Sexta-feira, 5 de Outubro de 2012

Em memória de um PR


Se ainda fosse vivo, o ex-presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, iria para a caderneta de cromos mas, como é cadáver adiado, não tem entrada naquela prestigiada colecção.
Aníbal foi um cidadão nascido em Boliqueime que se tornou conhecido a partir do dia em que foi fazer rodagem ao seu automóvel até à Figueira da Foz. Desde então, começou a atazanar a vida dos portugueses, tendo exercido o cargo de primeiro-ministro durante uma década. ( Podem ler aqui a história da sua ascensão em formato blogonovela com 14 capítulos)
Nesse período deu a conhecer aos portugueses alguns dos seus amigos. Gente pouco recomendável, a contas com a justiça, como Oliveira e Costa, Dias Loureiro e Duarte Lima ou troca-tintas como Alberto João Jardim.
Ouvi dizer- mas não pude ainda confirmar- que foi Presidente da República “de todos os portugueses”.
Desde que aprendeu a falar sem estar a comer bolo-rei, é muito selectivo naquilo que diz, ou manda escrever no Facebook. Ataca governos que não são da sua cor política e inventa factos políticos para os destruir.
Quando se tornou público que o seu amigo Alberto deu o “golpe do baú”, recatou-se. Partiu em vista aos Açores à procura de um facto político que pudesse lançar uma nuvem de fumo para desviar as atenções da Madeira, mas as vacas não lhe deram qualquer importância.
Decepcionado regressou ao continente e foi ao "Perdoa-me" da Judite onde ( afiançam-me, porque não vi) se manifestou orgulhoso pelo trabalho desenvolvido. Pena que os portugueses ainda não tenham percebido qual foi o trabalho deste PR, para além de organizar embaixadas faustosas aos sítios onde se desloca e que incluem dúzias de seguranças, mordomos e "compagnons de chambre".
É verdade que também ensaiou uma peça de teatro com o seu amigo Fernando Lima, mas foi um fiasco. Cavaco e Lima não têm jeito para argumentos de ficção científica. Preferem, indubitavelmente, temas de alcova. A escolha do Fernandes para encenador também não ajudou...
Cavaco passará à história como " O Homem de Boliqueime", epíteto que as gerações vindouras confundirão com  boneco desleal. Estar toda a vida preocupado em manter-se à tona na vida  política e acabar por ser lembrado nos livros de História como um trampolineiro, não é motivo para regozijo. Aníbal   foi um  homem que nunca conseguiu fazer jus à sua condição de Homem, apesar de ter estado na política mais de 30 anos. Muito triste, não vos parece?
Agora, que está morto, talvez comece a arrepender-se por ter feito penar os portugueses com a sua ambição desmedida, mas é tarde para arrependimentos, pois por sua culpa os portugueses estão a viver um dos períodos mais negros da sua História e nunca lhe perdoarão.
Era neste homem que (alguma) oposição confiava para salvar o país? Mais valia pedirem ajuda a D. Sebastião, cujo cadáver também repousa em local desconhecido.


11 comentários:

  1. E será que um cadáver adiado merece post? hummm... :)))

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  2. Tenha piedade do pobre homem!!!
    As suas crónicas, Carlos, deixam-no de tal maneira nervoso, que hoje até içou a bandeira nacional de "pernas para o ar".


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  3. "...os portugueses estão a viver um dos períodos mais negros da sua História..."

    Achas mesmo?!? Estranho... não tenho essa percepção!

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  4. Carlos
    Ando numa fase tão "apertada" com tanto nó na garganta que até nos comentários tenho sido muito parco. Claro que vou lendo tudo o que publica e genéricamente estou de acordo.
    Abraço.
    Rodrico

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  5. Até me deu vontade de rir, malgré tout! O menino está mesmo mauzinho! Bom era que ele já fosse ex-presidente e os outros fossem ex-governo, mas não temos essa sorte!

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  6. Não ainda cadáver mas sim em estado comatoso.
    Sem perspectivas de cura.

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  7. Horr´vel, estar associado á minha terrinha... Figueira.... e, por causa de um ´popó.

    Que a terra lhe pese....

    :((

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  8. Quanto resta ao homem para se ir embora! De facto um homem que marcará a negro a nossa história.

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  9. Começo a ter pena de Cavaco Silva o homem é um desastre completo em tudo o que se meteu estragou e tem estragado tanto há tanto tempo vai-te e esquece-nos.

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