quinta-feira, 29 de março de 2012

Works in progress


Apesar de ainda estar em obras, decidi abrir hoje o "On the rocks", com uma crónica que serve simultaneamente de enquadramento e explicação às crónicas futuras.
O modelo final só deverá ficar pronto lá para meados do mês mas no domingo, dia em que publicarei a segunda crónica, talvez já haja novidades. Até lá, agradecia que fizessem as críticas que considerem pertinentes, nomeadamente sobre as cores do fundo e eventuais dificuldades de leitura.
Agradeço, desde já, os vossos contributos e espero que venham a tornar-se clientes desta minha nova aventura blogosférica.  Para lá chegarem, basta seguir o link, obviamente
Muito obrigado também a todos os leitores que já se tornaram  seguidores  do novo blog e me dirigiram palavras de incentivo. Considerem esta primeira crónica como um agradecimento sentido à vossa simpatia.

Estamos no bom caminho

É pelo menos o que nos têm dito à exaustão todos os governantes e afins , cada vez que lhes põem um microfone à frente.
Ontem, ficamos a saber que a emigração já está ao nível dos números estratosféricos registado na década de 60 ( realmente deve ser um alívio para o governo, a quem as pessoas atrapalham). 
Já o relatório da Primavera do Banco de Portugal - anuncia hoje a quase certeza de  mais medidas de austeridade e um aumento brutal no desemprego- não me parece tão favorável a essa perspectiva. Salvo se o governo pensar reduzir ainda mais os subsídios de desemprego e aplicar uma taxa punitiva a quem não tiver garantido um posto de  trabalho. (Ler aqui)

O diário de Passos Coelho


Querido diário

Hoje o dia correu-me bem!
 De manhã  a UE deu-me autorização para oferecer um Banco aos meus amigos angolanos e ainda lhes emprestar 600 milhões a juros que até um sem abrigo pode pagar. Espero que o Cavaco me telefone amanhã a agradecer este favor.
À tarde o Seguro disse que  ia abster-se  na votação do novo Código de Trabalho. Não fiquei surpreendido com o sentido do voto, mas sim com o facto de o Tó Zé se ter imposto e obrigado aquela cambada toda socialista a respeitar o sentido de voto. Temos homem! Nada melhor do que ter um amigo assim a liderar a oposição.
À noite fui à televisão fazer um exame. Ia confiante, porque a examinadora era a mulher do meu amigo Fernando e foi condescendente com as perguntas. Já tinha as respostas todas estudadas, foi canja! Mais fácil do que os exames da 4ª classe, o novo brinquedo do Nuno.
Com este meu ar bem falante ( não tenho culpa de ser bonito e ter este jeito de galanteador que aprendi com os amigos da Porcalhota) e de coelhinho indefeso,  deixei muitos portugueses e portuguesas pelo beicinho. Taditos, ainda acreditam que vão pôr o dente nas amêndoas que ando a amealhar  para distribuir pelos meus amigos. 
Estou tão orgulhoso com a ingenuidade ( a palavra certa era cretinice, mas enfim…) dos portugueses que ainda tenho esperança que eles me peçam para dar um concerto de canto lírico no Coliseu. Seria a realização do meu grande sonho de juventude. Só espero que o meu padrinho não se oponha…
Amanhã vou tentar ensinar o Álvaro a dizer "competitividade". 

A morte saiu à rua

                                                                (1924-2012)

Morreu Millôr Fernandes um polivalente da palavra.  Foi jornalista, escritor, tradutor, poeta, humorista e um lutador contra a ditadura brasileira. Um monstro da literatura e do jornalismo brasileiros que, no meu tempo, qualquer aprendiz de jornalista aprendia a admirar.
Há dias transcrevi aqui um poema dele. Aconselho, a quem não leu, que vá espreitar aqui.