quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Aproveitar as oportunidades da crise (1)

Dou a mão à palmatória. Pedro PC tinha razão quando afirmava que a crise é uma janela de oportunidade.
Logo à partida, a crise tem sido uma oportunidade para ele. Perde cabelo, perde peso, mas garante o futuro à direita de mãe Merkel.
Os portugueses em geral também não se podem queixar. Que outro povo no mundo pode garantir que daqui a um ano, daqui a dois e mesmo daqui a uma década estará a viver em piores condições do que agora?
Depois, se estiverem atentos à leitura dos jornais, os tugas perceberão que a crise é só vantagens. Senão, vejamos:
Estamos a ficar mais gordos- é certo que antes da crise os jovens já estavam a ficar mais gordos graças à fast food, mas agora essa possibilidade estendeu-se a todos os escalões etários, porque todos os portugueses passaram a ter oportunidade de fazer uma dieta alimentar desequilibrada, porque já não têm dinheiro para seguir as regras da Roda dos Alimentos.
É certo que isso vai provocar mais doenças, mas o nosso governo prevê tudo com grande antecedência, por isso vai tornar o acesso ao SNS mais restrito e mais caro, de modo a que o Estado não gaste tanto dinheiro em cuidados de saúde.
(continua)

6 comentários:

  1. A ficar mais gordos e mais redondos...
    Graças à Cerelac e ao Banco Alimentar

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  2. Carlos
    O Rogério é mais "fino" Para mim vai ser farinha amparo, farinha 33, papas de milho e nalguns casos, sopas de cavalo cansado. Lá em casa havia sempre uma sopa de feijão, com toucinho que servia de conduto.
    Abraço
    Rodrigo

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  3. Se, tivermos tudo o que o Rodrigo menciona, já não é mau. Desconfio que chegaremos aos carolos.

    Beijo

    Laura

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  4. Eu acho que até para o PPC, a crise - ou a forma de como sair dela - está a ser um tormento, Carlos!
    O homem está cada vez mais cadavérico e aquela queda impressionante de cabelo é a prova provada de governação mal orientada!
    Agora, quem está bonita, faceira e gordinha, é a poderosa manajeira da Europa que põe os tolos a comer papas e come ela os bolos.
    Reforço até a tua opinião sobre as oportunidades da crise! Vamos voltar aos tempos em que gordura era formosura. Que maravilha!

    Pequenas desvergonhas? Grão a grão, vão enchendo o papo aqueles que podem e mandam e ainda que a paciência colectiva se esgote, não vejo, por ora, perfilar-se no horizonte nenhuma figura relevante que possa salvar a Pátria.

    Vou aguardar pelo capítulo seguinte.

    Beijinhos.

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  5. Pois, isto de ficar a açorda, que basicamente é pão e água, é no que dá! Mas já vejo que está dentro do espírito daquele etíope de ontem (que li, embora sem comentar!), pelo que os jornalistas perceberam nas entrelinhas... ;)

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