sábado, 17 de março de 2012

Noites de cinema

hoje deixo-vos com um video que nos ensina a lição de quem vive com um dólar por dia. É um pouco longo, mas vale mesmo a pena. Ora vejam lá, clicando aqui

Humor fim de semana


Dois alentejanos, zangados há muito tempo, passam um pelo outro, num caminho.
Um deles leva um bovino à frente.
Diz o outro:
- Atão, vais passear o boi?
O outro, muito admirado:
- Atão essa agora, compadre? A gente nã se fala há tanto tempo, e vem agora cá com conversas! Além do mais enganou-se isto nã é um boi, é uma vaca. 
Resposta do primeiro:
- Ê cá nã falê consigo. Foi com a vaca!

Dos cromos da bola...à política dos cromos


Esta semana, algumas personagens ligadas ao futebol devem ter pensado que chegou a altura de equiparar o jogo da bola ao clima social e político que se vive em Portugal. Vai daí, começaram os disparates.

Primeiro episódio: a Liga de Clubes aprovou o alargamento  da I Liga para 18 equipas. Se a decisão de aumentar o número de clubes no primeiro escalão já é uma argolada, o facto de a Assembleia Geral ter decidido que este ano os dois últimos classificados não desceriam à II Liga é uma javardice que falseia a verdade desportiva. Os argumentos invocados pelo presidente Mário Figueiredo - eleito porque prometeu o alargamento- estão ao  nível dos de Miguel Relvas, quando sai a terreiro para defender algumas medidas do governo que prejudicam gravemente os cidadãos portugueses. Empate, pois entre política e desporto.
No prolongamento, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol mostrou a Cavaco para que serve um presidente. Em vez de andar a despachar bolas pela linha lateral, pegou na bola, foi por ali fora e decidiu. 
Em vez de   lamentar  a falta de equidade e violações da Constituição, agiu e obrigou a Liga a cumprir a lei. Marcou um golo decisivo, dando a vitória ao desporto sobre a política.

Segundo episódio: um juiz assistente queixa-se de ser alvo de difamação por parte de Jorge Jesus. Em causa estão as afirmações do treinador do SLB por causa da validação do terceiro golo do FC do Porto na Luz.
" Ele viu o fora de jogo... não quis foi assinalar"- afirmou o técnico benfiquista.
Que o golo foi marcado em fora de jogo, ninguém discute. JJ está no seu direito ao afirmar que o árbitro assistente não quis assinalar o fora de jogo, porque é livre de emitir a sua opinião. Não tem é o direito de dizer que não ofendeu o árbitro e argumentar que vivemos em liberdade e por isso pode exprimir livremente a sua opinião.
Infelizmente há muitos portugueses que pensam como JJ e confundem liberdade de expressão e democracia  com irresponsabilidade.  As suas afirmações são tão irresponsáveis como a do secretário de estado Sérgio Monteiro que, para se defender da argolada da Lusoponte, afirmou:
" O governo não pagou duas vezes! A Lusoponte é que recebeu duas vezes"
O argumentário de JJ está, pois,  ao nível do  utilizado pelo secretário de estado. Novo empate, mas desta vez a três. Com  futebol, política e povo a  equipararem-se na argumentação
Azar!Lá se foi a vantagem moral do futebol que sempre argumentou, em sua defesa e para justificar tratamentos de excepção, ser uma das indústrias mais lucrativas do país. Equiparou-se ao primeiro ministro que anunciou ( e negociou com os parceiros sociais) a eliminação de apenas quatro feriados, mas com a manha da gente pouco séria, eliminou pelo caminho as tolerâncias de ponto da terça feira de Carnaval, véspera de Ano Novo e quinta-feira santa.
Valeu ao futebol António José Seguro. É tão trapalhão, que passa vida a marcar golos na própria baliza. Há quem diga que não é  só falta de jeito... há por ali um remorso pela forma como tratou o anterior treinador e o receio de ser substituído antes do fim do jogo.  

Arte Urbana (3)


Gentil Camponesa


Tu és pura e imaculada,
Cheia de graça e beleza;
Tu és a flor minha amada,
És a gentil camponesa.

És tu que não tens maldade,
És tu que tudo mereces,
És, sim, porque desconheces
As podridões da cidade.
Vives aí nessa herdade,
Onde tu foste criada,
Aí vives desviada
Deste viver de ilusão:
És como a rosa em botão,
Tu és pura e imaculada.

És tu que ao romper da aurora
Ouves o cantor alado...
Vestes-te, tratas do gado
Que há-de ir tirar água à nora;
Depois, pelos campos fora,
É grande a tua pureza,
Cantando com singeleza,
O que ainda mais te realça,
Exposta ao sol e descalça,
Cheia de graça e beleza.

Teus lábios nunca pintaste,
És linda sem tal veneno;
Toda tu cheiras a feno
Do campo onde trabalhaste;
És verdadeiro contraste
Com a tal flor delicada
Que só por muito pintada
Nos poderá parecer bela;
Mas tu brilhas mais do que ela,
Tu és a flor minha amada.

Pois se te tenho na mão,
Inda assim acho tão pouco,
Que sinto um desejo louco:
Guardar-te no coração!...
As coisas mais belas são
Como as cria a Natureza,
E tu tens toda a grandeza
Dessa beleza que almejo,
Tens tudo quanto desejo,
És a gentil camponesa

( António Aleixo)