segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Governo intimida Cavaco

Paulo Portas ( seguindo os passos de Coelho) precipitou-se ao congratular-se com a avaliação positiva da troika. Na verdade, como ficou hoje demonstrado, a nota ainda não foi publicada em pauta e a acta da avaliação está dependente de várias condicionantes.
No entanto, como costumava ouvir no meu tempo a alguns professores, o chumbo  não deve ser visto como um drama, mas sim como uma segunda oportunidade para o aluno. O governo devia agora estudar bem a lição e apresentar um OE consentâneo com a realidade do país. Sem recorrer a cábulas feitas à pressa e mostrando que aprendeu e compreendeu a matéria.
No entanto, como é cábula e quer evitar o chumbo, meteu cunhas a Bruxelas e a Merkel, para que viessem para a praça pública dizer que sem TSU não há dinheiro. Só que depois de termos ouvido a troika dizer que nunca tinha exigido a TSU, e o FMI a reclamar medidas para o crescimento, toda a gente percebeu que  aquelas declarações foram feitas a pedido e o objectivo primeiro é condicionar Cavaco e os conselheiros de Estado.
Admito que até tenha êxito, mas meter essa patranha aos portugueses não  vai ser tarefa fácil.  O governo ainda não percebeu que já não nos vence pelo medo. É melhor que se cuide. Ou se empenha em ser um bom aluno e encontra soluções alternativas à TSU, ou então será o povo português a chumbá-lo.

Antes de largarem o pote...



Agora escolha

Um tipo que escreve isto sobre as manifs de sábado é:
a) maluquinho
b) conselheiro de Passos Coelho
c) heterónimo de Miguel Relvas
d) acumula as três funções

Já agora, alguém dá uma esmola a esta ceguinha?

Marcelo, o terapeuta familiar


Nos últimos dias, o país tem assistido com surpresa às picardias entre os dois parceiros de coligação.  Como não conseguiram resolver as suas divergências em privado, começaram a lavar roupa suja em público.É clássico em alguns casamentos.
Toda a gente sabe que não passa de um arrufo de namorados, mas Marcelo Rebelo de Sousa ontem, na TVI, viu-se obrigado a despir as vestes de professor e vestiu as de terapeuta familiar. Em resumo, disse isto:
"Vá lá, portem-se bem. Não deitem tudo a perder. Vocês têm de ser um casal estável e deixar de fazer essas cenas em público. Resolvam as coisas na intimidade do lar, se não querem pôr em risco o fabuloso dote que os portugueses vos entregaram ano passado. Tu, Paulo, deixa de irritar o Pedro e tu, Pedro, impõe a tua autoridade lá em casa e mostra quem manda. Se o Paulo fizer fitas dá-lhe duas chapadas  que ele amoucha. Mas não faças isso em público, pelo amor de Deus! Na vida de um casal há que saber preservar a intimidade. Durmam até em camas separadas, se quiserem, mas não deixem que a opinião pública perceba que o casamento está a correr mal. Salvem as aparências, ok?"

A frase

Retenho na memória muitas frases das manifs que varreram o país.Descarto algumas bem ordinárias, mas que me fizeram sorrir e elejo como a melhor aquela que, em minha opinião, melhor exprime o sentimento de muitos dos manifestantes:
" Otelo, ainda tens as chaves do Campo Pequeno?"