quinta-feira, 19 de abril de 2012

Portugal ao espelho

Às vezes sou criticado quando escrevo sobre futebol. Assumo o risco. O desporto mais popular do mundo é, não rara vezes, um espelho do país. Este caso é paradigmático. Quando um grupo de dirigentes se une para criticar o presidente da FPF, por se recusar a aceitar que as regras sejam alteradas a meio do jogo, percebemos melhor a forma de pensar dos tugas. Vale tudo, mesmo a batota, desde que em causa estejam interesses individuais. Seria cómico, se não fosse trágico.
AVISO: Peço desculpa porque no post anterior o link não estabelecia ligação para a notícia, mas agora já lá está

E quando ela regressar?

Vai convidá-la para especialista no seu gabinete? 
Tenha vergonha, homem! Também andei emigrado durante muitos anos e. se de alguma coisa me arrependo, é ter voltado a este país, para receber recados de gajos que  chegaram ao poder montados em colos de má reputação.

Nortadas




O que se passou hoje na Fontinha , no Porto, não foi só o fim de um sonho, de um projecto educativo com uma forte componente cívica. Foi também a certeza de que estamos a viver um pesadelo de que é preciso acordar enquanto é tempo.
Ao ver a actuação bárbara e esquizofrénica da polícia, lembrei-me da polícia de choque do tempo do Estado Novo. Bateram a torto e a direito, como se estivessem drogados, como se cada bastonada fosse  a concretização de um sonho de vingança  que alimentavam desde o 25 de Abril.
Não deixei de recordar notícias recentes indiciando a presença crescente de criminosos nos quadros da polícia. Talvez alguns dos polícias que actuaram esta manhã na Fontiha fossem mesmo criminosos disfarçados de polícias. Por isso tinham aquele olhar vidrado de drogados e o ódio estampado no rosto. 
Fico ainda preocupado com o facto de a Câmara Municipal do Porto ter  utilizado bombeiros  desfardados e de cara tapada para apoiarem a intervenção. Rui Rio terá perdido alguns pontos em Belém, agora confortado com uma leizinha que permite aos bancários acumular reformas com o cargo de funções públicas, a que a comunicação social se tem esquecido de dar o merecido destaque.
O 24 de Abril está cada vez mais perto e , ao ler isto, sinto que  não tardará muito até assistirmos  a um caso idêntico ao que ocorreu na Grécia.
Quando isso acontecer , o Boca de Brioche dirá diante das câmaras de televisão- entre um copo de espumante e uma salsicha- que lamenta o sucedido, mas que a morte de um cidadão desesperado não desviará um milímetro a sua política de destruição do país.
Pode ser que um tresloucado decida fazer justiça pelas próprias mãos e acabe de vez com  o sorriso cínico da estrela falhada do show bizz.

Outros sinais




O que se passou hoje na Fontinha , no Porto, não foi só o fim de um sonho, de um projecto educativo com uma forte componente cívica. Foi também a certeza de que estamos a viver um pesadelo de que é preciso acordar enquanto é tempo.
Ao ver a actuação bárbara e esquizofrénica da polícia, lembrei-me da polícia de choque do tempo do Estado Novo. Bateram a torto e a direito, como se estivessem drogados, como se cada bastonada fosse  a concretização de um sonho de vingança  que alimentavam desde o 25 de Abril.
Não deixei de recordar notícias recentes indiciando a presença crescente de criminosos nos quadros da polícia. Talvez alguns dos polícias que actuaram esta manhã na Fontiha fossem mesmo criminosos disfarçados de polícias. Por isso tinham aquele olhar vidrado de drogados e o ódio estampado no rosto. 
Fico ainda preocupado com o facto de a Câmara Municipal do Porto ter  utilizado bombeiros  desfardados e de cara tapada para apoiarem a intervenção. Rui Rio terá perdido alguns pontos em Belém, agora confortado com uma leizinha que permite aos bancários acumular reformas com o cargo de funções públicas, a que a comunicação social se tem esquecido de dar o merecido destaque.
O 24 de Abril está cada vez mais perto e , ao ler isto, sinto que  não tardará muito até assistirmos  a um caso idêntico ao que ocorreu na Grécia.
Quando isso acontecer , o Boca de Brioche dirá diante das câmaras de televisão- entre um copo de espumante e uma salsicha- que lamenta o sucedido, mas que a morte de um cidadão desesperado não desviará um milímetro a sua política de destruição do país.
Pode ser que um tresloucado decida fazer justiça pelas próprias mãos e acabe de vez com  o sorriso cínico da estrela falhada do show bizz.


