segunda-feira, 16 de julho de 2012

Que fedor!

Ontem, depois de escrever o post sobre Andrea Fabra fui à Internet ler os vossos comentários das duas últimas semanas. Antes de me deitar voltei, porque não resisti a saber notícias sobre Portugal.  Que fedor!
Não é que tenha ficado indignado com a licenciatura de Relvas...Como já afirmei em relação a Sócrates o problema não reside no facto de Relvas ter ou não uma licenciatura ( conheço vários casos de licenciados que compraram os diplomas a prestações com passagens administrativas e andam por aí a exercer diversas profissões). O problema é uma lei que encara as universidades privadas como um negócio que se abre com mais facilidade do que uma mercearia, onde alguns alunos são explorados com o pagamento de propinas altíssimas e outros recebem favores de Reitores e Conselhos Científicos que lhes oferecem cursos na expectativa de receberem posteriormente as respectivas compensações.
 O problema é uma figurinha da estirpe de Relvas  integrar um governo e ainda ter o apoio do PM depois de ter mentido na AR, ter comportamentos indignos, condenáveis em qualquer cidadão, e estar envolvido em diversas situações pouco claras. 
Já aqui escrevi, diversas vezes, que Passos Coelho não demitirá Relvas, porque não pode. O PM é uma marionette fabricada por Ângelo Correia e manipulada por Relvas. Se cortar os laços com o seu manipulador deixa de existir...
O que provoca o fedor das notícias sobre Portugal é o jogo obscuro de interesses  presente em todas as notícias que leio na imprensa on line.Um grupelho assaltou o poder e, com a conivência do PR, transformou Portugal num feudo, manipulou as instituições e destruiu a democracia para salvaguardar o seu futuro.
Adenda: Não fui ler o Delito de Opinião, para confirmar se aqueles que tanto se indignaram com a licenciatura de Sócrates, escrevendo inúmeros posts com chistes sobre o ex- PM e exigindo a sua demissão, manifestam a mesma indignação perante o caso de Relvas. No entanto, sabendo que alguns dos membros daquele blog vivem à custa de Relvas e do erário público, é natural que  por lá permaneça o silêncio. Não se morde a mão de quem nos dá de comer, não é verdade, Pedro Correia, João Carvalho e (alguma) Cª?
Adenda 2: Em Madrid, as manifestações de funcionários públicos continuam. Hoje, cortaram a Gran Via e ocuparam a majestática Praça Cibelles

Aula prática de Economia




O FORD T era um carro caro mas, mesmo assim, o número de pedidos era inusitado. O tempo necessário para o fabricar - mais de 12 horas- dificulta a satisfação de muitos pedidos, mas em 1908 Henry Ford, num passe de mágica, engendra a solução: aumenta os salários dos trabalhadores de 2 para 5 dólares diários e cria a linha de montagem contínua. Consegue produzir um carro em cada 93 minutos e reduzir o preço para metade. Estava dado o mote para "Tempos Modernos" de Charles Chaplin.
Um século depois, os políticos pensam que reduzir os salários é a solução para aumentar a competitividade ( ou a competividade, como gosta de dizer o nosso Álvaro de Vancouver). Não sabem nada de História e não percebem um chavo de Economia.

Lembranças de férias para o governo (5)

 Para o Paulo Portas, comprei o Action Man. Pode ser que assim o homem pare quieto e deixe de emitir tantos gases com efeito de estufa, desperdiçados nas múltiplas viagens de avião.
Se não gostar, pode trocar por dois submarinos...