segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Então Pedro levantou-se e disse...

...assim quereis, assim tereis porque sou um homem justo: "se não vai pelo c., vai pelas calças"
Depois voltou-se para Paulo e acrescentou:
" Tentei salvar-te da vergonha e da insídia do povo, inventando aquela coisa da TSU, para que não parecesse um imposto mas tu, ingrato, em vez de me agradeceres puseste-te ao lado do povo. Agora, toma lá e embrulha! Levas com mais impostos e vai lá explicar-lhes porque os aceitaste sem um remoque. Mas  aviso-te desde já, meu irmão, não uses o truque do patriotismo, porque esse já ninguém engole. Tens de ser muito criativo, agora... fico ansioso para ver como te vais safar nas próximas idas às feiras!"
Cabisbaixo, Paulo respondeu entre dentes:
" Como bem disseste lá no FB, a história não acaba aqui. Quero ver como te vais aguentar quando eu te deixar sozinho no governo!"

Jornalismo ou voyeurismo?


Quando vejo o príncipe Harry em pelota, ou as maminhas de Kate Middleton escarrapachadas nas primeiras páginas de revistas e jornais, não ponho em causa a liberdade de expressão. Questiono-me é até que ponto é legítimo considerar jornalismo  a simples exploração do voyeurismo, com o fito de obter lucros.  Talvez  ainda pudesse admitir que a prática do strip snooker por um príncipe imaturo indiciasse a decadência da monarquia britânica e a publicação das fotografias fosse um aviso aos súbditos de Buckingham Palace, se o príncipe estivesse na calha para ocupar o trono, mas todos sabemos que só uma catastrófica conjugação de incidentes catapultaria Henry para o trono britânico.  Henry é um miúdo igual a tantos outros que apenas se distingue pelo facto de ter nascido com pedigree nobiliárquico. É apenas por  isso que atrai a atenção dos paparazzi e a curiosidade dos voyueurs.
Quanto às maminhas da princesa Kate, a possibilidade de encontrar qualquer interesse noticioso na publicação das fotografias é absolutamente nula. Trata-se de reles exploração do voyeurismo.  E não se diga que a princesa foi descuidada. Ela não ignorará, certamente, que hoje em dia é possível obter fotografias a quilómetros de distância, mas deverá isso inibi-la de fazer topless? Deverá viver numa redoma de vidro, quando o que a maioria das pessoas pede é que a monarquia se humanize?
Não será mais criticável o paparazzi que a fotografou, com a mira de obter fama e avultados lucros, do que o facto de Kate ter agido como uma mulher normal?
Todas as liberdades têm um limite e não me parece que a liberdade de expressão escape a essa condicionante. Penso, por isso, que é urgente definir claramente as fronteiras entre jornalismo e voyeurismo. A bem do jornalismo e dos cidadãos que gostam de ser informados.
Eu sei- porque já lá fui ler - que a Brites tem opinião diferente e faz uma defesa acérrima dos paparazzi mas, caramba, a Brites vive do jet set!

Tiro no pé

Quando Miguel Macedo falou de cigarras estava a criticar o PM por causa disto?

Veja lá se percebe, Tozé!


O meu problema não se resolve, exigindo aos ricos que paguem mais. Quero é que quem trabalha pague menos e não seja obrigado a dar parte do seu salário às empresas. Aliás, nem os patrões quiseram aceitar esse dinheiro que generosamente PPC lhes ofereceu como gorjeta, na tentativa de comprar o seu silêncio.
O que eu quero é  um governo que não me trate como chinês!
Não quero um PS que se satisfaça com medidas de cosmética orçamental. Exijo aos seus dirigentes que assumam uma ruptura incondicional com o governo e se comportem como catalizadores da revolta popular, ao lado dos outros partidos de esquerda. Nas ruas e nos locais de trabalho.
O que eu quero é um dirigente com voz grossa, capaz de enfrentar "olhos nos olhos"estes miseráveis que nos governam e denunciar o conformismo do PR e a sua conivência com a destruição do país.
O que eu quero é uma esquerda unida na luta contra esta ditadura encapotada, que o PS procure plataformas de entendimento com o BE e o PCP e esqueça a traição daqueles partidos ao país, quando chumbaram o PEC IV.
Neste momento, a situação do país exige que o BE abandone os seus jogos florais de lideranças bicéfalas e que o PCP desça do pedestal de patrão da esquerda em nome do povo que nele ainda confia. Mas exige também um líder do PS que se demarque claramente da política seguida por este governo.

Remodelação, para quê?

Aumentam as vozes - incluindo no seio dos partidos do governo- a defender a necessidade de uma remodelação. Eu pergunto: para quê uma remodelação se Pedro Passos Coelho, o cancro deste governo,  permanecer lá? Para quê uma remodelação,  mudando apenas os leiloeiros, se a política de venda do país a pataco prosseguir?
O que este país precisa não é de uma operação de cosmética, é de um transplante. O que este governo precisa não é de pintar  paredes, é de uma vassourada. 
O importante é substituir um incompetente e um traidor que  não hesita em vender os portugueses aos interesses dos agiotas, por alguém que pense primeiro nos portugueses e não esteja a ocupar o cargo com o fito de se pirar lá para fora e viver uma reforma dourada, depois de ter vendido toda a riqueza do país a estrangeiros.


Hoje é o dia...

...em que o governo vai enganar mais uma vez o doente e tentar convencê-lo que está a caminho da cura, mas o que o governo de incompetentes, com a aquiescência do PR, vai fazer, é apenas mudar a medicação. Em vez do xarope, vai aplicar um clister.

Regabofe é...(3)

Perverter a justiça, criando tribunais arbitrais que permitem a alguns advogados embolsar centenas de milhares de euros.
Adenda: Marcelo Rebelo de Sousa vai presidir a dois desses tribunais, a criar brevemente