sexta-feira, 1 de junho de 2012

O sermão dos sonsos

Os sermões deste canalha fazem-me lembrar as homilias sobre a castidade do padre Roberto, que vos apresentei no post anterior.

Abril (7)- Virtudes teologais...


( Continuado daqui) 
O padre Roberto  acabou de jantar e  sentou-se no sofá da sala com um copo de uísque. Do bom, não daquele  martelado, que por esses tempos se dizia ser “de Sacavém”.
Estendeu os pés sobre uma banqueta para facilitar o trabalho de quem lhe massajava os pés, massacrados durante o Compasso. Sentiu  o corpo relaxar e os efeitos do álcool a provocar uma sensação agradável que lhe despertava  a líbido.


- Já faço o responso há 31 dias, mas até agora nada. Estou com fé que tenha sido hoje, padre Roberto!
- Santo António cumprirá os desígnios de Deus, quando para isso for instruído, não tenhas pressa.
Acariciou a cabeça da mulher. Desapertou a braguilha e, levemente, sem encontrar grande resistência, conduziu a boca dela até ao pénis erecto, enquanto lhe acariciava os seios.

Triiim! Triiim! Triiiim! –começou a chamar o telefone no preciso momento em que Roberto ia ejacular.
Como se tivesse sido apanhada em flagrante, a mulher desprendeu-se da mão de Roberto que lhe segurava a cabeça, abotoou a blusa  e correu para o telefone, enquanto o esperma do padre  se derramava na alcatifa. 
Quando Esmeralda  atendeu o telefone, Cátia Janine já não ouviu o sonoro “Foda-se!” com que o padre Roberto despejou a sua ira pelo inoportuno telefonema.
“ Olá Caty!”-  disse Esmeralda com a voz ainda alterada e endireitando a saia descomposta.
“ Então, tia, a mamã disse-me que telefonou e tinha urgência em falar comigo. Que se passa?”
“ Correu bem o pic nic? Conheceste alguém?”
“ Correu tudo bem, sim , estava um dia lindo. Mas não foi para saber isso que me telefonou, pois não, tia?”
“ Não, também queria fazer-te uma pergunta sobre umas partilhas. A D. Isaura, a viúva do sr. Martins da fábrica do açougue,  morreu a semana passada  e deixou em testamento uns dinheiritos e uma leira de terra ao padre Ferreira. Tudo coisas sem importância, mas os filhos estão a como é que se diz…
“ Contestar?”
“ Isso, filha, é isso. O padre Ferreira anda muito ralado e não tem dinheiro para meter um advogado, ele vive das esmolas da paróquia, como tu sabes, por isso pediu-me que te perguntasse a tua opinião. Bem, mas eu já te explico melhor. Agora conta-me tudo sobre o teu dia, Cáty…”


Enquanto Cátia fazia o relato, Esmeralda observava o padre Roberto. Bebeu o resto do uísque de um trago só, vestiu as calças e  dirigiu-se   para a porta, de onde lhe atirou um aceno desconsolado.
Na tentativa de evitar a debandada do padre, Esmeralda disse à sobrinha que tinha de desligar, porque estavam a tocar à campainha. Ia só despachar a visita e já lhe telefonava de volta…
Quando abriu a porta de casa, já  Roberto torneava a esquina da rua, desaparecendo na escuridão da noite sem luar. Esmeralda procurou a Estrela Polar que lhe indicasse o Norte, mas apenas encontrou o brilho de Vénus.
Voltou para a sala onde a mancha de esperma parecia apontar-lhe um dedo acusador. Pegou no copo de uísque e foi à cozinha de onde regressou com os ingredientes necessários para apagar os vestígios do celestial pecado.
Cumprida a tarefa, de forma insatisfatória, dirigiu-se para o telefone sem entusiasmo.
( Pode ler os capítulos anteriores aqui)

Tretas da troika

A troika aconselhou a redução de salários, mas os destes tipos continuam a aumentar...
Os tugas continuam mansos e serenos, a dar um exemplo ao mundo. PQP!

Recordando algumas crianças que foram notícia


Assinala-se hoje o Dia  da Criança.
Podia escrever muita coisa sobre este tema, mas preferi recordar aqui algumas histórias de crianças que vale a pena lembrar, por variados motivos e sobre as quais já aqui escrevi.
Começando pelas mediáticas  Natascha, Maddie, Joana ou Esmeralda
Passando pelas histórias de outras crianças criadas pelas famílias para terem sucesso e darem lucro, mas que  caíram no esquecimento ( Nadia, Martina, Saul ou Armanda)
Sem  esquecer  algumas crianças que não tiveram direito a primeiras páginas de jornais, nem  uma infância feliz como Américo ou descobriram o seu passado através de uma fotografia como é o caso da comovente história de Conceição
Termino a recordar algumas crianças que conheci por esse mundo fora. As suas histórias, terão de ler aqui.

Juro, juro, juro

Não conheço o Silva Carvalho de lado nenhum. Os lapsos de memória do Relvas vistos por Bruno Nogueira