quinta-feira, 12 de abril de 2012

Leonor à espera da palhinha...

60 mil recebem rendimento mínimo e não mexem uma palha - escreve Leonor Watson no JN.
E para que haviam de mexer? A Leonor já é adulta, não precisa que lhe levem a comida à boca...

Tacadas abaixo do par


O processo Portucale - também conhecido por  tacada nos sobreiros-  acabou com a vitória dos arguidos e  um resultado abaixo do par. O  handicap era-lhes favorável e foram todos absolvidos. Jacinto Leite Capelo Rego, o cidadão benemérito do CDS, é que não compareceu à audiência. Talvez esteja no governo...
O próximo torneio de golfe justiceiro terá lugar na Praia da Coelha. Espera-se o reconheciment, da acção de benemerência de Oliveira e Costa que permitiu ao clã de Boliqueime embolsar mais de 350 mil euros em menos de dois anos, graças a umas acções compradas abaixo do custo.
A taça  BPN será entregue pelo Presidente da República no dia 10 de Junho de um ano vindouro, podendo a partir dessa data Oliveira e Costa ostentar, garboso, o título honorífico de Comendador. Os dois amigos - coincidentemente vizinhos -  festejarão nas suas casas da Praia da Coelha.
Das comemorações - pagas por MIra Amaral-  fará parte a exibição do filme " Os pobres que paguem a crise", cujo enredo gira à volta de ladrões de supermercados, justamente condenados por roubos que variam entre os 77 cêntimos e os 25 euros. 
A banda sonora fica a cargo de Chico Buarque que cantará " Andava à toa na vida, a ver a banda passar..."  acompanhado pelo grupo coral " Os tugas idiotas da Coelhândia".


Em tempo: o Público de hoje dá a notícia dos festejos. Se tiver estômago saudável, vá ler seguindo o link. Caso contrário, fique-se apenas por este excerto:
"Ao fim de sete anos, o processo acabou, esta manhã, com beijos, abraços e parabéns, na sala de audiências, entre arguidos e advogados. A fundamentação detalhada, para já, não se entendeu porque, apesar da peitura do acórdão ser um acto público e obrigatoriamente compreensível, a juíza presidente do colectivo, Laura Maurício, leu a decisão a alta velocidade, sem pausas, sem pontuação e, muitas vezes, de forma imperceptível."

Esquisitices

No meu tempo, baril era ter uma carrinha destas
Ou destas para dar uma volta pela Europa com os amigos

Agora há putos (como a namorada do Pinto da Costa)  que recebem de presente uma coisa destas
E torcem o nariz, porque preferiam  uma destas...

Negócio fechado


Seria aleivosia pôr-me aqui a comentar a decisão do ministro da saúde encerrar a maternidade Alfredo da Costa. Não tenho dados que me habilitem a fazer um juízo sobre a invocada obsolescência logística daquele estabelecimento onde nasceu mais de metade da população de Lisboa. 
No entanto, há sinais que me permitem duvidar da clareza da decisão. Não me refiro às palavras de um jovem  laranja- cujo nome não  fixei, porque nunca fixo o nome de abortos políticos- que afirmou, do alto do pedestal que "os portugueses não podem continuar agarrados a pedras". Pobrezito, deve ser mais um que tirou a licenciatura numa universidade de vão de escada, onde os cursos são comprados por tuta e meia.
O que me leva a desconfiar da decisão é o facto de não ter visto neste governo uma única medida em defesa dos interesses dos utentes, pelo que esta preocupação de encerrar a MAC com carácter de urgência, deve trazer água no bico. 
A MAC fica num local privilegiado da cidade e desperta a cobiça de interesses imobiliários, pelo que a urgência me cheira a negócio graúdo.
Estarei a ser precipitado e a fazer juízos injustos? Talvez... mas se isso acontecer a culpa não é minha! É o governo que me dá pretextos mais do que suficientes para desconfiar. Por um lado, porque está a vender o país ao desbarato, sem acautelar os interesses futuros; por outro, porque as sucessivas mentiras e embustes minaram o capital de confiança entre mim(cidadão) e quem me governa. Um governo que perdeu em apenas  nove meses a confiança dos portugueses, embrulhado em contradições, mentiras, negócios escuros como o do BPN, trafulhices palavreiras  e  toma medidas à sucapa que lesam gravemente quem trabalha, não pode exigir aos cidadãos que vejam nas suas atitudes meras opções políticas.
Em toda esta história da MAC há gato escondido com o rabo de fora e, num futuro próximo, os factos vão demonstrar que tenho razão. Por alguma razão o ministro da saúde disse ontem na AR que a MAC estava encerrada há seis meses. Foi , certamente, um lapsus linguae. O que ele pretendia dizer é que o negócio da MAC está fechado há seis meses. Só nos falta saber quem será o beneficiário...

Vozes de Abril (9)