terça-feira, 28 de agosto de 2012

A irresponsabilidade do PS no caso da RTP



Há uma certa dose de irresponsabilidade na declaração do PS, ao afirmar que quando for governo reabrirá a RTP 2.
Afirmações deste jaez são próprias dos partidos que detêm o poder neste momento, mas não  de um partido que pretende ser uma alternativa credível.
Depois de atribuída a concessão- que nunca será por um período inferior a 15 anos- só o incumprimento do contrato poderá permitir ao PS ( se for governo em 2015…) rescindi-lo sem elevadíssimos custos para os contribuintes.
Não tenho dúvidas que o contrato de concessão ficará de tal forma blindado e a definição de serviço público será tão abrangente, que dificilmente um governo conseguirá encontrar argumentos para rescindir o contrato de concessão. Por outro lado, o PS também não explica como é que vai abrir a RTP 2. Com que pessoal?  Com que meios? Quanto é que isso custa?
A declaração do PS deve, pois, ser encarada como uma “boutade”. Pouco consentânea com a mensagem de responsabilidade que Seguro constantemente invoca, para justificar a falta de combatividade do PS na oposição.
Ao contrário do que vem sendo habitual, o PS reagiu rápido mas foi  inconsequente. Seria mais eficaz garantir aos portugueses que accionaria os meios legais ao seu alcance, apresentando no local próprio queixa contra o governo por gestão danosa, no caso de se vir a confirmar que o negócio lesa os interesses dos contribuintes. 
Assim, limitou-se ( mais uma vez!) a empurrar o problema com a barriga.

Povo que lavas no rio...


Na Grécia, Irlanda, Espanha, Itália  e até em França  (onde não me consta, por ora, que o governo vá pedir um resgate...) os governos  cortaram nos vencimentos dos funcionários públicos e também nos dos políticos.
Em Portugal, que fez o  governo português dirigido pelo super honesto, o suprassumo  da ética, o incorruptível Pedro Passos Coelho?
Corta o subsídio de férias e o 13º mês aos funcionários públicos e reformados mas, para além de conceder numerosas excepções a administradores de empresas públicas, que mantêm o seu salário inalterado, mantém esses pagamentos a funcionários recrutados para os gabinetes com a função de escreverem em blogs e ainda aumenta os vencimentos dos ministros e secretários de estado. Não por via de um aumento de salários, mas através do nebuloso esquema das despesas de representação. 
Não é que eu já não tivesse chamado a atenção para esse desaforo aqui, tendo desafiado o PS a fazer essa pergunta ao governo, mas custa ver um grupelho de inúteis, armados em defensores da Pátria, a banquetearem-se à volta do pote, enquanto pedem mais sacrifícios aos portugueses e se riem alarvemente das pulhices que praticam. 
Continua em silêncio abúlico, povo que lavas no rio/ e talhas com teu machado/ as traves do teu caixão... 
Pode haver quem te defenda, mas eu...já não!
Adenda: a canalhada deu mais um bom exemplo de liberdade de opinião. Como o CA da RTP criticou a concessão, reuniu-se em coro a reclamar a demissão. 

Biblioteca de Verão (20)


Falecido em Maio, Carlos Fuentes é um dos escritores sul-americanos da minha eleição. Se escolhi para esta modesta biblioteca "O Velho Gringo", foi por me lembrar como este livro me fez sonhar quando o li e, hoje em dia, me parece tão real.
Mas há dois outros livros de Carlos Fuentes que não poderia deixar de destacar:  "Constância e Outras Novelas para Virgens" ( o primeiro que li) e "Cristóvao Nonato".
Se pela primeira vez destaco mais do que um livro de um autor, não é apenas pela qualidade da sua obra, é também porque, inexplicavelmente, é difícil encontrar os seus livros ( publicados em Portugal pela Dom Quixote) nas livrarias. Assim, com uma opção mais alargada, talvez seja mais fácil. E com qualquer um deles vão bem servidos.

Pedro, o Nabo

Foto roubada aqui

Quando um avançado falha um penalty, atirando a bola por cima, ou escandalosamente ao lado, o que lhe chamam os adeptos? NABO!
Ora Pedro Passos Coelho, lider da seita da S. Caetano foi presenteado pelo árbitro Aníbal Silva com um penalty a punir alegada carga ao povo português praticada por Sócrates.
Com o público a apoiar a decisão do árbitro e o guarda-redes adversário alheado do lance, PPC deslumbrou-se e, com a baliza escancarada, não conseguiu fazer o mais fácil ( congregar o apoio dos portugueses) e atirou a bola por cima da trave.É, pois, um NABO e assim passará à História com esse epíteto a que alguns juntarão outros ainda mais contundentes.
Depois de falhar o penalty, PPC falhou outros lances de baliza aberta: as metas do défice, o combate ao desemprego e o crescimento da economia. 
Se Aníbal Silva- que acumula as funções de árbitro com a de treinador da equipa onde joga PPC- fosse um tipo minimamente decente e respeitasse os adeptos, já teria mandado PPC para o banco dos suplentes, por manifesta incompetência.
Acontece, porém, que Aníbal Silva é sensível aos favores de PPC que, de quando em vez, o presenteia com alguns alimentos que são muito do agrado do terinador-árbitro.
Assim se justifica que nas conferências de imprensa após os jogos, Aníbal Silva continue a dizer aos jornalistas que  mantém PPC em campo, porque é o melhor jogador da equipa. Até terá alguma razão, porque os adeptos já perceberam que a equipa está recheada de nabos, mas como é a PPC que se pedem os golos, ele terá de ser o primeiro sacrificado.
Perante a cegueira do treinador do Portugal FC - em riscos de descer de divisão- só os protestos dos adeptos poderão obrigar Aníbal Silva a mandar PPC para o banco de suplentes. Depois, será a vez de o próprio Aníbal ser despedido, acusado de traição à equipa. 

Love me do


Em Outubro, assinala-se o cinquentenário do lançamento do primeiro disco dos Beatles (Love me Do).
 Para assinalar a data, será publicado um livro que reúne  banda desenhada sobre os Beatles publicada em cerca de 20 países. Um livro a não perder, certamente.