quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mira técnica

O administrador  do CR comunica a todos os leitores que perturbações alheias à sua vontade o têm impedido, desde o final da semana passada, de fazer as habituais visitas aos vossos blogs.
Pelos mesmos motivos, não lhe será possível nos próximos dias aparecer por aqui com a regularidade habitual, pelo que pede desculpa por qualquer incómodo que isso possa causar.
O administrador do CR  promete envidar todos os esforços para retomar as emissões regulares logo que lhe seja possível.
Aviso: Não fugi, como os deputados hoje na AR. A cobardia não faz parte do meu dicionário.

A Magia da Poupança


Não me recordo de um Dia Mundial da Poupança  tão celebrado em Portugal, como este ano.
No tempo das vacas gordas, os bancos emprestavam dinheiro até a um sem abrigo que apresentasse declaração de IRS, o DMP era assinalado pelos bancos  com incentivos ao endividamento e o crédito ao consumo era apregoado como um investimento.
Agora, quando os portugueses mais avisados que resistiram aos cantos de sereia do crédito bancário e às luzes psicadélicas da sociedade  que tudo prometiam sem pedir nada em troca ( à excepção de uns juros “irrelevantes”) são obrigados a recorrer às poupanças amealhadas para fazer face à crise, os bancos  organizam seminários e exposições sobre “Literacia Financeira”, incentivam e dão dicas para poupar.  Entre os muitos discursos, apresentação de casos exemplares sobre educação financeira nas escolas ( matéria que há poucos anos achavam desnecessária) e “feiras”, várias entidades ligadas ao sector financeiro promovem as mais variadas e surpreendentes actividades lúdicas. Entre elas, descubro um espectáculo promovido pela Associação Portuguesa de Bancos com o sugestivo título “A Magia da Poupança”.
Leio, no programa, que se trata de uma “representação de situações de famílias típicas na gestão do orçamento e da poupança”.
Ainda bem que os bancos – mesmo em tempos de crise- não perdem o sentido de humor. Ensinar milhares de famílias no desemprego ou  com rendimentos inferiores a 600 € a poupar, não é apenas um espectáculo de Magia. É, essencialmente, um espectáculo de  humor…negro! 
Adenda: Entretanto, é sempre bom saber que há gente prevenida que gosta de poupar 

Com o freio nos dentes

O ressabiado que ocupa o lugar de primeiro-ministro já tomou o freio nos dentes e está disposto a tudo para atingir os seus objectivos, inclusivé violar a Constituição, se não conseguir o acordo do PS. Em Belém a criatura assiste a tudo isto impávido e sereno, enquanto vai teclando no FB. Cada vez é mais notório que isto já não vai lá com palavras e indignação. Não podemos  deixar que um tresloucado destrua um país e um povo inteiro, a quem mentiu deliberadamente para atingir os seus intentos.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Dúvida metódica

