quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Será preguiça, estupidez, ou frete?

Quando um jornal dá  uma notícia assim a seco, a pergunta legítima é: fê-lo por preguiça, estupidez, ou para fazer um frete ao governo, como forma de pagamento pelo número de jornalistas que lá foi recrutar?
Já agora vejam também esta beleza que demonstra como PPC não sabe o significado de regabofe e alimenta a desonestidade como se fosse uma virtude.
Os jornais não escreveram nem uma linha sobre isto. Porque será? 

Bancos devolvem 16 biliões de euros aos consumidores

Não, não é em Portugal. É em França.
Depois de uma luta de quase duas décadas, a associação de defesa de consumidores francesa UFC-Que choisir?  ganhou a peleja que mantinha em tribunal contra os bancos, acusados de usurparem aos consumidores 16B de euros, por cobrança indevidas de prémios de seguros.
Por cá, é bem diferente. O governo oferece um banco pago com o dinheiro dos contribuintes a um amigo, esbulha os portugueses com impostos, vende ao desbarato as empresas públicas, rouba os salários, destrói o país e os malfeitores ainda se riem!

De uma lógica inabalável...

A ERC ameaça multar a AR se aquele órgão de soberania insistir em transmitir os debates em sinal aberto a partir de setembro.
Descansem, caros leitores com alguma dose de perversidade... a ERC não considera os debates susceptíveis de conteúdo pornográfico, nem de ferir a susceptibilidade dos espectadores ( embora muitas vezes isso seja um facto indesmentível...).
A ERC sustenta, outrossim, que "o Canal Parlamento não está abrangido pelo conceito de serviço público de TV e precisa de uma licença atribuída em concurso para poder emitir".
Quando soube desta posição da ERC insurgi-me. Então os debates na AR não são serviço público?
Depois lembrei-me das declarações de Marinho Pinto e  Paulo Morais e acalmei-me. 
A ERC tem mesmo razão... se uma grande parte dos deputados está na AR para defender interesses privados, como é que aquilo pode ser considerado serviço público?

Felizmente as exportações aumentaram...

O governo anda eufórico porque as nossas exportações têm aumentado e contribuído para equilibrar a balança comercial.
" Mérito das medidas que temos tomado, que estão a dinamizar a nossa economia"- empolga-se o Álvaro.
" Mais uma prova de que estamos no bom caminho"- defende, eufórico, o funcionário da troika PPC.
Os néscios são assim, coitados. Entram em euforia com números que lhes são favoráveis. O problema é quando esses números são esmiuçados e mostram a realidade...
Com efeito, as exportações têm vindo a aumentar mas 9% desse aumento, no primeiro semestre deste ano, corresponde à venda de ouro para o estrangeiro. Pena que esse ouro  não esteja a ser exportado por empresas, mas sim por particulares que o estão a vender para equilibrar os seus orçamentos. Dos cofres dos portugueses saíram para o estrangeiro, em apenas seis meses, 382 milhões de euros.
Portanto, Pedro e Alvarito, enrolem as bandeiras, porque não há razão para euforias. Este ouro vendeu-se uma vez, até pode ser que haja compradores para mais lá fora, mas não se trata de produção, ou dinâmica empresarial. Trata-se, sim, de empobrecimento dos portugueses. Que não cria emprego, como espero que saibam.
Ah, espere aí, Pedro, tem razão em estar eufórico... o seu propósito de empobrecer os portugueses está a surtir efeito. Toca a desfraldar a bandeira, porque acaba de conseguir mais uma grande vitória.

Biblioteca de Verão (15)

Um livro interessantíssimo e surpreendente que valeu à autora o Prémio Orange  2010 e a mim horas  de animadas tertúlias.