terça-feira, 31 de julho de 2012

O último "lapso" de Relvas

No curriculum que entregou na Lusófona, para obter a licenciatura, Relvas terá garantido que ganhou duas medalhas de ouro nas Olimpíadas  de 1956 em Melbourne. A afirmação valeu-lhe 40 créditos.
Quando confrontado pelo CR sobre a veracidade da sua declaração, uma vez que nesse ano ainda nem era nascido, o putativo ministro engoliu em seco, mas prontamente se justificou:
- Realmente tem razão. Foi um lapso. A culpa deve ter sido da Conservatória onde o meu pai me registou! Olhe que eu nem tinha reparado que nesse ano ainda não tinha nascido. Mas já que me fala do assunto, vou telefonar à ministra da Justiça, para abrir um inquérito ao conservador que me induziu em erro.

Olá Lisboa! Estou apaixonado...

Foto da Net ( Notícias Grande Lisboa)

Normalmente, quando regresso a Lisboa depois de um longo período, corro para o meu Rochedo e fico horas esquecidas a contemplar o mar.
Desta vez, foi diferente. Vinha com um mês de mar e aproveitei o fim de semana para me reencontrar com Lisboa. Não sei se foi um reencontro, ou uma despedida...mas em breve terei a resposta.
Não conheço melhor local para abraçar Lisboa do que o Castelo e foi por aí que comecei. Depois, desci as longas escadarias de Alfama até à Beira Tejo, com pausa para um amuse bouche. 
Acabei por desaguar no Terreiro do Paço, quando a Lua já banhava a cidade com a sua luz. Surpresa! Na ala nascente, em frente às despidas esplanadas do Páteo da Galé ( um projecto promissor que parece revelar-se um falhanço) nasceu um conjunto de esplanadas onde a animação assentou arraiais. Ainda não eram 11 da noite e estavam a regorgitar de gente que, enquanto jantava ou bebia apenas um copo, era presenteada com música ao vivo.
Sempre sonhei ver o Terreiro do Paço com aquela animação, mas confesso que já tinha perdido a esperança. Quando vi pessoas a dançar, animadas, no centro da praça, não queria acreditar que estava em Lisboa!
A custo consegui encontrar uma mesa numa esplanada onde uma banda tocava música dos anos 60, 70 e 80. Havia muitos turistas, mas também portugueses. Faltava pouco para as duas da manhã  quando decidi regressar a casa mas, atraído pela curiosidade de ver uma discoteca no Terreiro do Paço que começava a animar-se, ainda dei uma espreitadela.
Regressei a casa apaixonado por uma cidade desconhecida e inesperadamente animada mas, nos meus ouvidos, bailavam ainda as palavras de um dos empregados da esplanada onde estive:
" Quando os turistas se forem embora, isto morre..."
É bem capaz de ter razão. Naquela noite, eram os turistas que animavam Lisboa e conseguiam contagiar os portugueses. Até quando?
Adenda: Se no sábado, antes de sair para (re) descobrir Lisboa, não tivesse lido este post, o mais provável era não ter feito esta descoberta. Por isso, muito obrigado, Rosa!

No bom caminho!

É cada vez mais óbvio que estamos no bom caminho. Todos os anos, no Verão, por causa da sazonalidade, o desemprego diminui. Ora todos sabemos que isso desagrada ao governo, que pretende exige o empobrecimento do país. Daí que pela primeira vez, em décadas, o desemprego tenha aumentado em Junho, criando novas janelas de oportunidade para os portugueses.
Boa notícia para PPC y sus muchachos deve  também  ter sido esta. Não havendo dinheiro para a saúde, os portugueses morrem mais depressa. E todos sabemos que cada velho que morre, é menos um problema para o governo.

As primeiras notícias vieram de Atenas


                            Estádio Olímpico de Atenas 1896: especialmente curiosa a sua forma em ferradura


O Barão Pierre de Coubertin, responsável pelo ressurgimento dos Jogos Olímpicos, pretendia que os I Jogos se realizassem em Paris, em 1900,  mas várias circunstâncias levaram a que se realizassem em Atenas em 1896.
Participaram apenas 10 países e a  primeira medalha de ouro foi  atribuída ao vencedor do triplo salto - o americano James Connoly ( não confundir com o líder nacionalista  irlandês, que seria uma das mais destacadas figuras da esquerda revolucionária europeia no início do século XX).
Uma organização atamancada  e à pressa, poderia ter condenado a realização de edições futuras mas, ao invés, a organização dos Jogos tem sido cada vez mais aprimorada e cuidada ao milímetro.
Um dos exemplos do improviso que rodeou os JO de Atenas, de 6 a 15 de Abril de 1896, foi a forma como alguns atletas se inscreveram. 
O caso mais singular foi protagonizados pelo australiano Edwin Flack. Funcionário de uma empresa inglesa, foi passar férias a Atenas, tendo decidido – já depois de lá chegar- inscrever-se nas provas de 800 e 1500 metros. Venceu as duas, arrecadando igual número de medalhas de ouro.