Batotas e bluffs num jogo viciado


O convite de Passos Coelho ao PS, para dar o seu contributo na “refundação das funções sociais do Estado”, tem um único objectivo: obter o apoio do PS para o desmantelamento do estado social que estava no programa eleitoral do PSD, mas PPC não assumiu abertamente para poder ir ao pote.
A primeira preocupação deste governo nunca foi cumprir o memorando de entendimento, foi destruir os alicerces da democracia desculpando-se com a troika. 
Gaspar e Coelho sabiam, desde o início, que as contas do OE 2012 não batiam certo, mas esse “erro” foi calculado para, chegado o momento de aprovar o OE 2013, poderem jogar uma cartada decisiva: ou aniquilamos o estado social ou temos de pedir um segundo resgate. PPC acena aos portugueses ( como Bush fez nos Estados Unidos, com as armas nucleares e o terrorismo, para justificar a invasão do Iraque) com o medo da bancarrota, para que os portugueses aceitem tudo em nome da salvação do país. Conseguirá, assim, justificar o desmantelamento do estado social e cumprir o seu objectivo de entregar as suas funções ao sector privado.
Como já aqui escrevi diversas vezes, o que move PPC é um ódio profundo ao país, a vingança do retornado que detesta a democracia e não perdoa a Portugal que tenha concedido a independência a Angola, onde tinha um futuro promissor de colonialista. 
Neste jogo de bisca lambida ( é bom não esquecer que PPC na sua juventude transmontana passava diariamente horas a jogar à sueca) o convite de PPC a Seguro é como jogar um ás , na esperança de que o adversário use o seu último  trunfo. Se o bluff der resultado, PPC ganhará o jogo e cumprirá até 2015 o seu desígnio de vingança, destruindo o estado social e empobrecendo os portugueses. Se o conseguir a sua frase “que se lixem as eleições”  ganha todo o sentido, pois PPC terá cumprido o seu objectivo e está-se nas tintas para o facto de deixar o PSD destruído, porque a única coisa que lhe interessa é servir os patrões  que o levaram ao poder e o saberão recompensar pelo trabalho efectuado.
Uma análise cuidada da actuação deste governo, desde que tomou posse, permite constatar que todas as jogadas têm sido bem pensadas, de modo a deixar o adversário entalado e  sem espaço de reacção. 
Como todos os traidores, Pedro Passos Coelho é um homem perigoso, pelo que será necessário a Seguro estudar o adversário e calcular minuciosamente qual será o contragolpe, no caso de recusar o convite, para que possa contra atacar de forma certeira. E não pode esquecer-se que neste jogo o árbitro está distraído, pelo que não sancionará qualquer batotice, nem fará respeitar as regras do jogo, que PPC vai alterando à medida das suas conveniências.
 Recusar ir a jogo, sem ouvir o que o adversário tem para lhe dizer, deixará Seguro fragilizado. A decisão correcta será ouvir e apresentar contrapropostas fundamentadas, de modo a que os portugueses percebam que PPC é um batoteiro. Se o não fizer, perderá.
Estamos num momento decisivo para o país. Nos próximos seis meses ou o salvamos, ou perdemo-lo durante duas ou três gerações. A escolha  TAMBÉM depende de nós. Se ficarmos sentados à espera de ver o que acontece, seremos trucidados.


Monopoly Games



Quando era miúdo detestava jogar “Monopólio”. Irritava-me aquele jogo em que as pessoas ganhavam graças à conjuntura da sorte dos dados e de alguma estratégia( que me parecia) gananciosa, levando os restantes parceiros à falência. A minha ira aumentava quando, à roda do tabuleiro, aparecia o R. filho de um médico muito conhecido no Porto. Ruivo e sardento, as lentes grossas conferiam-lhe um ar patusco, mas a frieza com que jogava ( não só o Monopólio, como qualquer outro jogo) retirava-me o prazer de com ele participar em qualquer actividade lúdica. Lia nos seus olhos uma vontade indómita de vencer, mas o que mais me encanitava era o ar displicente com que encarava a vitória. Para ele, vencer era o resultado natural de qualquer jogo em que participasse. Talvez por isso – e por só confiar nas suas próprias capacidades- não gostava de participar em jogos de equipa. Sempre que o fazia, se visse que a vitória lhe podia fugir, armava uma zaragata com os parceiros e retirava-se.
Aos 12 ou 13 anos eu não percebia rigorosamente nada de política. Sabia, porém, que não gostaria de viver num mundo em que os vencedores fossem os mais sortudos e vivaços, ou tivessem a frieza e o calculismo do R.
Não imaginava, na altura, que o mundo dos adultos era mesmo assim. Acreditava que os mais honestos e trabalhadores seriam recompensados, pois era isso que me ensinavam em casa e na catequese.
Na Faculdade comecei a perceber que afinal o mundo não era nada daquilo que imaginara, mas foi só no final dos anos 80 que comecei a acreditar que o mundo poderia vir a ser ainda pior.Em 1991 escrevi um artigo na “Tribuna de Macau” sobre a globalização que mereceu diversas críticas jocosas, pelo tom catastrofista que ressaltava do texto. Resumindo, em poucas palavras, punha em causa a bondade da globalização e manifestava a minha preocupação quanto ao resultado final, que admiti poder ser o aumento das desigualdades e a tentativa de imposição do pensamento único. Nesse artigo usei precisamente o exemplo do “Monopólio” e a personalidade do R., para sustentar a minha teoria, na qual eu próprio não queria acreditar.
Enquanto houve prosperidade económica, muito se falou da solidariedade mundial, especialmente entre os europeus, que falavam de uma Europa unida por objectivos comuns. Quando os sinos tocaram a rebate, alertando para o caos financeiro, fruto de muitas actividades especulativas, começaram a baixar as expectativas e cada jogador deste “Monopólio” em que se transformou o mundo começou a tratar da sua vidinha, defendendo os seus interesses.
É claro que, como acontece frequentemente nos jogos de “Monopólio”, alguns adversários uniram-se em acordos pontuais para tentar evitar que o crónico vencedor, detentor dos títulos “tóxicos” alcançasse mais uma vitória. Porém, a coligação financeira europeia rapidamente tremeu, perante a fragilidade de alguns parceiros, como a Grécia, Espanha e Portugal.
A Alemanha foi a primeira a dar indícios de pretender abanar a coligação europeia. Começou por dizer à Grécia que, se precisava de dinheiro, vendesse algumas das suas ilhas. Depois, a muito custo, lá acedeu a emprestar uns euritos mas, em contrapartida, quer exigir que os países que recorram ao Fundo Europeu, submetam os seus orçamentos à aprovação prévia do Parlamento alemão! Esta tentativa de ingerência na autonomia de países soberanos não é só intolerável. É, acima de tudo, uma aberração!
Entretanto, com os povos dos países do sul da Europa condenados a viver à míngua, os jogadores peritos em especulação nos mercados financeiros continuam a exigir medidas mais drásticas. Já não se trata, porém, de tentar vencer este jogo de Monopólio do Euro. Eles já sabem que essa vitória está garantida e o seu próximo passo é asfixiar os países europeus governados por partidos socialistas, obrigando-os a capitular. A vitória que falta à Internacional da Finança, é a vitória da sua ideologia, de molde a impor o pensamento único. À Banca já não lhe basta conduzir as políticas económicas. Quer, também, impor a sua ideologia e assim governar o Mundo, sem ter de pagar o ónus dos políticos, nem ter de se submeter a eleições.
Desgraçadamente, tem o apoio da srª Merkel que procura comandar o jogo europeu, impondo as condições e as regras. Ora nós já sabemos como acabou a história quando, no século passado, a Alemanha tentou por duas vezes impor a sua hegemonia no espaço europeu. Esperemos que a cena não se repita mas, confesso-vos, não estou nada optimista. 
Adenda: Quando escrevi este post, em Maio de 2010, desejava estar enganado. Se algumas dúvidas ainda tivesse quanto ao desfecho inevitável que se aproxima, ontem Mario Draghi fez questão de provar que, infelizmente, os meios receios eram fundados. Devemos estar preparados para o pior.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A gravata



