sábado, 11 de agosto de 2012

O Jornalinho de S. Bento (1)

BCE quer redução dos salários nos países que pediram ajuda
Pedro Passos Coelho depois de ler a notícia: Vou telefonar ao Draghi a  agradecer-lhe a ajuda. Agora já posso justificar a redução dos salários dos funcionários públicos, dizendo que é uma imposição da troika. Eles mandam mais em Portugal do que aqueles nababos do Tribunal Constitucional

A medalha mais valiosa



Nos  JO  de Atenas (1896)  uma  figura entrou para a História, transformando-se quase num lenda. Refiro-me ao grego  Spiridon Louis, vencedor da prova da maratona, que se tornou herói nacional.
A medalha por ele conquistada é a mais valiosa de sempre, tendo sido comprada em Abril deste ano num leilão,  por 800 mil dólares. A compradora foi a fundação Stravos Niarchos, que está a construir um centro cultural em Atenas, onde a medalha ficará exposta.
Mas outras figuras da Maratona ( para além de Francisco Lázaro que referi em post anterior) ficaram na História Olímpica.
Em 1908, em Londres, Dorando Pietri entrou no estádio de White City quase a desfalecer e caiu várias vezes durante a última volta à pista. Acabou a prova ajudado pelos médicos e foi por isso desclassificado.
Em 1984, em Los Angeles, Gabriela Andersen Scheiss  protagonizou uma cena dramática: a 200 metros do final de uma maratona ganha pela americana Joan Benoit ( uma das grandes rivais de Rosa Mota)  a atleta suíça estava completamente desideratada e o penoso esforço de levar mais de 10 minutos a percorrer essa distância, foi observado com emoção por milhões de espectadores em todo o mundo. No estádio, os espectadores apaludiram-na com tal vigor, que mais parecia ter sido ela a vencedora, mas no ar ficaram muitas questões: até que ponto é legítimo deixar um atleta sofrer daquela maneira?
Embora de outra índole, nunca será esquecido o episódio vivido por Vanderlei Lima nos JO de Atenas em 2004. 
A cinco quilómetros do final, o atleta brasileiro liderava a prova e tudo indicava que seria o vencedor da maratona, mas foi arrastado para fora da estrada e derrubado por um fanático religioso. Perseverante, Vanderlei Liam recompôs-se e, apesar do percalço, conseguiu cortar a meta em terceiro lugar.






Os patrocinadores

 Em 1984, em Los Angeles, os Jogos Olímpicos entram numa nova era. Passam a ser patrocinados por grandes empresas e os direitos de transmissão televisiva são pagos a peso de ouro. Caía o último estandarte da maior manifestação desportiva amadora. O Comité Olímpico Internacional deixa de ter liberdade para programar livremente os horários das provas. A decisão final cabe à ABC, a cadeia de televisão que pagou 225 milhões de dólares para ter o exclusivo da transmissão.
Os JO movimentam cada vez mais dinheiro e nenhuma cidade teria possibilidade de os realizar sem recurso ao patrocínio de empresas poderosas. Custa, no entanto, ver a BP- responsável por vários crimes ambientais na última década- ser patrocinadora destes JO de Londres, que têm a sustentabilidade como bandeira.

Arte urbana (10)

Québec, a minha paixão canadiana.

Biblioteca de Verão (8)



Os livros de  contos lêem-se em pequenas doses diárias.São uma boa leitura de Verão, principalmente para quem não pretende mergulhar a fundo na leitura. Os contos deste escritor japonês que descobri este ano são uma boa proposta para esse tipo de leitores.