quarta-feira, 6 de junho de 2012

Justiça Cega




Antes de começarem a ler este post, pedia-vos que fizessem um exercício. Recordem os factos mais importantes da vossa vida nos últimos 12 anos…
Já está?
Então vamos ao assunto.
No ano 2000 Fátima Felgueiras  foi acusada de desvio de fundos, peculato e outros crimes. No total, era acusada de 23 crimes. Durante meses, os jornais encheram primeiras páginas e os noticiários abriram com  o caso Fátima Felgueiras. A autarca foi proscrita por alguns destacados elementos do PS, como se tivesse lerpa.
O juiz da Relação determinou que  a arguida pudesse aguardar pelo julgamento em liberdade, por não haver perigo de fuga. O ministério público recorreu para Relação que ordenou a prisão preventiva. Fátima Felgueiras fugiu para o Brasil.
 Escândalo! A senhora estava a fugir à justiça. Era mais um exemplo da corrupção que grassava nas autarquias, dizia a comunicação social.
Entretanto Fátima Felgueiras regressou a Portugal, candidatou- se à presidência da câmara de Felgueiras. Mesmo sem o apoio do PS, venceu as eleições. As manifestações de repúdio sucederam-se. Compararam-na a Isaltino e Valentim Loureiro.  Em certas alas do PS o seu nome foi proscrito e a evocação do seu nome era sinónimo de peste.
Passaram 12 anos. Nesse interim, Isaltino Morais foi condenado no tribunal de 1ª instância e depois na Relação mas,  recorrendo às artimanhas que favorecem os ricos, conseguiu que os  crimes de que era acusado prescrevessem.
Entretanto, ao fim de 12 anos, Fátima Felgueiras era absolvida de todas as acusações. No tribunal de 1ª instância e depois na Relação. Os 23 crimes de que era acusada, afinal nunca foram por ela praticados, declararam por unanimidade os dois tribunais.
Fátima Felgueiras escapou à prisão preventiva, porque fugiu, mas ficou com o seu nome e a sua reputação manchadas para sempre.
Isaltino Morais, que nunca foi alvo de medida de coacção, continuou a exercer o seu cargo autárquico, apesar de reiteradamente acusado. Beneficiou da prescrição e continua a sua vidinha, com a reputação de espertalhaço.
Não conheço Fátima Felgueiras de lado nenhum, mas não deixo de me sentir incomodado ao constatar que uma cidadã inocente foi seriamente prejudicada na sua vida pessoal e profissional, correu o risco de ser presa preventivamente por crimes que não cometeu, “perdeu” uma boa parte dos seus 12 anos de vida e viu o seu futuro político estrilhaçado, enquanto outro (Isaltino de Morais), sucessivamente condenado, apenas viu a sua liberdade coarctada durante menos de 24 horas.
Qual será o sentimento de uma pessoa que, durante 12 anos, viveu com o estigma de ser uma criminosa, sabendo que estava inocente? Por que razão não lhe é garantido o direito a reparação de perdas e danos? E os jornais e jornalistas que durante anos andaram a vender notícias que "provavam" a culpa de Fátima Felgueiras continuarão a dormir descansados?
Querem que eu acredite na Justiça? Lamento, mas não posso… continuo a acreditar que a Justiça, além de cega, é uma Roleta Russa

A notícia da sua hibernação, foi manifestamente exagerada

No final da semana passada, li que o Relvas ia hibernar. Não só não hibernou, como foi a Santarém falar de exportações de pessoas e dizer mais umas bacoradas. Ou que outra coisa se pode chamar a um ministro que despudoradamente manifesta o seu orgulho pela exportação de portugueses?




Se quiserem ler tudo, basta clicar na frase. E ficarão a saber que apenas uma voz se levantou para protestar!


Entretanto, estou muito sensibilizado com esta declaração de Cavaco. Está preocupado com Espanha, mas continua a marimbar-se para os portugueses. 

Golpe de Estado Democrático

É quando um governo eleito em sufrágio popular rasga a Constituição perante a passividade do presidente da república, do tribunal constitucional e das demais instituições e elogia o povo pela sua serenidade e paciência.

O silêncio de Portas

Ontem, o PSD comemorou a vitória nas eleições de 5 de Junho de 2011. O CDS preferiu remeter-se ao silêncio.
Tem sido ensurdecedor o silêncio de Paulo Portas, perante as diatribes deste governo que, a cada minuto, faz questão de provar que da governação nada percebe, do país nada sabe e a sua política é a da mentira.
Depois de muito meditar sobre este assunto, cheguei à conclusão que Portas está a agir correctamente.
Num governo de nulidades intelectuais, cujos paradigmas culturais  são os livros de Margarida Rebelo Pinto e as canções de Tony Carreira, Paulo Portas sente-se desconfortável. Compreendo-o... Quando sou obrigado a tertuliar com gente cujos padrões são similares aos da asnice dos membros deste governo, também prefiro ficar em silêncio.

Parabéns, queriduchos!


Cada um deve celebrar o seu aniversário cantando a canção que mais se adequa à sua personalidade. Por isso, para dar os parabéns ao PSD que há um ano venceu as eleições intoxicando os portugueses com o mais variado rol de aldrabices, creio que esta é a canção mais adequada