Depois das declarações de Aguiar Branco sobre os comentadores de fato cinzento e gravata azul, fiquei um bocado confuso... Como distinguir comentadores, membros do governo e banqueiros?








 Avisado  esteve Cristiano Ronaldo, que não gosta de confusões...


Para quando os impostos retroactivos?

O governo recuou na ideia de aplicar às pessoas que já tenham pedido a reforma, mas cujo pedido só seja deferido em 2013, as regras estabelecidas a partir de 1 de Janeiro. Ou seja, o governo pretendia aplicar uma lei retroactivamente sobre cuja aplicação poderia interferir, dando ordens à CGA para atrasar os deferimentos.
O governo terá recuado, mas só o facto de essa ideia lhe ter passado pela cabeça, me assusta. Sei que para este governo as leis são uma minudência e o seu cumprimento depende exclusivamente dos humores do ministro das finanças, por isso nem me espantaria se um destes dias o ministro decidisse aplicar um imposto que incida sobre toda a carreira contributiva de um cidadão. É ilegal? É. É inconstitucional? É. O governo, porém, está-se nas tintas e, se decidir fazê-lo, defende-se com o sempiterno argumento de que tem de pagar as dívidas à troika.
Já perdemos os empregos. Os salários. As casas. As poupanças.Os direitos. A mobilidade. A democracia.  Já nos roubaram a EDP e a  REN. Vão roubar-nos as Águas de Portugal. A TAP. A RTP. A Caixa Geral de Depósitos...Só nos falta, mesmo, é que se lembrem de nos tributar o passado.

