segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Made in Portugal

Este ano não tive pachorra de ver a cerimónia dos Óscares. Cumprindo o conselho de preferir produtos portugueses, estou agora a ver a atribuição dos prémios da SPA na RTP 1. Para melhor filme torço por "Sangue do meu sangue" e, para melhor actriz, pela Rita Blanco.
Pelo sim, pelo não, tenho o lap top  ao pé de mim, para ver se não adormeço.

e-mail a S. Pedro

Como não sou homem de Fé como a ministra Cristas e o jovem octogenário Duarte Marques, nem gosto de fazer pedidos através de intermediários, fui directo à fonte e enviei um mail a S. Pedro a perguntar porque é que não chove neste país.
Aqui vos deixo a resposta que me enviou:
" Não percebi o pedido. Vocês já têm um governo que mete tanta água, para que é que precisam de chuva?"
Touché...

O crime do feijão verde

Enquanto Dias Loureiro se passeia serenamente pelas ruas de Lisboa, Oliveira e Costa repousa na Coelha ao lado de Cavaco, os contribuintes portugueses pagam as trafulhices do pessoal do PSD no BPN, contribuem com 12 mil euros para pagar 100 livros com o programa de um grupo de acéfalos empenhados em destruir o país... os supermercados correm para os tribunais pedindo penas exemplares para pilha galinhas.
Todos se lembrarão daquela senhora de 76 anos que teve de se sentar no banco dos réus, por ter roubado um boião de creme no valor de 3,99€. Ainda estará bem fresco na memória de muitos a condenação de um sem abrigo que tentou roubar um polvo no Pingo Doce. Ficamos todos muito mais confortados quando vemos que em Portugal a justiça é ágil na condenação dos fracos e tem a velocidade de um caracol vergado ao peso de um frasco de ansiolíticos, quando se trata de julgar tubarões.
Foi por isso com surpresa que soube da decisão de uma procuradora do DIAP de Coimbra que, sendo obrigada a reabrir o processo de um roubo nos supermercados Lidl, determinou que se a empresa pretender constituir-se assistente no processo, terá de pagar 204€. Se o não fizer, o processo será definitivamente arquivado. Acredito que a empresa insista na condenação do réu, porque o roubo de uma embalagem de feijão verde provocou um enorme rombo nas contas da Lidl:77 cêntimos!
Espero que a nossa ministra loira, no seu afã de tornar a justiça mais célere e menos pesada aos cofres do Estado, determine que as empresas que apresentem queixas contra pilhas galinhas ( em termos jurídicos chama-se furto formigueiro) sejam obrigadas a pagar os custos do processo, para evitar este regabofe que custa dinheiro aos contribuintes e rouba tempo aos agentes judiciais,  bem melhor aplicado nos julgamentos dos crimes de colarinho branco.
Penso que a procuradora do DIAP, com a sua decisão, também pretendeu enviar uma mensagem à ministra, não sei é se ela terá percebido...

Duetos (13)