quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Postal a Maria Teresa Horta

Eu tinha pensado escrever um post sobre a Maria Teresa Horta, mas o que eu lhe pretendia dizer está aqui escrito e, como não tenho mais nada a acrescentar, apenas subscrevo. 

Caderneta de cromos (39)



Em 2011, Isabel Jonet dizia que o Estado Social tem efeitos perversos. As declarações idiotas da  dona presidente do Banco Alimentar contra a Fome não caíram em saco roto e a Readers Digest contemplou-a com o prémio Personalidade Europeia do Ano 2012.
Ainda este ano, Isabel Jonet foi considerada a mulher portuguesa mais poderosa. (A caridadezinha é um negócio próspero em Portugal?) Se pensarmos que o seu poder advém do facto de gerir uma entidade que vive do voluntariado, começamos a ter uma percepção do que se passa no país e do seu futuro. Seremos o país mais miserável da Europa, mas o mais caridoso.
Com tanto protagonismo palpita-me que, não tarda nada, Isabel Jonet será uma espécie de Fernando Nobre de saias. Ora assumindo a presidência do Movimento Nacional Feminino, ora sendo convidada por Pedro Passos Coelho para presidente da Assembleia da República. Isabel Jonet não é só porta-voz do governo, é uma pessoa cujo protagonismo aumenta à medida que  cresce a miséria. A isso chama-se vampirismo!
Não faço estas afirmações pelo facto de ontem a senhora ter saído em defesa da TSU, mas porque já no dia 1 de Agosto ela devia ter informação privilegiada sobre a decisão do governo. Só assim se compreendem estas declarações ao  “Grandes Negócios”. ( ver vídeo aqui, se tiverem estômago, embora encontrem lá algumas afirmações acertadas) de que destaco esta frase:
“durante muito tempo, os portugueses "criaram a expectativa de que eram ricos" e "foram desresponsabilizados do todo colectivo: acharam que alguém trataria sempre de tudo".
Mitt Romney, o candidato dos republicanos à Casa Branca, não diria melhor…


A revolta do "Padrinho"

Ângelo Correia, o criador do monstro que está em S. Bento, indignou-se. Puxou as orelhas ao afilhado, mas  o monstro não lhe liga a ponta de um corno.

Editoriais


Ainda sou do tempo em que os editoriais eram assinados. Talvez por isso me cause grande perplexidade os jornais, hoje em dia, publicarem editoriais apócrifos.
Por definição, o editorial exprime a opinião da direcção do jornal mas, pelo que vou lendo não me parece que na prática isso corresponda à realidade. O que vejo, cada vez mais, são opiniões pessoais vertidas em letra de imprensa, sob o estatuto de opinião colectiva.
Vem isto a propósito do editorial de “o Público” de ontem, onde se pode ler:
(..) Tudo isto significa que há algo bem mais grave, neste momento, do que um primeiro ministro isolado a defender uma medida rejeitada pelo país e dentro da própria coligação. Há o facto de essa medida  já não poder ser revogada, sob pena de o financiamento a Portugal ser suspenso. Ora é isto que é imperdoável no comportamento de Passos Coelho e Vítor Gaspar: ter amarrado o país a uma medida errada que o pais recusa mas não pode travar”. ( sublinhados meus)
Ora o que aqui se escreve é mentira, porque a medida abstrusa da TSU pode ser substituída e disso mesmo “o Público” dá notícia.
Concluo, pois, que o editorial não exprime a opinião dos directores do jornal e induz em erro os leitores.
Seria aconselhável que os editoriais não contrariassem as próprias notícias veiculadas pelos jornais e, acima de tudo, não induzissem os leitores em erro. A credibilidade dos jornais também passa por aí, pelo que defendo vigorosamente que os editoriais sejam assinados, para que haja mais transparência nas opiniões aí veiculadas. Ganhariam os jornais e os leitores em saber quem escreve. Até porque, segundo me consta, aquela bola de sebo nojenta que se conluiou com Fernando Lima na criação de factos inexistentes que minaram a confiança no governo anterior, ainda continua a meter uma mãozinha no jornal.
Era bom que alguém o decepasse! Para alegria dos leitores e benefício de “o Público”.

Moeda Falsa ou Judas?

Ninguém fala desta figurinha, mas parece cada vez mais claro que a ideia da TSU nasceu da cabeça desta luminária. Provavelmente, o estudo de que PPC fala, também terá sido feito por amigos de Moedas que ainda não percebi se é moeda falsa ou se se vendeu por trinta dinheiros.

Grande mulher!

Saúde-se a coerência desta grande mulher, mas o problema é se mandam o Relvas para o substituir!