terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Carnaval também é Arte

 O Carnaval segundo Cezanne...

O Carnaval segundo Miró...

Eu sou o presidente da Junta!

Se o homem que assaltou S. Bento exibindo o maior catálogo de mentiras de que há memória desde o 25 de Abril tivesse um pingo de vergonha  na cara, a esta hora estaria a fazer um exame de consciência, em vez de se mascarar de trabalhador.
Ao negar a tolerância de ponto aos funcionários públicos, nesta terça-feira de Carnaval, quis dar ao país uma imagem de truculência ao estilo " eu é que sou o presidente da Junta", mas saiu-se mal. A maioria das grandes empresas (algumas públicas) encerraram, borrifando-se para a decisão governativa. O número de autarquias que mandaram Coelho às malvas, encerrando as suas portas, é deveras significativo.  As escolas não estão a funcionar! Grande parte do comércio em Lisboa está fechado. A troika está encerrada em gabinetes, em reuniões sucessivas, para não perceber que Lisboa, apesar das ordens PM se marimbou e vive este dia, como se de um domingo se tratasse.
É o dia mais humilhante para Pedro Passos Coelho desde que chegou a S. Bento, vindo directamente da gestão das empresas de lixo do padrinho Ângelo onde pensava que trabalhar era assinar uns papéis e dar ordens a subordinados.
Eu não acredito que o PM, ao decidir não dar tolerância de ponto aos funcionários públicos, não tivesse pensado que iria prejudicar gravemente a economia de localidades onde o Carnaval é a época do ano em que fazem negócio suficiente para salvar o ano. Se não tivesse equacionado essa questão, seria um imbecil. O problema está precisamente no facto de ter pensado e reflectido sobre ela. Quiçá tenha mesmo consultado a sua mentora alma gémea e lhe tenha perguntado se não seria uma boa oportunidade para mostrar ao país que era um tipo "com eles no sítio". Miguel Relvas reuniu com as lambideiras do seu gabinete e, por unanimidade, decidiram que seria um acto político de grande coragem. PPC decidiu então avançar, mas pediu a uma das lambideiras de Relvas que telefonasse à redacção de um órgão de comunicação  social encomendando a pergunta. "Será a melhor maneira de anunciar a decisão ao país"- pensou do pináculo do altar onde repousa a sua inépcia tonta.
A pergunta foi feita e- ao que julgo saber- o povo escandalizou-se mas, como habitualmente, refilou em surdina. PPC manteve a sua decisão. Pelo caminho chamou piegas aos portugueses. ( Está a tornar-se um hábito de PPC insultar os portugueses).
Hoje, no dia da Verdade, enquanto algumas centenas de funcionários públicos mascarados ( não é figura de retórica, eu vi isso num serviço público)e com criancinhas em desfile carnavalesco fingiam trabalhar em repartições esconsas, quase às moscas, o povo saiu à rua e pediu ao  Rei Momo que ditasse a sua sentença sobre a decisão do grande chefe . PPC ouviu acabrunhado:
"De agora em diante, os espermatozóides coxos serão proibidos de fecundar um óvulo".
Pena que a Lei não tenha efeitos retroactivos...

Ex-fumadores e ex-jornalistas: a mesma luta!

Os serviços de imprensa do Conselho Europeu impediram a TVI de fazer a cobertura das reuniões de Bruxelas durante um mês. A decisão causou estranheza, porque no mesmo dia repórteres de imagem espanhóis e austríacos gravaram e exibiram conversas e comentários dos seus ministros, sem que tenham sofrido qualquer sanção.
Soube-se hoje que Vítor Gaspar quis excluir a TVI das reuniões de Bruxelas definitivamente, como represália pela gravação da conversa que teve com o ministro alemão. A imposição do ministro apenas confirma que Gaspar se sentiu incomodado porque a conversa revela que anda a mentir aos portugueses.  No entanto, parecem-me ainda mais graves estas declarações de Maria Rui, porta-voz da REPER.
 Ex- jornalista da RR e da TDM, Maria Rui foi também uma protegida assessora de imprensa de Sócrates. Foi, aliás, nesse período, que foi para a REPER onde, supostamente, deveria defender a liberdade de expressão e os jornalistas portugueses. O problema é que alguns jornalistas, quando entram no círculo do poder, esquecem-se dos princípios básicos do jornalismo e passam a actuar como censores dos seus ex camaradas de profissão. É isso que explica, também, o silêncio do ex - editor do DN, Pedro Correia, fervoroso defensor da liberdade de expressão de Mário Crespo, activo participante na manif dos 50 patuscos que foram para a porta da AR protestar contra o atentado à liberdade de expressão do governo Sócrates.
Assim que tomou posse do cargo de lambideira especialista do ministro Relvas, Pedro Correia esqueceu-se da liberdade de expressão. Estará a preparar o caminho para suceder a Maria Rui? 
Os ex-fumadores e os ex-jornalistas têm um ponto em comum. Ambos odeiam o seu passado e parecem apostados em vingar-se de quem os obriga a recordá-lo.

Bombinha de Carnaval

Trocaram um olhar durante o intervalo. À saída do cinema ele tomou a iniciativa de a abordar. Algumas frases depois estavam sentados à mesa de uma pastelaria a tomar um café. Ele contou-lhe uma história engraçada. Ela partiu-se a rir. Tinha  injectado  na véspera uma dose de Botox.

Duetos (8)

É Carnaval, por isso aqui fica um dueto bem brasileiro