quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Há mesmo porcaria na ventoinha

Nos últimos dias paira no ar um cheiro a m.... que tresanda. Sexta-feira  PPC quebrou mais uma promessa e, desde então, tem sido sempre a bombar porcaria ( o PM só diz Merda  no seu círculo restrito, constituído por gente feita da dita). O fedor espalhou-se pelo país a uma velocidade estonteante, o que me leva a crer que ele próprio, mas também todo o governo, estejam com  uma diarreia imparável).
Este governo já não é apenas um caso de psiquiatria. Depois de ler estas declarações, penso que  É um caso de polícia!
Depois de ouvir a entrevista de Passos Coelho concluo que é um caso incurável e o lugar do nosso primeiro deveria ser numa casa de correcção, porque ainda não tem idade mental para ir para a prisão. 
Miguel  Sousa Tavares acaba de dizer, na SIC Notícias, que Pedro Passos Coelho mentiu ao país e apresentou várias provas. A mais bombástica é que PPC não terá negociado estas medidas com Paulo Portas, ao contrário do que disse na entrevista à RTP. Ora sendo MST uma fonte privilegiada, porque é casado com Teresa Caeiro, a única conclusão que se tira é que perdeu, perante a opinião pública a áurea de honestidade. Está confirmado que é um ALDRABÃO! Hoje deitou mais porcaria na ventoinha.

Vítor Gaspar demite-se!

Vítor Gaspar já não é ministro. Ao pedir às pessoas para se juntarem e exigirem a redução de preços da energia e de outros serviços chave na economia, admitiu que já não tem qualquer poder. É um fantasma a pairar no Terreiro do Paço, embasbacado a olhar para o Tejo, que pede ajuda à CGTP e ao PCP para fazerem o trabalho que compete ao governo.
Começo a acreditar que MFL tem razão em perguntar se estamos a viver na URSS. Sem dúvida que muita gente viveria melhor do que actualmente em Portugal, mas não deixa de ser surpreendente que seja um ministro fascistóide a admiti-lo.

Em S. Bento, cheira a cadáver

As coisas estão a precipitar-se nas últimas horas e a gangrena está a alastrar mais rapidamente do que era expectável há uma semana.  Cheira a fim de ciclo.O governo pode durar ainda alguns meses, talvez mesmo um ano, mas é inquestionável que está em estado comatoso de que não mais sairá até à sua morte. Perdeu popularidade, credibilidade, coesão e só falta  alguém que desligue a máquina para ser cadáver. É verdade que um recuo nas medidas de austeridade poderá dar-lhe um novo sopro de vida, mas só aguentará até ao momento em  que se confirme que a política seguida está completamente errada. Como a própria troika já avisou!
Já ninguém se espantará, inclusivé, se o instinto de sobrevivência de Paulo Portas o obrigar a desligar a máquina.
Em alguns gabinetes ministeriais já há sinais de que a doença é incurável. Alguns assessores e especialistas já estão a tentar tratar da vidinha noutro lado.
 O próprio primeiro ministro transmite uma imagem cadavérica, que o bronzeado da Manta Rota e os elogios obscenos de Luís Filipe Meneses não disfarçam. Ontem, Cavaco mandou um "cangalheiro" à TVI     avisá-lo dos perigos. Se é verdade que o mensageiro escolhido tem pouca credibilidade, não deixou de ser um sério aviso.
Hoje, PPC deu mais um sinal de fraqueza. Onde para o homem "corajoso e honesto"  que recusava o despesismo e prometeu cortar nas gorduras do Estado?
Hoje, vai gastar uns milhares aos contribuintes para ser entrevistado em S.Bento, porque tem medo de enfrentar o descontentamento  popular numa deslocação à RTP. É um tempo de antena, para emitir publicidade enganosa, demasiado caro.

