quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Rescaldo do encontro entre PSD e CDS

PSD aumentou o preço dos divórcios, na tentativa de impedir que o CDS rompa o casamento. CDS pondera se vai pagar 200€ para mudar de sexo. e assim poder dar o seu aval às alterações na TSU que rejeitou no domingo.

Desaparecidos (13)


Aproveitando uma viagem paga pelos contribuintes, Miguel Relvas foi ao Brasil. Quando lá chegou mandou uns bitaites a criticar o CDS e depois, seguindo o exemplo do padre Frederico, escafedeu-se! 
No exílio não estará, certamente.
Terá  perdido o sinal  de telemóvel numa viagem entre o Rio de Janeiro e Saquarema ( Maricá)? estará em parte incerta a tratar de negócios? a gozar umas merecidas férias?
Não tenho resposta... mas  sei que a maralha política do PSD tem muita tendência para se perder no Brasil. Aconteceu com Agostinho Branquinho e acontece agora com Miguel, uma espécie de Agostinho, mas em versão Tinto Carrascão.
MAS ATENÇÃO! Apesar de estar em paradeiro incerto, parece que continua a fazer nomeações para o seu gabinete. Mais uma vez foi ao Diário de Notícias abastecer-se. O feliz contemplado foi Luís Naves, o melhor tradutor de notícias da imprensa internacional nos quadros do DN, ponta de lança no blogue relvista. O CR  está a tentar saber quanto custou esta transferência em chamadas de telemóvel, a especialidade do ainda ministro.
Quanto ao salário auferido pelo novo colaborador do gabinete de Relvas, deve ser equiparado a outros especialistas: superior a três mil euros, mais despesas para o regabofe. E com direito a subsídio de férias e Natal, obviamente, porque para o pessoal dos gabinetes há sempre a ressalva de terem de ser respeitados os direitos adquiridos. 

Agora, não podemos parar a corrente


Mudar, para que tudo fique na mesma

Já poucos acreditam que o governo não persista no erro da TSU, mas muitos ainda acreditam que vai fazer grandes cedências. Não tenham ilusões.O  governo vai apenas introduzir alguns remendos, de modo a dar a ideia de que foi complacente. Como o vai fazer, também é previsível. Uma operação de cosmética, amplificada pela comunicação social, da qual  funcionários públicos, reformados e pensionistas sairão irreconhecíveis. Até Paulo Portas aparecerá diante das câmaras de televisão, com o rabinho a dar a dar,  a dizer que as suas preces foram ouvidas...
O objectivo do governo e de Cavaco, neste momento, é calar a rua. Carregando o esforço sobre os funcionários públicos, reformados e pensionistas, sossegam os trabalhadores do sector privado, os patrões, os sindicatos, a comunicação social e podem dormir tranquilos, porque o poder reivindicativo dos que vão pagar a crise é praticamente nulo. Mesmo que venham para a rua gritar, a maioria da população não deixará de os ver como os "privilegiados". 
No próximo ano, quando começarem a chegar as contas do IRS,  todos vão perceber que também foram atingidos mas, como enquanto o pau vai e vem folgam as costas, o governo aproveitará este período de acalmia para se restabelecer.
Lá para o Verão - se desgraçadamente o governo lá chegar-  quando o país estiver completamente submerso, vítima da loucura e incompetência deste primeiro ministro e se perceber que as medidas de nada serviram, o governo voltará a ficar ligado à máquina. Os médicos voltarão a reunir-se para discutir o estado do doente e é muito provável que, nessa altura, decidam desligar a máquina. Até lá, ficará como muitos doentes terminais.A família está desenganada pelos médicos, mas todos os dias vai à visita com a secreta esperança de vislumbrar ligeiras melhoras. Não haverá uma alma caridosa que termine com esta agonia?

Sim, tenho medo. Muito medo!



