quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Uma frase assassina

" No que era importante não falhámos"- disse o marciano no velório do Aquashow
Fica a perceber-se melhor a razão de Álvaro chamar "coiso" ao desemprego, mas também se conclui que PPC se está marimbando para o 1,3 milhões de desempregados.
Quando PPC diz que o desemprego é preocupante está a rir-se para dentro e continua a considerar os desempregados como minudências. Para escroque não está mal. Fica é muito aquém do que se espera de um ser humano.

Afinal, os marcianos têm um QI inferior aos humanos


Obama telefonou aos técnicos da NASA para os felicitar pelo sucesso da Curiosuty e, de caminho, pediu-lhes para o avisarem, se vissem um marciano.
Obama não sabe, mas eu informo-o, que não era  preciso gastar tanto dinheiro na expedição a Marte para encontrar um marciano. Temos por cá pelo menos um exemplar que divide os seus dias entre Lisboa e Massamá e agora está de férias na Manta Rota, a apanhar sol na mona ferrugenta. E este alienígena nem faz questão de passar despercebido... 
Convoca jornalistas para o acompanharem numa ida até à praia e chama as televisões para transmitirem em directo o seu discurso a um grupo de conterrâneos, com o intuito de os convencer que viver em Portugal é fixe.
Obviamente que o alienígena ainda não percebeu nada do que se passa em Portugal, por isso continua a pregar o sermão de que o país está a caminho da salvação e será o destino ideal para os marcianos que, amedrontados com a chegada da Curiosity a Marte (até  eles sabem que qualquer sítio onde os americanos cheguem é para fazer uma guerra...) desejem emigrar para outro planeta.
Fez questão em  pedir aos seus colaboradores mais próximos que avisassem os marcianos de que não devem recear os terráqueos  tugas, porque são pacíficos.
 Quanto a arranjar casas para todos os marcianos também não será problema, porque ele próprio já ordenou aos tugas que emigrassem e está a desenvolver todos os esforços para que abandonem também os escassos empregos ainda existentes. Apenas terão trabalho aqueles  que se dispuserem a submeter-se às ordens dos marcianos ( aqui a turba marciana que se mantivera escondida e silenciosa aplaudiu fervorosamente).
Quanto à descida do PIB, a níveis nunca vistos desde 2009, o marciano Pedro não vê problema. O governante marciano  não tem de se preocupar com dinheiro, porque criou uma alternativa ao euro, que apelidou de "cunha" ou "arranjinho". Basta, para tanto, que os marcianos se munam do cartão Relvas, uma chave que abre todas as portas.
O marciano Pedro fez figura de idiota, um papel que desempenha com desvelo há mais de 40 anos, tendo sido coadjuvado na celebração pelos marcianos  JM Fernandes e Castelo Branco que levaram a multidão marciana ao delírio no momento da celebração , quando todos cantaram a conhecida canção marciana " I'm stupid but I like".
No final da cerimónia, ouviram-se buzinões de protesto. Eram terráqueos que protestavam contra as patranhas do chefe dos marcianos, os quais a polícia destroçou com recurso a armas dissuasoras como "Tá quetinho, ou lebas no fucinho".
Um terráqueo ainda gritou para os marcianos "Vão à bardamerda", mas os gajos pensaram que aquilo era um elogio e regressaram a casa satisfeitos, não sem antes passarem pela Quinta do Lago para beber um copo no "Gentlemen's Club" .



A tua cara não me é estranha (3)

Esta fotografia é actual, mas provavelmente muitos não a reconhecerão. No entanto, há uns anos, foi muito badalada e alvo de alguma polémica. Quem será?
Se não souberem, vão ver aqui, na foto da esquerda

Homilias à moda de Cabeceiras de Basto

Eu bem vos avisara que deviam ver a homilia do Marcelo no último domingo. Ora leiam aqui, num breve resumo, o que perderam...

Biblioteca de Verão (10)


Continuo a aguardar com alguma ansiedade o terceiro e último volume de IQ 84,  ( levantei aqui uma pontinha do véu sobre a narrativa) que deve estar disponível nas livrarias em Outubro. 
Não sendo o melhor livro de Haruki Murakami, ( para mim Kafka à beira mar ou O Carneiro Selvagem continuam a ser os seus melhores livros)  a  narrativa  é envolvente, a escrita doce e quase poética, prendendo-me da primeira página do I Volume, quase até à ultima página do segundo volume ( nesta altura a coisa parece que começa a descambar, vamos a ver se endireita).
Temo que o III volume  seja uma decepção, mas os dois primeiros volumes  valeram o investimento.