domingo, 1 de julho de 2012

Se bem percebi...

Ao ler os comentários de alguns leitores a este post, deduzo que S. Pedro esteve à espera de me ver pelas costas para mandar o calor. Fez bem! Eu gosto de tempo quente mas dispenso o calor em excesso. À medida que fui avançando na idade, deixei de apreciar experiências radicais. É que o calor excessivo deixa-me de rastos e sem capacidade para caminhar durante o dia. E à noite, quando estou no Rochedo, sinto-me como um vampiro a caminhar na estrada deserta.

Le premier bonheur du jour




Ligeiro o tempo vai passando
E eu estou aqui bem devagar
na estrada da solidão viajando
sem saber onde chegar.

O porta-malas é meu coração
Minha bagagem é a poesia
Longa viagem de emoção,
que faz da vida real a fantasia.

Lembranças na poeira ao vento
E a cada novidade um frase,
não importa lugar ou momento.

Sou como simples estudante,
desta vida de grandes jornadas,
que fez de mim, um viajante.
(Diego Luiz Correia)