terça-feira, 27 de novembro de 2012

Aproveitar as oportunidades da crise (2)

( Continuado daqui)
Outra vantagem da crise é a diminuição do número de divórcios.
Agora já ninguém se divorcia com a desculpa de que o cônjuge não cumpre os seus deveres matrimoniais,  porque foi presenteado com um par de palitos, ou simplesmente porque já estão fartos um do outro.
Agora, os cônjuges aguentam firmes os encornanços, o tédio, ou mesmo os maus tratos. Aguentam estoicamente a vida sob o mesmo tecto, de acordo com as leis da Santa Madre Igreja, ou do Código Civil, até que um deles mate o outro.
Obviamente que o governo vê, também aqui, uma janela de oportunidade. Principalmente se um dos cônjuges for funcionário público ou reformado, porque é menos uma despesa para o Estado e, assim, os que cá ficam podem viver um bocadinho melhor, porque sempre são menos bocas a comer da manjedoura estatal.
( Continua)

4 comentários:

  1. Este capítulo está excelente. Fico a aguardar a continuação.

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  2. E "prontus", assim vivemos todos por cá na "paz dos anjos" graças à crise!....

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  3. Nem de propósito, Carlos - leia o que escrevi hoje acerca da revisão da legislação de combate à violência doméstica em Macau :))

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  4. Pois, também preocupante é o que isto poderá influir na violência doméstica...

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