quinta-feira, 14 de junho de 2012

Chamem os bois pelos nomes

A reforma aos 67 anos deve ser uma das medidas a ser anunciada  pelo governo em 2013, seguindo as orientações da OCDE. Há, no entanto, quem admita que a idade da reforma pode ser progressivamente adiada até aos 80 anos!
Se eu tivesse menos de 45 anos e um emprego, começaria a interrogar-me se os descontos para  a segurança social servem para assegurar a reforma, ou são apenas mais um imposto encapotado.

Tenham medo...muito medo!




A sigla DGS sempre me provocou urticária. Não se poderia ter criado um nome para uma Direcção Geral de Saúde que não invocasse constantemente a PIDE reciclada por Marcelo Caetano?
Quando se descobriu que o ex-espião Silva Carvalho é afinal um PIDE em liberdade, usufruindo dos favores da democracia que lhe concedem relações privilegiadas com o ministro Relvas, comecei a desconfiar que o monstro começava a tomar forma.
Agora, a defesa da intrusão da DGS nos lares, a pretexto de avaliar riscos de acidente, tirou-me todas as dúvidas: eles estão de volta!
Parafraseando Rob Riemen no ensaio “ O Eterno Retorno do Fascismo”, lembro que ninguém dá importância a um rato morto. Três ratos mortos são coincidência e  quem alertar para a possibilidade de uma praga quando o número de ratos mortos nas ruas da cidade aumenta, sofre de paranóia.  
Finalmente, quando um número espantoso de doentes ( são entre  quatro e sete mil os nomes de pessoas que constam dos ficheiros de Silva Carvalho)  apresenta inchaços, erupções cutâneas e delírios, acabando por morrer,  os médicos  sabem que a Peste está de regresso, mas escondem a notícia da população.
Sim, tenho medo. Muito medo… Eles andam aí, vestindo  a pele de democratas.  Poucos ainda se aperceberam que são fascistas na forma de pensar e agir. Quando acordarmos, vai ser tarde. É que eles estão disseminados por quase toda a Europa e já chegaram ao poder!

Ménage à trois



No processo legislativo francês são habituais as triangulações na segunda volta, para assegurar a vitória de um determinado candidato. A equipa de futebol  de sonho dos bleus, que venceu o Mundial 98 e o Europeu de 2000, também era mestre na arte das triangulações.  Sempre inovadores, os franceses criaram agora uma triangulação amorosa que extravasou da cama para o palco da política. 
Quem haveria de dizer que aquele francês  com nome de Países Baixos e ar ingénuo  haveria de ser o responsável pela criação deste ménage à trois  político –sexual que anda a fazer furor nas redes sociais e na imprensa?
É óbvio que neste caso a dupla feminina não funciona na perfeição, porque Valérie é possessiva e ciumenta e Ségolène ambiciosa. Vai daí,  Hollande está em dificuldades. Já tenho lido e ouvido diversos comentários sobre o comportamento de Valérie, condenando-a pelo facto de não ter respeitado as decisões de Hollande.  
Consideraria esta acusação cabotina, não se desse o caso de Valérie ter aceitado as mordomias de um gabinete de primeira dama,  facto que a liga institucionalmente à presidência. A partir desse momento tem obrigação de acatar as decisões do presidente, como qualquer funcionário de gabinete. Ou então, demite-se…
Mas neste caso passional que agita a vida política francesa com algumas pitadas de humor Ségolène Royal  não deixou os seus créditos por mãos alheias e entrou na peixeirada, proclamando ser ela a mãe dos quatro filhos de Hollande. Por isso, também reclama direito a outras mordomias, na qualidade de procriadora do grupo.
Por cá também temos um ménage à trois político, mas com diferenças substanciais. O triângulo é constituído por três homens, sendo Seguro o elemento passivo e Coelho o fornicador de serviço. Não se percebeu ainda bem, é o papel de Portas…

Exame de Matemática



Os portugueses são fraquinhos a Matemática mas, quando se trata de futebol, é ver toda a gente a  a fazer contas de máquina calculadora em punho.
Já se sabia que, qualquer que fosse o resultado do jogo com a Dinamarca, jornalistas e  comentadores desportivos iriam começar a fazer contas sobre as possibilidades ( ainda que quiméricas no caso de derrota) de Portugal passar aos quartos de final.
Com a vitória sobre a Dinamarca, as contas complicam-se. Não nos basta ganhar à Holanda...é preciso que a Alemanha não perca com a Dinamarca. Caso contrário, mesmo que ganhemos por 10-0 à Holanda poderemos ser eliminados. Tudo depende da dimensão da vitória dinamarquesa. No entanto, até podemos perder com a Holanda e ser apurados, se a Alemanha ganhar à Dinamarca e não levarmos uma cabazada dos laranjunhas. Confusos? Ora então leiam lá isto
Até domingo, ao final do dia, vai ser um fartote de contas e palpites. Vamos lá ver se passamos no exame...