Aquilo que neste momento me preocupa não é a queda deste governo. Desde o dia de tomada de posse que sei que é um governo a prazo e transmiti aos leitores essa ideia em variadíssimos posts.  Talvez lhe tenha dado um prazo de vida mais longo do que provavelmente terá- sempre indiquei as autárquicas de 2013 como o ponto final nesta coligação. Ainda admito que esse prazo possa ser atingido, embora me pareça cada vez mais irrealista- e também pernicioso para o país. 
Será bom para todos nós se o governo cair depois da reunião entre PSD e CDS, que Pedro Passos Coelho “convocou” ontem para tentar entalar Paulo Portas, mas não estranharei se, com mais um extraordinário golpe de rins, o líder do CDS invocar o patriotismo para engolir aquilo que ainda há poucos dias recusava.  Mesmo que isso venha a acontecer, a queda será inevitável a curto prazo, porque o governo já perdeu o país e o CDS é useiro e vezeiro em quebrar coligações no momento que considera ideal para as suas aspirações.
O cenário de queda do governo não só não me preocupa, como penso que seria a solução ideal para o país. O que me preocupa e mete medo é o resultado da sondagem da Universidade Católica ontem divulgado. O PSD dá um dos maiores trambolhões de que há memória, em apenas uma semana, e o PS não só não capitaliza esse descontentamento, como comete a extraordinária proeza de também descer. 
Estes dados seriam suficientes para percebermos que os portugueses não só não acreditam nos partidos do governo, como também não acreditam na alternativa Seguro. Dificilmente um líder do PS teria piores resultados…
O mais preocupante – e que realmente me assusta – é o facto de 87% dos portugueses se mostrarem desiludidos com a democracia.  Pensar que menos de 40 anos depois daquela manhã de Abril que nos restituiu a liberdade, pouco mais de 10% dos portugueses acreditam na democracia, é assustador!
Como chegámos aqui? A resposta não se pode resumir ao despesismo iniciado com Cavaco. Tem raízes muito mais profundas que culminam na falta de credibilidade e qualidade dos dirigentes políticos que nos governaram nos 10 últimos  anos.  
Durão Barroso, ao abandonar o país a troco da União Europeia, foi o primeiro grande responsável pelo descrédito dos políticos e pela descrença dos portugueses. Depois dele, entrámos na era dos políticos profissionais, formados nessas escolas de vício que são as Jotas partidárias. O clientelismo atingiu limites insuportáveis, que culminaram com o regabofe inqualificável  que ontem aqui destaquei.
 A política deixou de ser encarada como serviço ao país, para se confundir com “servir-se” do país. A passagem directa de membros do governo da política, para conselhos de administração de empresas privadas transmitiu aos portugueses, de forma muito clara, que a maioria dos políticos se serve do poder como trampolim e investimento no seu futuro pessoal. Daí a descrença dos portugueses. 
Se PPC fosse um político sagaz e tivesse um pingo de respeito pelo país e por ele prório, não intoxicava a comunicação social com notícias de ameaça de demissão. Demitia-se e dava ao PR a oportunidade de convidar outra personalidade do PSD a formar um governo até à realização de eleições. Porque, neste momento, o grande problema deste país tem um nome: Pedro Passos Coelho.
Não temos governo, nem um presidente da república com estofo moral e coragem para dar um murro na mesa e dizer “BASTA”! 
Não temos- é preciso dizê-lo sem cair em falsas ilusões criadas pela extraordinária manif de 15 de setembro- um povo instruído e participante, que cumpra o seu papel de cidadania. Estão criadas as condições para o aventureirismo e o aparecimento de um novo “salvador da Pátria” que enterre definitivamente a democracia.  É disso que tenho medo. Muito medo!

Isto começa a compor-se...

Governo protege gerações futuras... tomando as medidas adequadas para que não nasçam crianças.
Agora só falta dar a injecção atrás da orelha aos reformados, para se ver livre desse fardo.
Entretanto, AJS consegue a proeza de fazer o PS baixar dois pontos nas sondagens, em plena época de crise.
Porque não se demitem os dois?

Regabofe é (2)

Gastar 8,7 milhões com pessoal dos gabinetes ministeriais, recrutados nos partidos do governo, quando há milhares de funcionários públicos que poderiam exercer essa função com mais competência e muito mais barato.
É contratar como assessores e especialistas putos de 22 , 23, 24  anos com vencimentos de 5 e 6 mil euros, quando um funcionário público, no topo de carreira, com mais de 30 anos de serviço, ganha pouco mais de metade.
Isto já não é só regabofe... é falta de pudor. É prostituir a democracia e as instituições!