sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pausa para publicidade

Talvez a notícia não vos interesse muito mas, à falta de tema para a noite ( a esta hora devo estar no cinema) venho informar-vos que, embora não tenha ido ver a Branca de Neve, deixei aqui para vosso deleite o último episódio de uma história que também mete fadas e duendes.

Singularidades de uma mulher loira*

Andavam o Pedro, o Paulo e o Gaspar a esfalfar-se, tentando convencer-nos que estamos no bom caminho e vem a loira estragar tudo!
* Título roubado ao Manoel de Oliveira

Como tratar frustrações

No meu tempo, estas frustrações tratavam-se com educação e, quando não resultava, alguns pais usavam pau de marmeleiro.
Agora, pedem ajuda a um psicólogo...

Adivinha quem vem jantar



Um grupo de tugas e alguns estrangeiros residentes em Portugal, decidiram refeiçoar pelo preço módico de 450€ (por extenso, para não pensarem que é erro: quatrocentos e cinquenta euros).PREÇO POR PESSOA, OBVIAMENTE!
Cada um gasta o dinheiro como quer  e, se um grupo de pessoas entende que um jantar vale esse dinheiro e o pode pagar, nada tenho a opor.
Então porque é que estás aqui a falar disso, Carlos? – perguntarão alguns leitores.
Passo a explicar.
Embora não tendo nada contra, começo a desconfiar  quando vejo as câmaras de televisão a filmar o repasto. Por que raio é que os tipos quiseram ser filmados? 
Terá sido uma provocação a quem ganha num mês o que eles gastam numa noite, ou  operação publicitária ao restaurante? Talvez ambas as coisas?
Não sei responder mas, quando vejo as imagens da  estreita mesa de repasto onde os comensais estão sentados frente a frente em modelo manjedoura com um espaço reduzido entre si, percebo que são grunhos, porque só  um grunho se dispõe a pagar 450€ por uma refeição  em condições idênticas à de uma cantina.
Ganha mais convicção a minha suspeita, quando os tipos abrem a boca, ou as câmaras focam o “estilo” com que bebem o vinho. Já tenho visto tipos em tabernas a beber com mais charme…
Poupo-vos às explicações dadas por alguns comensais para justificarem a bacanal. Não deixo, no entanto, de vos transmitir os meus pensamentos enquanto via a reportagem e de pedir o vosso contributo para o esclarecimento de umas dúvidas que me assaltaram:
O tema não gastronómico da conversa terá sido sobre o disparate que seria aumentar o salário mínimo nacional?
No final do repasto cada um dos refeiçoeiros terá recebido como oferta do dono do restaurante  uma cana de pesca, ou um camaroeiro? 
A minha pergunta não é tão disparatada quanto possam pensar. É que quem paga 450€ por uma refeição, certamente está à espera de no dia seguinte, quando for hora de devolver à Mãe Natureza  o produto transformado da ceia, encontrar entre os dejectos pepitas de ouro. E, nesse caso, um camaroeiro dá sempre jeito…

Diz-me quando, quando, quando

é que o Seguro vai perceber que a abstenção violenta é uma preciosa arma para a direita?

Vozes de Abril (15)