terça-feira, 21 de agosto de 2012

Esperemos que o burro não saiba conduzir

Cavaco perdeu popularidade, mas já há um novo herói no Algarve (siga o link)
Se continuam os incêndios, qualquer dia ainda vai fazer rodagem, entra no Conselho Nacional do PSD e sai de lá candidato a primeiro-ministro... 

Faz mesmo sentido...

Quando em 2008 começou a febre antitabágica, escrevi alguns posts sobre outras coisas que valia a pena proibir ( como falar ao telemóvel no metropolitano, por exemplo)
Agora, via Ana Paula Fitas,
soube desta ideia que subscrevo e aplaudo:

Manual das boas maneiras


Eu tinha avisado, em Dezembro, que Agosto seria um mês quente e nos traria de volta o Verão roubado em Julho. Se as audiência do CR fossem iguais às da Pipoca, talvez muita gente tivesse reprogramado as suas férias para Agosto, ou mesmo Setembro, mês que prolongará o Verão até mais tarde. Assim, não foi isso que aconteceu e ontem, ao entrar no metro pela manhã, percebi que as férias estão a chegar ao fim para muita gente. Como sei? Fácil! Comecei a ver os soldadinhos de chumbo engravatados dirigindo-se penosamente para os seus empregos, como quem vai para o cadafalso com uma corda ao pescoço.
Então,se és tão sabichão, porque é que tiráste as férias em Julho, Carlos? -perguntarão alguns leitores.
Easy answer, again!
Adoro estar em Lisboa ou no Rochedo, durante o mês de Agosto, para poder esplanar à vontade.

Regabofes e cobardias

António Mexia defende que não faz sentido roubar o 13º mês aos trabalhadores do sector privado. Eu até poderia estar de acordo, não se desse o caso de ele ter considerado justos os cortes aos reformados.
Os reformados- que descontaram durante décadas para garantir uma velhice mais tranquila- deveriam ser os últimos a ser penalizados com cortes. Porque se trata, efectivamente, de um roubo!  Abro uma excepção: um reformado que continue a trabalhar deve perder o direito à reforma, enquanto estiver no activo. Ou, no caso de o(s) salário(s) que aufere serem inferiores à reforma, apenas poderá receber o diferencial.
Claro que esta solução não agrada aos políticos, porque  são às centenas os que acumulam reformas com salários. Nenhum governo tem coragem de acabar com esse regabofe, que é uma afronta a quem vive exclusivamente da sua( quase sempre parca) reforma. Com a agravante de as reformas destes políticos serem todas milionárias.
Estabeleça-se um plafond para as reformas futuras (de quem entrou há menos de cinco ou dez anos, vá lá na carreira contributiva)  mas não se legitime o roubo perpetrado por este governo a quem trabalhou uma vida inteira na expectativa de ter uma reforma condigna. 
Acima de tudo não se legitimem os escândalos de Catrogas, Miras Amarais e de uma série de gentalha perversa  que se abotoa mensalmente com reformas milionárias, a que junta salários de igual montante, enquanto o reformado que viveu a sua vida honestamente, se vê espoliado do seu ganha pão. Isso é que é regabofe, senhor PPC, mas o senhor não tem coragem de acabar com ele, porque coloca o seu lugar em perigo. Sabe o que se chama a isso, senhor primeiro ministro? COBARDIA!

Biblioteca de Verão (14)

Eu sei que se trata de um "best seller" ( seja lá o que isso for) e não deveria estar incluído nesta biblioteca de Verão, mas sei também que há muitos portugueses que ainda não conhecem Carlos Ruiz Zafon, o escritor que retrata Barcelona de uma forma ímpar.
"O Prisioneiro do Céu" é o terceiro volume da tetralogia  " O Cemitério dos Livros Esquecidos"  e despoleta no leitor a mesma magia e emoções que os livros que o precedem: "O Jogo do Anjo" e "A Sombra do Vento".
Aviso desde já que não é leitura que se pare facilmente, pois o enredo prende-nos desde as primeiras páginas. Bem, mas eu sou suspeito... Por causa do livro decidi alterar as minhas férias e ir revisitar Barcelona ( em boa hora o fiz, adiante-se, mas isso são outras histórias de que darei conta um destes dias lá na filial).  Para revisitar a Barcelona de Gaudi, mas essencialmente  para ir à livraria Sempere ( onde comprei um livro de Autran Dorado) e confortar o estômago na Casa Leopoldo ( um restaurante com quase um século de vida que desperta ódios e paixões) onde nunca tinha entrado, apesar de já ter sido aconselhado a fazê-lo.
Os livros também podem ser isto... um despertar de vontades para visitar locais onde tudo é real, excepto as personagens que o autor lá coloca. E às vezes...