de tesouro, cujo rendimento apenas é interessante para poupanças superiores a cinco anos. Mesmo assim houve quem investisse. Sem dinheiro, o governo decidiu ir buscá-lo aos pequenos aforradores que incentivara a investir, aumentando sucessivamente o imposto sobre capitais que, em apenas dois anos, subiu de 21 para 26,5% por cento.
Já nem vale a pena dizer que a aplicação de um imposto de capitais igual para quem tenha fortunas ou para  pequenos aforradores é uma medida injusta e daltónica. O que vale a pena é perguntar se vale a pena aforrar, para pagar mais de um quarto dos juros ao governo, que o gasta em mordomias várias, das quais não abdica.
Chegado a esta altura, perguntará o leitor: mas então que raio é que eu faço para assegurar a minha velhice e completar a minha reforma cada vez mais minguada?
Sinceramente, caro leitor, não lhe sei responder. Talvez o melhor seja mesmo emigrar para um país onde as pessoas sejam minimamente respeitadas. Nos dias que correm, até o Bangladesh é capaz de ter mais consideração pelos seus cidadãos, do que este governo que os portugueses escolheram para substituir o “aldrabão” do Sócrates. Como está demonstrado, fizeram uma boa escolha…

Figura da semana



Ângelo Correia é um político sagaz. Andou pela esfera do poder, foi ministro, teceu a sua teia de influências e quando percebeu o esquema e o seu modo de funcionamento, saiu de cena para montar o próprio negócio: fabricante de monstros.
Uma das figuras que catapultou para a cena política foi Duarte Lima que, de filho dilecto de Cavaco Silva, se transformou na pessoa que hoje todos conhecemos. Mais ambicioso que o seu criador, depressa Duarte Lima enveredou por outros caminhos, reclamando a independência a que pensava ter direito, desligando-se dele.
Foi então que emergiu Pedro Passos Coelho. Ângelo Correia viu nele potencialidades suficientes para ser seu afilhado e, como bom padrinho, mandou-o estudar, tarde e a más horas, para uma universidade privada de fraca reputação. Para custear os estudos e criar um monstro perfeito, entregou-lhe a gestão de algumas das suas empresas, todas na área do lixo.
Dizem-me que no laboratório de Ângelo Correia se continuam a fabricar figuras que, mais tarde ou mais cedo, emergirão na cena política como seus soldadinhos de chumbo, enquanto ele se mantém, discreto, na penumbra.


Uma profissão com futuro

Ao ver  PPC e Alvarinho dos pastéis de nata, chegarem aqui ao Pavilhão de Congressos do Estoril, percebi que polícia e segurança pessoal são profissões com grande futuro. 
Só tem medo do povo, quem não está de consciência tranquila, mas não há segurança que valha,  se alguém decidir que chegou a hora de acabar com o regabofe.

Legitimidade, o tanas!

Os caramelos que cegamente continuam a defender que este governo tem legitimidade para governar ou andam a comer do pote, ou são absolutamente néscios.
É verdade que foi eleito com os votos dos portugueses, mas os eleitores votaram num programa que o governo rasgou poucos dias depois de pôr as patas no pote.
Admitir a legitimidade de um governo que não cumpre minimamente o seu programa, é o mesmo que aceitar que quando alguém compra um produto ( automóvel, electrodoméstico, etc) com um prazo de garantia está sujeito, em caso de avaria a aceitar que o vendedor lhe diga que a garantia era só uma estratégia de marketing.
Este governo está avariado e nós, eleitores (consumidores) temos o direito de exigir que nos dêem um governo novo, ou nos indemnizem por incumprimento.
Um grupo de bandidos e de loucos nunca pode ser legitimado pelo voto popular.

Dêem uma esmola ao ceguinho!

Hoje, Pedro Passos Coelho leu duas estrofes dos Lusíadas. Pelo ar de espanto, enquanto lia, ficou-se a perceber que não estava a entender  patavina do que estava lá escrito mas aproveitou para reiterar que estamos no bom caminho e há bons ventos a soprar.
À noite, chegou o desmentido, mas o ceguinho continua a afirmar que vê luz ao fundo do túnel. Tenhamos dó e mandemo-lo  para um asilo!