O Balão de oxigénio


Não assisti à lavagem ao cérebro que os ministros do governo fizeram aos deputados da maioria durante dois dias mas, pelo que li, as nossas televisões participaram activamente na cerimónia, transmitindo os discursos de todos os intervenientes. Prova de subserviência da comunicação social lusa, ou apenas a confirmação da  sua incapacidade para pensar?  A resposta ficará para mais tarde. 
Por agora, a única certeza, é que tal como um casal desavindo que vai adiando o divórcio à espera que a tia rica morra, a coligação governativa- apesar de desavenças insanáveis- continua a querer passar a mensagem para a opinião pública, de que os cônjuges vivem em total harmonia. Só quando o pote estiver vazio e ambos puderem viver à larga, com os despojos sacados aos tugas, consumarão o divócio.
Bem, mas voltemos à sessão de exorcismo.Soube, a posteriori, que o primeiro-ministro conseguiu ofuscar a parábola da maratona do ministro das finanças, com apenas uma palavra: REFUNDAÇÃO!
Inicialmente, pensei que o propósito do PM tinha sido  mostrar a Gaspar quem mandava no governo e até teria proposto uma reunião com o ministro das finanças no domingo, para contabilizarem os números de caracteres que cada um ocupou nas páginas dos jornais e o tempo de antena reservado pelas rádios e televisões para as suas declarações. Fonte bem informada informou-me, porém, que na manhã de domingo Gaspar terá telefonado a PPC assumindo a derrota, pelo que a reunião não chegou a realizar-se.
Mais uma vez ficou demonstrado que as minhas capacidades para a análise política são diminutas pois fiquei a saber que foi  o significado da palavra “Refundação” a suscitar as mais acesas discussões.
Sendo assim- mesmo correndo o risco de vir a ser desmentido- atrevo-me a interpretar o PM e adiantar que o propósito de PPC foi, pura e simplesmente, dizer a Seguro que em virtude de não ter conseguido fazer a remodelação desejada, por falta de interessados, lhe tinha reservado um ou dois lugares no governo, com a condição de o PS o ajudar a rasgar a Constituição e o apoiar no golpe de estado que está a levar a cabo com a complacência de Cavaco Silva, mais preocupado em aprimorar as suas capacidades tecnológicas nas redes sociais, do que em cumprir o juramento que o obriga a defender a Constituição e os interesses do país.
Seguro fez-se desentendido, fingiu que não percebeu, mas ainda antes de o professor Marcelo o ter dito a Judite de Sousa, já ele sabia que aquela palavra proferida por PPC era o balão de oxigénio de que precisava para se poder assumir como alternativa.
O problema é que nem com balões de oxigénio Seguro convence os portugueses. Está tão impreparado para governar como PPC, não tem uma centelha de arrojo para empolgar os portugueses, mostrando-lhes que é muito diferente de PPC e, tal como o líder do PSD em 2011, também pensa que ainda é cedo para ir ao pote. Quando muito, aceita tratar dele se vier cair-lhe nos braços.
Não embandeirem  pois os socialistas em arco com o tiro no pé de PPC. Se querem chegar ao governo, têm de começar por arrumar a própria casa e escolher um novo líder. Ou, então, providenciar a Seguro doses generosas de Red Bull, para que finalmente levante voo. Só com balões de oxigénio, Seguro não vai lá!

A dúvida da semana

Os responsáveis do FMI começam agora a admitir que erraram na  receita aplicada a Portugal e que afinal a razão estava do lado dos cidadãos analfabetos que, desde o início, previram o desastre.
Será que aquela malta tirou os seus cursos na Lusófona?

domingo, 28 de outubro de 2012

Padre prevenido...




O velho padre, durante anos, tinha trabalhado fielmente com o povo africano, mas voltou a Lisboa, doente e moribundo.
No Hospital de Santa Maria, é a notícia da hora. Já nos últimos  suspiros, ele faz um sinal à enfermeira, que se aproxima.
 - Sim, Padre? diz a enfermeira.
- Eu queria ver dois proeminentes políticos antes de morrer: Cavaco Silva e Passos Coelho,sussurrou o padre.
 - Sim, Padre, verei o que posso fazer, respondeu a enfermeira.
Ela entra em contacto com a Assembleia da República e logo recebe a notícia: ambos também gostariam muito de visitar o padre moribundo.
A caminho do hospital, Cavaco diz a Passos Coelho:
- Eu não sei porque é que o velho padre nos quer ver, mas certamente que isso vai ajudar a melhorar a nossa imagem perante a Igreja e o povo, o que é sempre bom. 
Passos Coelho concordou, naturalmente.Era uma grande oportunidade para eles, em queda no nível de
popularidade, pelo que até foi enviado um comunicado oficial à imprensa sobre a visita. 
Quando chegaram ao quarto, com toda a imprensa presente, o velho padre pegou na mão de Cavaco Silva, com sua mão direita e na mão de Passos Coelho, com sua esquerda.
Houve um grande silêncio e notou-se um ar de pureza e serenidade no semblante do padre.
Passos Coelho, morto de curiosidade, pergunta:
 - Padre, porque é que fomos nós os escolhidos, entre tantas pessoas, para estar ao seu lado, no seu fim?
O Padre, lentamente, respondeu:
 - Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo.
 - Amém, diz Aníbal.
 - Amém, diz Passos.
 E o Padre concluiu:
 - Então... como Ele morreu entre dois ladrões, eu também quero morrer assim...

