quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jogos de bastidores

 Se o que se lê na capa do “i”, for verdade, significa que Pedro Passos Coelho tentou dar o entalo final a Paulo Portas, responsabilizando-o por um segundo resgate.
No entanto, a capa de “o Público” mostra que, se quiser, Paulo Portas se pode safar de mais esta.

Com efeito, as previsões do FMI apontam para uma queda do PIB em 2013, entre 2,8 e 5,3 por cento, quando Vítor Gaspar prevê 1 por cento.
Estas previsões do FMI não demonstram apenas que o nosso ministro das finanças, a quem andámos a pagar a educação, é um péssimo profissional. São a prova de que o segundo resgate já aí vem, é apenas uma questão de meses. 
Assim, Paulo Portas pode contra argumentar, dizendo que o segundo resgate é inevitável, que o sofrimento imposto aos portugueses com o OE é inútil e revela a incompetência do ministro das finanças. 
Por outro lado, aqueles que tecem fortes críticas ao OE 2013, mas dizem que a queda do governo seria uma desgraça para o país, perdem também um sustentáculo para a sua posição.Pretender que o governo se mantenha ligado à máquina por mais uns meses, é apenas prolongar os sacrifícios dos portugueses e, pior ainda, atirá-los para um situação de pobreza, de que muitos nunca mais sairão porque, perdido o emprego, ficarão irremediavelmente condenados. 
A desgraça para o país está aí e começou no dia em que o PSD e o CDS, aliados à esquerda, chumbaram o PEC IV.
 Dentro de um mês, ou pouco mais - quando a Espanha pedir o resgate- os portugueses vão ficar a perceber que a razão estava do meu lado quando defendi que este pedido de resgate poderia ter sido evitado, se a direita não estivesse com tanta sede de ir ao pote. Sócrates, Merkel, Barroso, o BCE e provavelmente até o FMI, também sabiam disso e foi por essa razão que Merkel se enfureceu com Passos Coelho, quando o governo de Sócrates foi derrubado.

3 comentários:

  1. Tudo isto era previsível mas até o PR ajudou à "festa" e agora está caladinho que nem um rato! :-((

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  2. Sem retirar a responsabilidade ao insensato desgoverno deste país e à sede que tinha de poder e poleiro, estas novas contas do FMI, que primeiro veio com aquela desculpa de "Sorry lá qualquer coisinha, mas enganámo-nos nas contas!", parecem uma tentativa de sacudir a água do capote! E eles também têm a sua quota de responsabilidade... :P

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  3. Também já escrevi qualquer coisa parecida sobre este assunto, mas juro que não copiei. Abraço.

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