domingo, 16 de setembro de 2012

Paulo Portas (2) - o travesti



Paulo Portas travestiu-se de patriota, descobriu que a TSU afinal não é um imposto, está felicíssimo com a avaliação positiva da troika  ( esqueceu este pormenor, mas isso agora não interessa nada…) e comunicou ao país que permanecerá fiel à coligação, embora discorde da TSU.
Não sei como é que ele terá enrolado os  órgãos do CDS, mas o que lhe aconselho é a enrolar o patriotismo e o guardar  no mesmo sítio onde... costuma meter as alheiras, por exemplo...

Uma nuvem que ensombrou a tarde de sábado

"Tenho pena que só o tenha feito quando as medidas austeras se tornaram universais e não o tenha feito no espírito solidário de quando a austeridade atingiu outros sectores - e fala quem já saiu à rua em nome dos outros."
Esta frase, escrita pela  Blonde, levanta uma questão sobre a qual já me pronunciei diversas vezes e me parece ser oportuno voltar a reflectir.
As manifs de sábado tiveram aquela  expressão, porque pela primeira vez os trabalhadores do sector privado foram alvo de medidas extremamente gravosas permanentes. Enquanto as medidas só atingiram os funcionários públicos e os reformados, o clamor foi restrito e houve muita gente a aplaudir a medida, ignorando a índole criminosa de quem rouba gente que pagou toda a vida para garantir a sua reforma ( já nem me refiro aos funcionários públicos que os portugueses continuam a ver como malandros,  ignorando que são eles que garantem o SNS, a Segurança Social, a educação dos seus filhos e outros serviços essenciais.
Não tenho dúvida que se as medidas continuassem a recair apenas sobre aqueles dois segmentos da população portuguesa, as manifs de ontem não teriam tido a mesma expressão.
Paulo Portas, o patriota das alheiras, sabia muito bem que generalizar as medidas de austeridade faria despoletar a revolta dos portugueses, mas PPC ignorou os avisos e agora talvez esteja arrependido.
Ontem mesmo, durante a manif, dizia a uma camarada da TVE, que o grande problema dos portugueses era a falta de solidariedade  e consciência cívica e que aquilo que estava a ver poderá ser desmentido em breve.
Não demorará, certamente, mais de um mês a confirmar os meus receios. Será quando o governo anunciar os cortes adicionais para 2012( O governo tem de reduzir para 5% um défice que, actualmente, está próximo dos 7%).
Funcionários públicos e reformados serão os mais penalizados, embora os trabalhadores do sector privado não escapem a ligeiros cortes. Nessa altura, veremos novamente o défice de solidariedade dos portugueses.

Paulo Portas (1): o cobarde

Finalmente, Paulo Portas foi obrigado a falar. Entre fungos- a muleta que recorrentemente utiliza quando diz aquilo em que nem ele próprio acredita, escudou-se atrás do partido para justificar a continuação do seu apoio ao governo. Não gosta da TSU, mas engole-a. Lamenta o ataque à classe média, mas afoga os seus lamentos na acumulação de milhas. "Uma coligação não é uma fusão", disse. Nós já sabíamos... uma coligação do CDS com o PSD é, desde sempre, uma negação da identidade do CDS e a garantia de preservação de Paulo Portas no poder.

Le premier bonheur du jour

Capa do "Público"


Ontem foi um dia histórico em Portugal.Provavelmente a maior manif desde o 1º de Maio de 1974

Muito mais do que um protesto

Acabo de chegar a casa, com uma sensação agradável de esperança. O que se passou hoje no país foi muito mais do que um protesto, foi um grito de revolta que ecoou de Norte a Sul. Espontâneo e não alinhado.
 Talvez Coelho e Gaspar ainda não tenham percebido o que se passou hoje, mas Portas já. A porta de saída é cada vez mais estreita.