quarta-feira, 4 de abril de 2012

Cretinos!


João Gobern, assumido e reconhecido adepto do Benfica, foi convidado  para comentador de um programa desportivo da RTP Informação.
No último sábado, durante o programa, foi “apanhado” a celebrar o segundo golo dos encarnados frente ao  Braga, obtido em tempo de descontos. Esse golo recolocava o Benfica no caminho do título e, naturalmente, João Gobern celebrou-o. Não com estrondo, apenas com um gesto de satisfação. No entanto,  ao saber que tinha sido “apanhado”, decidiu colocar o seu lugar à disposição. Não tinha nenhuma obrigação de o fazer, porque  qualquer adepto, de um qualquer outro clube, reagiria da mesma forma.
A RTP  não terá pensado do mesmo modo e, por isso, aceitou a demissão de Gobern. Uma vergonha para a televisão pública. Não vejo na decisão da RTP um acto de censura. Apenas estupidez. Se em vez de João Gobern, estivesse lá Fernando Seara,  Eduardo Barroso ou  Guilherme Aguiar, a RTP agiria da mesma forma? Obviamente que não… e isso ainda é mais preocupante.

Caramelos Vaquinha (6)


Diogo Feio ( deputado CDS no PE)

A frase:
" Fiquei constrangido ao ver um deputado do CDS a votar ao lado de Louçã e de Jerónimo de Sousa".


Ó Feio! Enquanto não criar uma rubrica destinada às azémulas, vais ficar mesmo a fazer companhia às outras Vaquinhas!
 Onde é que estava o CDS quando derrubou, juntamente com os votos do PCP e do BE, o governo de Sócrates? Na casinha a brincar com os grilos?

Quando é que o governo inaugura os fornos crematórios?



Já aqui escrevi , há tempos, que o  grande problema deste governo é Portugal ser habitado por pessoas. Governassem estes gajos em Marte, na Lua, ou em Plutão ( o local ideal para ser governado pelos Irmão Metralha) e seriam eleitos com 99% dos votos.
Infelizmente para eles e para nós caiu-lhes em sorte, por escolha de uns quantos portugueses néscios e mal intencionados, governar Portugal, um país que, embora sendo dos mais pequenos da Europa, ainda alberga 10 milhões de almas. E se 10, 100 ou 800 milhões não é número que atrapalhe este governo, quando se trata de oferecer euros a Mira Amaral, já é uma grande dor de cabeça quando se trata de seres humanos.  Para quem  estava habituado a governar agregados populacionais de 4 ou 5 pessoas ( mais os cães e os gatos), 10 milhões de pessoas é número estratosférico. Daí, que para solucionar o problema se tenham lembrado de mandar os jovens emigrar. 
Dizem as estatísticas que a medida teve resultados positivos, já que a emigração em Portugal subiu a níveis que já não se conheciam desde os anos 60. Só que a emigração dos  jovens não é suficiente para resolver os problemas do país, porque estes malandros são muito diferentes dos emigrantes dos anos 60 e assim que se apanham lá fora fazem um manguito às Finanças e deixam de aplicar as  poupanças nos bancos portugueses. 
Assim, para atingir os seus objectivos, o governo precisa também de se ver livre desse pesado fardo que são os velhos, uma cambada de parasitas que, só pelo facto de terem trabalhado durante 40 anos e feito os descontos estabelecidos por lei, se julga no direito de exigir reformas. Uns chulos, é o que eles são!
Já alvitrei aqui a hipótese de o governo aplicar uma injecção atrás da orelha a cada velho, para se ver livre desses seres incómodos e tão nefastos à evolução da sociedade moderna preconizada pelos ultra-liberais. Embora já tenha lido por aí que o governo estuda a possibilidade de  tornar obrigatória a vacinação contra a gripe aos maiores de 65 anos ( uma medida inovadora de aplicação de injecções letais)  D. Manuela (Ferreira Leite) , um bocado mais sádica, sugeriu que a saúde só fosse prestada a quem tiver dinheiro para a pagar e o ministro da contabilidade pública, com o apoio do ministro da Vespa,  cortaram os subsídios e as reformas, no intuito de matar os velhos à fome.
A ideia parecia boa, mas os mercados e a troika encontraram-lhe um defeito: demora muito a produzir efeitos. Gaspar bem argumentou que no último Inverno a medida tinha sido eficaz, porque já há décadas não se via uma chacina de idosos tão volumosa como este ano e isso só tinha sido possível porque os velhos, não tendo dinheiro para pagar o aquecimento, nem para comprar medicamentos que os aliviem do mal, foram morrendo a um bom ritmo. 
Imperturbável, a troika exigiu mais. O governo obedeceu, cortando mais benefícios sociais aos velhos e, cereja no topo do bolo, decretou à boa maneira nazi que de futuro haverá doentes de primeira e de segunda. Os ricos terão direito a medicamentos caros para curar doenças como o cancro, mas os pobres terão de se contentar com umas mixórdias baratas. Certamente menos eficazes no tratamento, caso contrário, não seriam mais baratas, obviamente…
Com estas medidas o governo espera satisfazer as exigências da troika,  mas se as sanguessugas de Bruxelas e Washington continuarem insatisfeitas, não me admirarei se o governo equacionar a hipótese de instalar uns fornos crematórios para incineração dos que ousem afrontar a lei da vida e consigam sobreviver para além da idade da reforma.

Conversas com o Papalagui (63)


- Ó tuga, ouvi um ministro qualquer dizer que Portugal está no meio da ponte…
- É… Agora só falta saber para que lado vamos cair.
-Não  é isso que me preocupa, Tuga. Tenho é medo que vocês fiquem lá para sempre...
-Porque dizes isso?
- É que um dia destes li uma notícia que dizia que os portugueses recorrem cada vez mais aos psiquiatras…
- E daí?
- Daí? Então se calhar vocês estão como um tolo no meio da ponte!

Vozes de Abril (3)

Esta canção devia ser oferecida aos membros do governo, juntamente com aquele livro do programa do PSD que custou 120 mil euros  aos contribuintes portugueses.