segunda-feira, 30 de julho de 2012

Blogosfera renascida


Não a conheço de lado nenhum e raras vezes comento  no blog dela. Sei que passou por aqui uma vez em silêncio, porque no seu blog  me fez uma simpática referência.
São pessoas como ela que me fazem acreditar na blogosfera e insistir em andar por aqui. Continuo a acreditar que este é um espaço onde, para além de exprimir ideias - por vezes de forma acutilante e irreverente- se pode ser solidário.
 Ao divulgar o caso da Bia, que apenas conheceu quando estava internada  no Hospital, a Pólo Norte pode ter salvo uma vida e devolvido a alegria a uma família que só pretende ser feliz.
Confesso que ainda estou  a ver o ecrã do computador embaciado, porque acabei de ver o vídeo. Se quiserem, também o podem experimentar, seguindo o link.
Pela irreverência, humor, acutilância e solidariedade escolhi-a para blog da semana. Quando a Ana nascer, pode partilhar com ela este momento histórico :-)))

Críticas a subir de tom

São cada vez mais as vozes europeias a insurgir-se contra a Alemanha. A maioria tem-no feito de forma velada, mas Jean Claude Juncker  abriu o jogo e, mesmo sem apontar nomes, apontou o dedo acusatório à Alemanha, pela irresponsabilidade, egoísmo e cegueira da sua política europeia.
A Europa está cada vez mais perigosa e já não acredito que saia desta crise sem grandes hematomas. Graças à senhora Merkel que, além de egoísta e teimosa é burra!

Do Inferno ao Inferninho



Aprendi, em  pequenino, que "quem dá e torna a tirar ao Inferno vai parar".
Este governo está farto de roubar aos portugueses aquilo que outros lhes concederam. Nem o 13ºmês, instituído por Marcelo Caetano, escapou ao gamanço.
A Igreja começa a chamar aos políticos que nos governam nomes feios. Às declarações de D. Januário, o governo reagiu com declarações abstrusas deste  Caramelo, que insinuou ser D. Januário atrasado mental.
A Igreja não se demarcou destas declarações. Pelo contrário,vem aumentando o número de membros destacados que criticam o governo.
Primeiro foi o  arcebispo de Braga a confirmar as declarações de D. Januário, embora de uma forma mais soft.Tanto quanto sei, as reacções  foram mais comedidas. Ontem, no Público, Frei Bento Domingues escreveu " Para a gentinha que reina na política europeia as pessoas são um aborrecimento".
Claro que a Igreja tem muita culpa na ascensão destes mentecaptos, a quem apoiou no combate aos hereges esquerdistas, mas agora parece ter compreendido que os papa missas que andou a promover se estão nas tintas para a Igreja, porque adoram  um novo deus a que chamam "Mercatto" e é exclusivamente às suas ordens que obedecem.
Se a Igreja se puser definitivamente do lado dos pobres e mais desfavorecidos, é provável que este governo vá mesmo parar ao Inferno. Tal facto, porém, não me enche de alegria, porque para além de ter algumas dúvidas sobre os malefícios do Inferno* tenho a certeza que até serem consumidos pelas labaredas de Satanás, estes figurões vão cuidar muito bem das suas contas bancárias e levar uma vida de nababos à nossa custa.
Assim sendo, o que eu gostava mesmo, era de ver estes tipos a arder nesta vida terrena. De os ver expulsos para as Berlengas em época de incêndios.

*As minhas dúvidas em relação ao Inferno vêm da juventude. Lembro-me de haver no Porto um cabaret chamado "Inferninho" com belas odaliscas, onde era um prazer entrar. 

As mascotes


Só em 1968, nos Jogos Olímpicos de Inverno realizados em Grenoble, apareceu a primeira mascote dos Jogos.
Desde então  as mascotes passaram a ser a imagem de marca de todos os JO, mas a  maioria delas  foi esquecida com o tempo.  A excepção é o urso Mischa, mascote dos Jogos Olímpicos de 1980 realizados em Moscovo e boicotados pelos Estados Unidos.
A imagem da cerimónia de encerramento, em que uma lágrima – simulada pela coreografia dos espectadores- corre pelo rosto do simpático urso, estará certamente na memória de muitos que tiveram oportunidade de assistir ao evento.
Não terei sido o único a sentir também uma lágrima correr pela face no momento em que Mischa se despediu e desapareceu  nos céus, levado por balões. Terá sido, certamente, o mais bem conseguido efeito cenográfico dos Jogos Olímpicos em todos os tempos, pelo efeito mimético que conseguiu reproduzir nos espectadores. E na altura, ainda não havia efeitos tecnológicos para disfarçar a realidade...