E o melhor do mundo é...


Mourinho surpreendeu muita gente ao afirmar, após o Barcelona-Real Madrid, que devia ser proibido dizer qual era o melhor jogador do mundo.
Concordo com o treinador português, mas só parcialmente, porque ele pôs apenas dois nomes no prato da balança: Ronaldo e Messi.
Ora, para mim, o melhor jogador do mundo da actualidade não é nenhum deles. É Radamel Falcão. Porquê? Porque ele tem uma influência determinante nas equipas por onde passa, marcando golos decisivos que valem pontos e troféus.
No FC do Porto foi fundamental na conquista da Taça UEFA e agora, no At . de Madrid - uma equipa que lutava para o meio da tabela- os seus golos têm valido tantos pontos, que o Atlético está no primeiro lugar da Liga Espanhola. Façam as contas e vejam quantos pontos já valeram os golos marcados esta época por Radamel Falcão - também ele lider dos melhores marcadores, à frente de Ronaldo e Messi.
O sal do futebol são os golos e Messi e Ronaldo marcam que se fartam, masos golos de  nenhum deles têm tanto peso no desempenho das equipas como os de Falcão.
Este homem é um fenómeno e, a breve prazo, terá a distinção que merece.

Le premier bonheur du jour

Com Degas.
Tenham um bom domingo.

Não se esqueçam...

Esta noite muda a hora... Há que acertar os relógios e aproveitar para dormir mais uma horita.

sábado, 27 de outubro de 2012

A cor do dinheiro


Vai ser inaugurado em 2013, em Lisboa, um museu muito peculiar: o Museu do Dinheiro
Parece muito pertinente, já que a maioria dos portugueses, no final do próximo ano não se deve nem lembrar da cor do dinheiro.
A propósito... lembram-se desta moeda?

Uma homenagem merecida


Este é um dos murais feitos por artistas portugueses que Merkel certamente apreciará quando visitar Lisboa, no dia 12 de Novembro. A patroa da Europa  não deixará de realçar o reconhecimento, por parte dos portugueses, da sua autoridade. 
Apenas me permito fazer um reparo. Portas e Coelho deveriam estar de calças na mão e de joelhos, em postura reverencial perante a patroa.
Adenda: o mural está nas Amoreiras 

Mudam-se os tempos...


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Regabofe é (7)

Inscrever no OE para 2013 78 milhões de euros destinados a estudos. Ou seja, para distribuir pelos amigos...

Gang do multibanco recorre para o TC


“ Relvas foi o aluno da Lusófona com mais créditos por experiência profissional" (título do “Público”).
Ao ler esta notícia, o gang do multibanco decidiu recorrer para o TC, alegando iniquidade de tratamento.
Não é justo que a Lusófona tenha recusado o pedido de licenciatura apresentado por diversos elementos do nosso gang .
Nós temos mais experiência do que o Relvas e, ao recusar a atribuição de créditos solicitados, a Universidade Lusófona prejudicou gravemente a nossa carreira profissional, a nossa vida social e, eventualmente, a nossa carreira política. Como toda a gente sabe, os crimes de colarinho branco nunca são punidos pelo que, ao ser-nos negada uma licenciatura que nos poderia permitir ascender na hierarquia do PSD, fomos ilegitimamente prejudicados, estando agora em prisão preventiva. Alguma vez Relvas colocou explosivos para rebentar caixas multibanco?Fazer arranjinhos com empresas angolanas, entregar a RTP a uns amigalhaços, cobrar imposto revolucionário laranja , ou colocar dinheiro em off shores para fugir aos impostos, é coisa de principiante que  todos nós sabemos fazer desde o início da carreira. Queremos justiça e reclamamos, por isso, que nos seja concedido não apenas a licenciatura, mas também o mestrado”- lê-se num excerto do requerimento apresentado pelos membros do gang do multibanco ao TC. 
O advogado de defesa do grupo disse por sua vez, em entrevista exclusiva ao CR, ser “uma injustiça que os meus clientes querem ver reparada , pelo que estamos dispostos a recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem para o conseguir”.