Demagogias e passa culpas


Volto à entrevista de MFL ( ver súmula aqui) por causa do desafio que ela lançou aos deputados.
Descontada a demagogia e tendo em consideração que o pedido aos deputados para assumirem as suas responsabilidades foi um recado de Cavaco – que também não quer assumir a sua quota parte- vale a pena pensar, uma vez mais, para que precisamos de ter na AR 230 deputados, se a maioria deles ( arrisco 80 por cento) está lá apenas para exercer a função de cabeçudo e votar como lhe manda o dono do partido.
Há deputados de grande valia, mas a maioria passa uma legislatura inteira sem abrir a boca, sem apresentar uma única proposta para defender os interesses dos eleitores e da região que os elegeu. Não se compreende que um país em situação difícil esteja a sustentar funcionários partidários.
Tempos houve em que me dava gozo assistir a uma sessão plenária na AR. Havia grandes tribunos cujo discurso era um prazer ouvir pela construção e riqueza vocabular. Hoje, poucos são os deputados com um discurso fluente e empolgante. Ainda ontem tive oportunidade de assistir a esta vibrante intervenção  do deputado João Galamba (PS) , ( a não perder!) desmascarando Vítor Gaspar  perante um plenário às moscas. O  ar de enfado com que alguns dos presentes o escutavam era confrangedor. Não tenho dúvidas que muitos dos deputados de partidos da oposição aplaudiram interiormente a intervenção, mas a disciplina partidária impediu-os de se manifestarem e, na altura de votarem o OE, vão abanar a cabeça respeitando as ordens do chefe, mesmo que isso signifique violar a sua consciência e defraudar aqueles que os elegeram.
O desafio lançado por MFL aos deputados, naquela sessão de espiritismo, não foi só demagógico. Foi também a confirmação de que, mais uma vez, Cavaco Silva irá fazer como Pilatos. Violando também ele a sua consciência (presumo, pelas suas afirmações…) e quebrando o juramento de defender a Constituição, aprovará o OE que enterra o futuro do país com o argumento de que não irá contra a vontade da maioria da AR. Uma atitude de passa culpas que revela também  a sua inércia e uma grande dose de cobardia.
 Poderão os leitores acusar-me de estar a ser tão demagógico como MFL mas, para termos em Belém um Américo Tomás travestido de democrata, então o melhor é acabar-se com esse órgão. É demasiado dispendioso e despesista, nada faz em prol dos interesses do país, viola a Constituição que jurou defender e lava as mãos como Pilatos, como se  não tivesse quaisquer responsabilidades. Um PR que se demite das suas funções não serve o país. Serve-se apenas a ele e à corte que o rodeia.
Regressando ao tema dos deputados, creio que a redução drástica para 110 a 120 seria suficiente: três ou quatro deputados por cada círculo eleitoral, mais um círculo uninominal alargado que traduzisse a representatividade dos partidos à escala nacional.
Se o objectivo fosse ter no Parlamento uma representação dos interesses de cada uma das regiões do país, não teríamos deputados que vivem em permanência em Lisboa, a serem eleitos por Bragança, Viseu ou Coimbra. Com a agravante de, em alguns casos, estarem a receber subsídios de deslocação, como se vivessem em permanência nesses círculos eleitorais e não em Lisboa. 
Cortar as gorduras do Estado também passa por cortar nas clientelas partidárias. O que não significa, obviamente, menosprezar a importância dos partidos na vida nacional.

Que grande besta!

Nogueira Leite, o jagunço de Passos que afirmou pela sua honra pirar-se se lhe aumentassem os impostos, é um tipo apenas remediado. Ora vejam lá quanto é que o gajo esmifra todos os meses aos contribuintes portugueses para não fazer a ponta de um corno!

Manuela Ferreira Leite arrasa Gaspar e governo

Foi demolidora a entrevista de  MFL esta noite à TVI 24. Para quem não tiver pachorra para ler o post até ao fim, aqui fica um resumo da apreciação que a ex-lider do PSD fez deste governo ao longo de 40 minutos:
TRAIDORES. VIGARISTAS. IRRESPONSÁVEIS. IGNORANTES. ALDRABÕES.
 Agora, algumas frases marcantes:
"Os modelos do ministro das finanças não têm qualquer relação com a realidade"
"Este governo quer pôr-nos igual à Grécia"
" Todas estas medidas vão agravar o desemprego"
" Temos que aceitar as orientações dos nossos credores, mas não podemos aceitar a aplicação de medidas que destruam o país"
" O que está a ser feito (pelo governo) é completamente ilegal!"
" Nunca vi um ministro gerir empresas privadas ( a propósito do controlo das verbas da TSU que este governo decidiu reduzir aos patrões) Estamos onde? Em que país? Isto é uma medida soviética!"
" O governo nunca explicou onde é que estas medidas nos vão levar. Nunca explicou ao país os resultados que espera atingir e, em minha opinião, os resultados serão desastrosos porque vão agravar o desemprego"
"Só por teimosia se insiste numa medida que não está a resultar"
" Pede-se aos trabalhadores que paguem mais 7 pontos (percentuais) para a segurança social. Mas o que acontece se as empresas falirem?"
" Muitos reformados estão a  ficar apenas com 20 ou 30 por cento das suas reformas. Essas pessoas trabalharam toda a vida. Agora devem sentir que caíram no conto do vigário".
" Governar não pode ser um acto de Fé."
" Nenhum doente consegue tomar uma segunda dose de xarope quando percebe que a primeira não lhe melhorou a saúde"
" Se estas medidas são para reduzir apenas 0,5%  do défice em 2013, o que nos espera em 2014, quando o défice terá de baixar de 4,5 para 2,5%? Estas medidas a triplicar?"
" A que propósito é que se exige a Portugal a redução do défice para 2,5% em 2014, se todos os países europeus estão obrigados apenas a uma redução de 3%? O governo tem de explicar isto ao país".
" Que país teremos em 2014? O governo tem de dizer as metas que pretende atingir, mas não são de certeza as metas do crescimento. Repare que ontem e hoje, o ministro das finanças  não falou uma única vez em crescimento!"
" Que país quer este governo? Um país de pobreza  e incapaz de se levantar?"
" Quem tem de defender a paz social é o governo!"



RECADO AO CDS  ( aqui começa a ser notório que MFL passou a ser a pitonisa de Cavaco e transmitiu os recados de Belém)
"O CDS tem de ser coerente com aquilo que prometeu aos portugueses e dizer se está de acordo com estas medidas".

RECADO aos deputados (onde fica claro que Cavaco não vetará o OE)
" A função do PR não é lavar a consciência dos deputados. Cada um tem de assumir as suas responsabilidades e votar este OE de acordo com a sua consciência".