sábado, 4 de agosto de 2012

A Curva *


Vítor Gaspar não se cansou de afirmar que 2012 seria o ano da viragem. Infelizmente, esqueceu-se de dizer que estava a conduzir um carro sem travões e o estampanço seria inevitável na primeira curva apertada, se não conduzisse com prudência.
Vítor acelerou, foi imprudente, e o resultado está à vista. Mas, como diz o povo na sua imensa sabedoria, "entre mortos e feridos alguém há-de escapar". 


*  A Curva é aquele filme em que três tipos (uma troika, portanto), dão boleia a uma fulana que morre numa curva...

A tua cara não me é estranha (1)


Há dois anos  dava uma entrevista à Brites. Ano passado posava em topless para a Caras.
Este ano  optou por posar para a Polícia rodeado de guarda-costas e trocou a Quarteira por um Hotel de 4 estrelas.
Aquela boca de brioche não engana ninguém. Até mascarado se topa à distância, mas escolhi-o para  anunciar este passatempo de Verão que não tem dia nem hora para poisar neste Rochedo, mas começará num dia qualquer da próxima semana.

Morte nos Jogos Olímpicos



Em 1912 os JO realizaram-se em Estocolmo e, pela primeira vez, tiveram a participação de atletas portugueses. A reduzida comitiva portuguesa, composta por apenas seis atletas, depositava grandes esperanças em Francisco Lázaro, um maratonista que já conhecera várias vitórias em 1910 e 1911.
Lázaro era um atleta talentoso e peculiar. Treinava, correndo atrás dos transportes públicos!
Na tarde de 14 de Julho de 1912 preparava-se para correr a maratona olímpica de Estocolmo, sob uma temperatura superior a 30º centígrados.
Antes da prova, Lázaro foi surpreendido a besuntar o corpo com sebo, tapando os poros e impedindo a respiração cutânea. Os colegas alertaram-no para os riscos que corria e tentaram convencê-lo a tomar um banho. Debalde.
Francisco Lázaro foi assim mesmo correr a maratona. Sentiu-se  mal durante a prova, foi levado para o hospital, onde acabaria por falecer durante a noite. Tornou-se a primeira vítima mortal dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.
Desde então, faleceram mais alguns atletas por motivos de acidente ou doping, mas a morte mais trágica ocorreu em Munique, em 1972, quando um ataque terrorista à Aldeia Olímpica, matou  nove atletas israelitas. ( 5 de Setembro).
Pretexto para um filme de Spielberg, o atentado de Munique não foi, no entanto, o único ocorrido durante os JO.
Desde então os JO ainda proporcionaram dois momentos difíceis. Em 1992, em Barcelona, a polícia espanhola impediu um atentado quase à última hora e em 1996, em Atalanta, durante um espectáculo paralelo, registou-se um tiroteio de que resultaram dois mortos e mais de uma centena de feridos.
A polícia britânica já manifestou a sua apreensão pela possibilidade de ocorrer algum ataque terrorista durante os Jogos e Israel não se tem cansado de alertar para um ataque que estará a ser preparado pelo Irão.
Vários analistas consideram, porém, que os alertas de Israel se inserem na estratégia de justificar um ataque ao Irão, país que acusa de ser responsável pelo atentado terrorista  contra turistas israelitas , ocorrido em Julho na Bulgária.

Biblioteca de Verão (4)