Quando o telefone toca

Só uma perguntinha, senhor primeiro ministro...


Muito boa tarde, senhor primeiro-ministro
Não lhe vou perguntar se estava a ser honesto quando afirmou, durante a campanha eleitoral, que já tinha feito estudos e estava em condições de garantir aos portugueses que não era necessário despedir ninguém, nem reduzir salários, nem cortar subsídios, para pagar a dívida e reduzi o défice. Para quem tivesse dúvidas, as medidas tomadas nestes 16 meses de governo respondem por si. Os portugueses ficaram a saber que têm um primeiro-ministro cujo conceito de honestidade pede meças a Al Capone. 
Também não o questiono sobre o seu estado de saúde, físico e mental, porque o senhor já disse publicamente que  está de boa saúde, dorme bem e de consciência tranquila o que, sendo preocupante quanto à noção que o senhor tem de consciência, evidencia também que ainda não percebeu que tem as mãos sujas de sangue, porque está a condenar milhares de portugueses a morrer de fome.
A minha pergunta é, por isso, muito simples:
Suponha que se encontra numa situação em que lhe é impossível cumprir uma dívida que contraiu a um banco. Pede ajuda aos seus amigos, mas eles recusam-lha. A única solução é pagar a dívida ou condenar as suas filhas a passar fome. O que faria?
Sabe o que me aterroriza, senhor primeiro ministro? É a sua resposta!
Aquele que condena alguém à fome para pagar uma dívida, mesmo sabendo que está a ser vítima de agiotagem, não é apenas idiota, é  criminoso!
O genocídio a que está a sujeitar os portugueses deveria ser julgado no Tribunal Penal Internacional, porque o senhor está a agir como Slobodan Milosevic. Sem usar armas de fogo, é certo, mas não é por isso que deixa de ser um criminoso.
Eu sei que nunca será julgado no TPI, mas talvez um dia destes alguém atingido pelo desespero e sem nada a perder, faça justiça pelas suas próprias mãos. É sempre uma hipótese que, embora remota, não deve descartar, senhor primeiro-ministro!

Não tenham ilusões

Nem que Relvas fosse apanhado a assaltar o Banco de Portugal, Passos Coelho o demitiria antes de fazer o "trabalhinho" que lhe foi encomendado.
Portanto,  apesar desta notícia, o casalinho laranja continuará a viver na mais perfeita harmonia

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O silogismo do C...

As premissas:
1-Um militar da GNR mandou o chefe para o c... e foi parar ao banco dos réus
2- O juiz absolveu-o, com o argumento de que mandar o chefe para o c... não é insulto

Conclusão
Passos Coelho é nosso chefe, por isso podemos mandá-lo para o c...

Adenda: as premissas são reais e ocorreram numa comarca de Trás os Montes ( salvo erro, Alijó) 

Há qualquer coisa que me escapa...

Francisco Louçã anunciou a saída do Parlamento. A sua voz vai fazer muita falta e apenas pergunto: porque não esperou pela discussão do OE 2013? Há aqui qualquer coisa que não bate certo...

E que tal um Nobel para a infâmia?

Numa época em que aumenta a pobreza na Europa, seria de esperar que os burrocratas da Comissão Europeia tentassem um acordo para reforçar o apoio a famílias carenciadas. Isso seria a decisão de qualquer comum mortal...mas não a forma de pensar daqueles cabeças de porco. Por isso decidiram que, a partir do próximo ano, o Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a carenciados desapareça, e as verbas da Acção Social Europeia sejam reduzidas dos 500 milhões anuais, para 375!
A isto podia chamar-se pensar com os pés mas, como aqueles cabeçudos não pensam, talvez seja melhor começar a pensar em atribuir-lhes o Nobel da Infâmia. 

