quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Relvas, um trabalhador por conta de outrem?


O sr. Miguel, quando chegou a Timor, fez um discurso inflamado: "aquilo que nos une a todos é a língua e a língua é o petróleo dessa relação, é o que nos dá força e nós temos de continuar nesse caminho".
Confesso que teriam sido umas palavras bonitas, se no final alguém se tivesse lembrado de acender um isqueiro...
Não sei quem lhe escreveu o discurso mas, como sei quem ia na comitiva, tenho uma ideia.
Também não sei se o sr. Relvas foi a Timor para tentar obter um curso honnoris causa, mas alguns timorenses mais avisados colocaram este cartaz na rua e o ministro já nem sei de quê desistiu da ideia.
Ficámos no entanto todos a saber que o sr. Relvas provavelmente está a trabalhar a recibo verde e é mais um trabalhador por conta de outrem porque, depois de ter dito que iria concessionar a RTP a privados, assinou em Timor protocolos que envolvem... a RTP! Alguém bem intencionado é capaz de me explicar, como se eu fosse muito burro?

Sem sombra de pecado



Começo a acreditar que o Espírito Santo ( não o banqueiro, mas aquele que concebeu Cristo no ventre de Maria) vive em Portugal. Ganho essa convicção, ao ler que em apenas dois anos, desapareceram 134 mil crianças no nosso país.
Na verdade, essas crianças foram concebidas apenas na imaginação dos contribuintes, com o propósito de enganar o Fisco. Assim que a malha do Estado apertou, exigindo a identificação das crianças com o número do contribuinte, as crianças desapareceram. Não sei se de morte matada, ou de susto. 
 Não é novidade que somos um país de aldrabões e trapaceiros, por isso, também não é de espantar que pessoas como Relvas tenham chegado ao poder. E o homem, afinal, até merece algum crédito. Para obter a licenciatura teve que criar uma rede de relações. Para os pais e mães dos filhos fantasma, bastou inventar um nome e escrevê-lo na declaração do IRS.

Um lugar no gabinete do Relvas ficava-lhe tão bem...

Como uma operação de marketing inflamou as redes sociais e as pessoas foram no engodo...

O próximo grande negócio do governo

" Não queriam mais nada?! Aguinha de borla para andar por aí a apagar incêndios?"
Esta pergunta é o ponto de partida para um artigo de Luísa Schmidt, no "Expresso", onde alerta  para o que vem aí com a criminosa decisão do governo de privatizar a gestão da água.
Com efeito, conta Luísa Schmidt, depois de a câmara da Azambuja ter privatizado a gestão da água, os bombeiros de Alcoentre viram a factura da água - utilizada para apagar fogos- subir desmesuradamente e de forma incomportável para a corporação.
Os energúmenos guindados ao poder pelo voto popular delapidam os bens públicos deste país,ou entregam a sua gestão aos amigalhaços,com a indiferença própria dos néscios. Os incêndios podem esperar, porque a política deste governo é mesmo a da terra queimada, para que não fique pedra sobre pedra.
Já o escrevi aqui e em vários artigos de revistas: a água é um bem escasso e essencial, que deve ser poupado, cuja posse e gestão não pode ser entregue aos interesses privados. A sua escassez e incapacidade de substituição tornam-na no ouro do século XXI, é já causa de guerras em África e ( acreditava eu antes de conhecer a senhora Merkel ) será a protagonista do próximo conflito mundial. 
A ONU alerta há pelo menos duas décadas para a necessidade de uma política sobre a água à escala global. Enquanto todos assobiam para o ar, grandes grupos económicos e financeiros  que há já muito perceberam o filão que será a água nas próximas décadas, têm vindo a comprar grandes reservas naturais do precioso líquido em diversos pontos do planeta. 
Nos últimos tempos, os protestos das populações têm vindo a aumentar e  alguns países já proibiram a apropriação da água por interesses privados mas os iluminados que nos governam, recorrendo ao habitual engenho que os caracteriza, "inventaram" a solução mágica: não privatizamos o produto, privatizamos apenas a sua gestão.
O resultado desta perspicácia  está bem patente  no exemplo dos bombeiros de Alcoentre, que Luísa Scmidt divulgou no "Expresso".
A mesma lógica da água vai sustentar a concessão do serviço público de televisão, com evidentes prejuízos para a população, mas chorudos benefícios para os beneficiários. 
Secundando as perguntas de Luísa Schmidt, pergunto também eu:
A entrega da gestão dos serviços públicos a privados melhora a qualidade dos serviços? Trabalha mais barato? É menos corrupta? Zela melhor pela qualidade do produto e do serviço prestado?Serve melhor os interesses das pessoas? Assegura um abastecimento melhor e uma distribuição mais eficaz?
A privatização de empresas de transportes ou as calamitosas  experiências por esse mundo fora da privatização dos serviços postais, respondem claramente: NÃO!
Então porque insistem os nossos governantes em privatizar tudo quanto mexe? Para embolsarem umas boas maquias nos negócios? Essa é a única explicação plausível, assaz demonstrada no escandaloso negócio da concessão do serviço público de televisão, ou na oferta do BPN a Mira Amaral.
Se neste país a opinião pública fosse alfabetizada, o tribunal e a prisão perpétua seria o destino desta gentalha que delapida os bens públicos perante a indiferença da turba.

Notícia de última hora

Um grupo de vampiros marcou uma manifestação para hoje em S. Bento. O objectivo é reclamar contra a concorrência desleal do governo, que está a sugar o sangue todo aos portugueses não deixando espaço para os vampiros verdadeiros poderem  actuar.
"Recusamos  morrer à fome, vítimas da política cega deste governo! Exigiremos à troika que reponha a legalidade no país, expulsando os vampiros de contrafacção que não pagam impostos e vivem à custa dos contribuintes, prejudicando assim a nossa sobrevivência"- conclui o comunicado da "Associação dos Vampiros Portugueses".