terça-feira, 18 de setembro de 2012

Uma medida interessante...


"A TSU é uma medida interessante pelo papel que tem na sustentabilidade da segurança social"- terá, segundo "o Público", defendido Pedro Mota Soares junto dos seus pares do CDS/PP.
Eu já sabia que o ministro da segurança social era um  ministro diferente porque, dois dias depois de ter tomado posse, deslumbrou o especialista de Relvas, Pedro Correia, que o viu montado numa Vespa nas ruas de Lisboa.
Eu também já desconfiava que a caixa de pirolitos deste ministro com cara de jesuíta acabado de se estampar contra uma parede, não batia totalmente bem.
Mas o que eu não sabia é que a proposta  da TSU que Paulo Portas garante ter tentado evitar, tivera o apoio de Mota Soares. A ser verdade o que escreve "o Público", confirma-se que a converseta do líder do CDS/PP na manhã de domingo, a propósito das suas reticências à TSU não foi mais do que conversa da treta, no rescaldo das manifs da véspera. Por outro lado, ficou também claro que Pedro Mota Soares será um dos remodeláveis, numa iminente remodelação, com que o governo tentará salvar a face.
Só que, como todos sabemos, os ministros que vierem substituir os actuais são uma segunda escolha. Logo, serão ainda piores do que os actuais. O governo não é uma reedição das bodas de Canã e não tem um Jesus para fazer o milagre. Bem... a não ser que PPC contrate Jesus ao Benfica para substituir o secretário de estado da cultura Francisco José Viegas!!!

Coligação, s.f


O dicionário de português on line esclarece-nos que a palavra coligação é um substantivo feminino que significa "união de pessoas, partidos, nações, para um objectivo comum", mas logo a seguir acrescenta que também pode significar "trama" ou "conluio". 
Não tenho dúvidas que "trama" e "conluio" são as palavras que melhor definem a coligação que governa neste momento Portugal, mas fiquei surpreendido ao constatar que com a palavra "coligação" se pode formar o anagrama "cacologia", palavra que significa "erro de linguagem" ou "erro de pronúncia" Erros que esta coligação comete frequentemente, como se tem visto nos últimos dias....
Mas ainda mais extraordinário e bem demonstrativo da riqueza da nossa língua, é o facto de a palavra "coligação" também permitir construir o anagrama "Calagoiço", palavra que desconhecia. O mesmo dicionário  esclarece que "Calagoiço(a)"  é uma "foice roçadoira de cabo curto".
E eis como uma simples pesquisa no Google permite responder à dúvida lancinante de MFL na entrevista à TVI:
"Em que país estamos?" perguntava a ex-líder do PSD a propósito da TSU e da ideia lançada por Gaspar de controlar as contas das empresas, para garantir que os patrões não se abotoam com o dinheiro que os trabalhadores lhes vão entregar por ordem do governo. 
Pois como Vocelência mesmo alvitrava, estamos na ex- URSS! Esta coligação já tem a foice, só lhe falta o martelo. Esse ainda está na posse do povo que, mais dia menos dia, acabará por dar com ele na cabeça dos títeres que o (des)governa.


Casamento de conveniência

Mónica e Cebola vão casar-se em Outubro. Um casamento de conveniência, que visa aumentar as receitas da editora. Os mesmos objectivos financeiros que mantêm de pé a coligação PSD/CDS.

A lição do Marquês



A circulação no Marquês de Pombal sofreu alterações profundas. A medida, explicada por António Costa, tem como principal objectivo diminuir a poluição na Av. da Liberdade, uma das artérias mais poluídas da Europa. Os níveis de poluição ultrapassaram muito largamente os níveis máximos permitidos pela União Europeia e Lisboa corre o risco de ter de pagar uma pesada multa.
António Costa fez o que se lhe exigia. Tomou medidas para desanuviar o trânsito na baixa lisboeta, tentando dissuadir os automobilistas de rumarem à baixa de automóvel. Pediu também à Carris para pôr a circular naquela zona os seus veículos menos poluentes. A empresa fez ouvidos de mercador, vá lá saber-se porquê...
Esperava-se que Carlos Barbosa -  presidente do Automóvel Clube de Portugal - apoiasse a medida mas, ao invés, criticou-a de forma violenta apelidando-a de "orgasmo teórico de professores".
Admito que as novas regras de circulação no Marquês de Pombal e Av. da Liberdade tragam grandes transtornos aos automobilistas. Aceito mesmo que a temporização dos semáforos e um ou outro pormenor tenham de ser repensados, de modo a que a circulação na rotunda interna seja mais fluida. Não se pode é condenar à partida uma medida que, além de contribuir para uma melhoria da qualidade do ar na cidade, visa evitar o pagamento de uma pesada multa, cujo montante poderá ser melhor utilizado, se aplicado em obras que melhorem a vida dos lisboetas. 
 A reacção intempestiva de Carlos Barbosa é pouco compreensível. Ao presidente do ACP pede-se mais clarividência e a defesa dos interesses da cidade, em detrimento dos interesses particulares dos automobilistas. Os cofres da autarquia lisboeta- apesar de reforçados depois da venda dos terrenos do aeroporto ao governo- não aguentam as pesadas multas impostas por Bruxelas e Carlos Barbosa devia pensar nisso, antes de criticar uma medida que protege os interesses de todos os lisboetas. 
Se nada for feito para diminuir a poluição naquela zona, o próximo passo poderá ser a criação de portagens,   medida que não me parece seja do agrado do presidente do ACP.
Os automobilistas, obviamente, também protestam pelo incómodo que lhes está a ser causado mas talvez ainda protestem mais se, um dia destes, tiverem de contribuir com esforços adicionais para pagarem a multa a Bruxelas.

Na mouche