sexta-feira, 11 de maio de 2012

À noite, digo-te por música


Ou muito me  engano, ou a esta hora muitos dos leitores do CR estarão a fazer os preparativos para amanhã irem à praia. Daí que tenha escolhido esta canção bem portuguesa, com a esperança de vos ajudar a não se esquecerem de nada...
Tenham um excelente fim de semana, mas cuidado com os escaldões...

A entrevista

Já entrevistei centenas de pessoas ao longo da vida e, não raras vezes, senti que estava a ser "enganado", mas nunca teria coragem de dizer isto a um entrevistado

Linhas Cruzadas



Na quarta-feira, ao final da tarde, estive numa tertúlia no Clube de Jornalistas. O pretexto foi o livro “Assassinaram um jornalista” ( de que vos falarei aqui um dia destes) e o  tema os  repórteres de guerra.  
Ricardo Alexandre, jornalista da RDP, e  João  Carvalho Pina, fotojornalista free lance, falaram das suas experiências em diversos cenários de guerra e, inevitavelmente, foram questionados se alguma vez tiveram medo de morrer numa dessas reportagens.  
JCP , pragmático, respondeu qualquer coisa do género “ também posso morrer ao atravessar a rua e não é por isso que vou deixar de atravessar”.
É óbvio que os cenários de guerra são perigosos para qualquer jornalista, mas todos os que amam a profissão, sabem que a morte lhe pode bater à porta, por um simples ajuste de contas. Se um jornalista  que encara a sua profissão de forma apaixonada e séria, pensasse na morte, recusaria fazer investigação e deixar-se-ia estar sentado à secretária, a fazer notícias picadas da Internet.
Vem isto a propósito da morte de Bernardo Sassetti. Hoje, a meio da tarde, de regresso ao meu Rochedo, preparava-me para  concluir a leitura do segundo volume de IQ 84, do Haruki Murakami, com o Guincho em pano de fundo. Antes, porém, decidi ligar a televisão para saber notícias sobre o debate na AR e, de chofre, apanho com a notícia da morte do pianista e compositor  Bernardo Sassetti.
Senti um  profundo mal estar.
Não o conhecia, nunca falei com ele, apenas o vi algumas vezes nas imediações do meu Rochedo. Disseram-me que cancelou um concerto na Culturgest em Março por motivos de saúde, mas nada de grave.
Foi aqui bem perto, na praia do Abano, que ele morreu. Aos 41 anos. De acidente. Não estava a compor…  tirava fotografias.  Foi por isso que me lembrei do João Carvalho Pina e daquele fim de tarde no Clube de Jornalistas.

As touradas da nossa esperança



Na sequência da iniciativa “O Meu Movimento”, promovida pelo governo, PPC recebeu o “ O Movimento pela Abolição das Corridas de Touros”, que foi  o mais votado pelos facebookianos.
Mais uma vez os portugueses votaram mal, porque  embora eu simpatize com esse movimento, penso que  devia ter ganho um outro que defende a  “ Abolição da Utilização de Animais em Circos” ( ficou nos 5 primeiros), já que se adapta melhor à realidade actual do nosso país.
Tenhamos esperança, porém,  pois em 1973, no concurso RTP da Canção, os portugueses escolheram  para  representar Portugal na Eurovisão “A Tourada” e, no ano seguinte,  aconteceu o 25 de Abril...

E se Gaspar fosse às putas?


Em Valência foi criado um curso de formação para prostitutas que garante emprego no final da formação.   O curso é considerado ilegal porque, apesar de a prostituição não ser crime, incitar à sua prática é. Esta contradição daria pano para mangas, mas não vou por aí.  Limito-me a lamentar que o governo português, mais uma vez, esteja desfasado da realidade e não tome as medidas adequadas para aumentar a receita.
Se os ministros estivessem atentos e lessem o DN, veriam que a prostituição é uma profissão em crescimento em Portugal e fariam como o governo grego que  introduziu, no cálculo da riqueza produzida, o valor acrescentado resultante do trabalho das profissionais do sexo.A medida teve o beneplácito de Bruxelas e traduziu-se num aumento substancial do PIB e numa redução de 0,5% do défice.
Já agora, o nosso governo poderia contabilizar outras actividades ilegais como o contrabando de tabaco e bebidas alcoólicas que fizeram prosperar alguns empresários da noite, ou mesmo a lavagem de dinheiro de políticos e empresários Medida, aliás, adoptada no século passado em Itália…
 Claro que estas medidas  não nos tornariam mais ricos, mas ajudariam a manter a ficção que é, afinal, a essência do discurso deste governo quando diz que Portugal está no bom caminho e vai cumprir as metas do défice. O problema é a realidade estar sempre a desmenti-lo
Portanto, meu caro Vítor Gaspar,aqui fica o conselho. Vá às putas ( quer dizer, ao bolso delas)  para aumentar o nosso PIB e reduzir o défice.

Bimbos

Já tínhamos a música pimba, agora temos os funerais. 
Não é um ataque a ninguém, é apenas um desabafo sobre os tugas, seja qual for a sua paixão clubística.