Portanto...

Fascismo, diz ele

Concordo em absoluto.
É preciso andar muito distraído para não perceber que este governo destruiu, em menos de um ano, o que restava da democracia. Vivemos numa ditadura encapotada, onde até Américo Tomás reencarnou para defender o interesse nacional  e promulgar leis no mais completo secretismo.
É certo que continuamos a poder votar mas, no tempo do Estado Novo, apesar de serem uma paródia fraudulenta, também havia eleições.  Alguém me garante que as eleições em 2015 serão livres? Alguém me garante que até lá não tenhamos um governo  escolhido pelo eixo Berlim/Paris?
Mas temos uma imprensa livre, argumentarão alguns.
Não brinquem comigo, por favor! Os jornais são, hoje em dia, meras caixas de ressonância do poder ou de alguns grupos económicos que concertam posições com o governo à socapa. Os jornais estão cheios de jornalistas que são meros funcionários públicos. Comportam-se como papagaios que reproduzem o que ouvem nas conferências de imprensa e não têm qualquer sentido crítico. Muitos são néscios e preguiçosos e fazem notícias de ouvido ou com base em pesquisas na internet. Uma prova? Então aqui vai...
Há dias o ministro da Vespa,que também se chama Mota mas anda de Audi, anunciou com pompa e circunstância um conjunto de novas regras para atribuição do Rendimento Social de Inserção. Mentiu descaradamente aos portugueses, porque nenhuma das medidas anunciadas era nova. Todas se aplicavam desde o governo de Guterres e de Durão Barroso ( quando Bagão Félix era ministro da Segurança Social). Nenhum jornalista se deu ao trabalho de investigar. Todos acreditaram, porque têm muita Fé neste governo.
Ah, mas não há PIDE, nem presos políticos! 
Presos políticos não há, é verdade, mas a PIDE embora esteja organizada em moldes diferentes do Estado Novo, está no meio de nós. O que chamam vocês a um sistema que controla todos os nossos passos através de dados electrónicos? Babysitters?
O espírito pidesco também está muito arreigado entre os portugueses. Seja nos organismos públicos, seja nas empresas. Acreditam vocês que muitos blogs e perfis nas redes sociais não estão a ser escrutinados diariamente? Então, se acreditam, muitos parabéns pela ingenuidade. Continuem também a acreditar  que foi só para controlar notícias que PPC investiu fortemente no pagamento de almoços e jantares a jornalistas e bloggers. E que a contratação de alguns deles para gabinetes foi devido à sua excelência profissional!
Mas temos um povo mais informado! - dizem outros quase em desespero.
Pois temos... serve de muito! Os tugas parecem mortos-vivos que andam a contar os tostões para se manterem à tona de água. Enquanto as poupanças forem equilibrando as contas, tiverem um emprego- mesmo  mal pago- e puderem ir à terra passar as férias e o Natal, vão amouxando. Quando já não tiverem emprego e as escassas poupanças tiverem chegado ao fim, já estão tão débeis que nem forças têm para protestar. Passam a rezar a Nossa Senhora de Fátima, aumenta o número de católicos e a Igreja fica satisfeita. O governo também e até esquece o corte dos dois feriados religiosos.
Não sejamos ingénuos. Alguém acredita que teria havido 25 de Abril, estaríamos na UE e seríamos sócios do Euro, se não fossem os militares de Abril?
Alguém acredita que este povo é capaz de bater o pé? Olhem só para os espanhóis... as medidas de austeridade em Espanha estão longe de ser tão draconianas como as aplicadas aos tugas e eles saem para a rua todas as semanas. A nossa imprensa cala-se, porque o importante é a Primavera Árabe e a opressão na Síria, que ficam suficientemente longe para que alguém ligue a isso.Noticiar abertamente o que se passa em Espanha pode provocar contágio e é preciso proteger este governo que nos livrou do malandro do Sócrates.
Somos um povo de mansos e o governo continua a esticar a corda na esperança de que se mantenha, eternamente, a divergência entre as duas centrais sindicais. Sim, não se iludam...a ameaça de João Proença rasgar o acordo foi só um arrufo de namorados.