terça-feira, 22 de maio de 2012

Homem rico, homem pobre!

Ao contrário do que alguns pensam, a história do Homem rico e do Homem pobre não terminou. O senhor engenheiro ( e não só) foi laurear a pevide e ainda nos reserva outras surpresas. Ora vejam lá a continuação...

Olha que geuro!

Foto presseurop:Ruben

Os economistas- que como todos sabemos são aqueles profissionais criados por Deus para dar alguma credibilidade aos meteorologistas- já arranjaram uma solução monetária para o caso de o Syriza ganhar as eleições na Grécia. Nem euro, nem dracma. A futura moeda grega deve ser o geuro. ( em inglês gieuro)
Se, como tudo indica, a medida se vier a aplicar a Portugal, a futura moeda portuguesa será o peuro ( em inglês pieuro e, como os franceses gostam de simplificar, pire). Será então caso para os portugueses dizerem quanto mais peuro ganhar, melhor?
Já nas ruas de Paris a  nova moeda lusa  suscitará interessantes trocadilhos:
-Avez vous peur(o)?
- Peur de quoi?
- D'aller  au Portugal, bien sûr!
- Oh, non, pas du tout!
-  Tant pire pour toi!
-  À cause de quoi?
-  Ils vont de mal en pis, mon ami. Il  faut avoir beaucoup de pire pour y entrer, à cause des péages...



Relvas e a sabedoria popular

Ministros a tentar pressionar jornalistas, não é novidade. Ministros a pedir desculpas por pressões que juram não ter cometido é original. Ministros que ameaçam jornalistas com revelação de dados da sua vida pessoal  são  pulhas. Logo, se Relvas ameaçou uma jornalista dizendo que revelaria dados da sua vida pessoal... é um pulha!
Numa semana apenas,  dois casos em que Relvas foi protagonista, provocaram reacções diferentes do ministro. No caso das secretas pediu para ir imediatamente ao Parlamento explicar-se, porque quem não deve, não teme. 
No caso das eventuais ameaças a uma jornalista não só foge do Parlamento, como dos jornalistas. Nunca mais abriu a boca. Branco é galinha o põe, não é verdade? Isto está tudo ligado. Basta ligar as pontas. É a vida!
Não deixem de seguir o link, para ficarem a saber como Relvas teve acesso aos dados pessoais da jornalista.

Ratinhos de laboratório



O governo está a abusar do recurso a medidas que aumentam a receita, nomeadamente através do aumento de impostos;
O governo deve racionalizar a função pública em vez de fazer cortes nos salários;
As previsões macroeconómicas do governo são excessivamente optimistas;
As reformas estruturais não estão a ser feitas; 
Os documentos orçamentais do governo estão feridos de uma pobreza de informação quantitativa.
Não são eu quem o diz, está escrito no primeiro relatório do Conselho das Finanças Públicas, que arrasa por completo o optimismo desmiolado de Coelho, Gaspar e sus muchachos.
Se acrescentar que as taxas de IRS, IRC e IVA estão acima da média europeia, como salienta o Eurostat, é fácil concluir que este governo de incompetentes anda a brincar e a fazer experiências com os portugueses, como se todos fossemos ratinhos de laboratório.

À noite digo-vos por música

Há 45 anos vibrava com esta música. Obrigado, Robin!