O filho do meio


O filho do meio é uma espécie de recheio da sanduiche familiar. Não tem os privilégios do filho mais velho, nem as atenções do mais novo, mas é sempre alvo de comparações com ambos.
Na cena europeia, Portugal ocupa hoje esse indesejável lugar. Os pais europeus não lhe concedem os privilégios da Grécia, nem lhe prestam a mesma atenção que à Espanha. Apenas se limitam a fazer comparações, apontando defeitos e (algumas) virtudes que o diferenciam dos irmãos, realçando as primeiras e menorizando as segundas.
Como qualquer filho do meio, Portugal quer evidenciar-se, conquistar o apreço dos pais e distanciar-se das comparações com os irmãos, mas nem o facto de ser bom aluno concita grande atenção dos progenitores. Quando o filho meio chega a adulto torna-se, muitas vezes, o filho rebelde para marcar a diferença e atrair as atenções. Para o conseguir, no entanto, tem de ter cabeça e não deitar tudo a perder. Procurar bons amigos e boas companhias é essencial para obter o reconhecimento familiar. Desgraçadamente, Portugal anda em más companhias e não tem cabeça, por isso é  um caso perdido. O filho enjeitado que os pais apontarão, mais cedo ou mais tarde, como a ovelha tresmalhada, cujo exemplo não deve ser seguido no seio familiar. 
É entre os filhos do meio que há mais psicopatas, frustrados e casos de suicídio. Portugal está quase a suicidar-se, porque anda em más companhias, não teve bons mestres e não conseguiu ser bom aluno. 

Muito obrigado!

A todos os leitores que me enviaram os parabéns através do blog, do FB, por e-mail, ou por telefone.
A partir de determinada idade, receber os parabéns soa algo estranho. Tanto, como pensar que há 27 anos, quando a minha idade se escrevia com os mesmos números da actual, mas em ordem inversa, comemorei o meu aniversário com um jantar de despedida, pois no dia seguinte partia para a ex- Jugoslávia.
Como eu gostava poder ter celebrado da mesma forma este aniversário!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vão brincar ao pau com os ursos!

Ainda ontem  dava Pedro Mota Soares como "desaparecido", mas afinal andava em silêncio a preparar mais uma filha da putice!
O CDS é contra a austeridade, mas os seus ministros também não hesitam em aplicá-la e logo aos mais desfavorecidos.

A culpa não é de Relvas

Qual é o espanto?

Pedro Santos Guerreiro escreve hoje sobre um concurso feito à medida por João Duque
Sinceramente, não percebo a razão de tanto espanto. No Estado existe a tradição secular de concursos feitos à medida para nomear chefias ou mesmo para progressão na carreira.
Conheço, por exemplo, o caso de um director geral que anulou três concursos para um determinado lugar, até que uma sua familiar estivesse em condições de concorrer. Adivinhem quem ganhou o concurso...
Em  "Memórias de Nova Iorque e outros Ensaios", o professor João Lobo Antunes conta que se demitiu de um júri de concurso, quando percebeu que o aviso de abertura tinha sido feito à medida de determinado candidato.
As histórias sobre concursos feitos à medida é infindável e, cada vez que se alteram os critérios com o objectivo de os tornar mais transparentes, apenas se está a tentar enganar as pessoas.

Hoje acordei assim...

Sem saber a razão porque se celebra um aniversário, se cada ano a mais, significa que falta menos tempo  para chegar ao fim...

Aprender com a Galiza

A crise em Espanha tem desgastado o governo de Rajoy. As manifestações são quase diárias e os espanhóis não se cansam de protestar contra as medidas de austeridade
Ontem, o PP perdeu mais de 150 mil votos nas eleições na Galiza mas, mesmo assim, aumentou o número de deputados no parlamento regional. Estranho? Sim, para quem não souber que o PSOE está de tal modo desacreditado que não conseguiu atrair os votos do descontentamento.
Eu sei que o PP é o habitual vencedor  na Galiza, mas espero que o PS olhe para aqueles resultados e perceba o que tem de fazer para recuperar a confiança do eleitorado.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Burros ou masoquistas?

Desiluda-se quem acredita que os tugas aprendem com a crise e a austeridade. Vejam só quem eles querem para presidente!
Afinal, parece que Passos Coelho e Gaspar têm razão. Podem esmifrar-nos até ao osso, porque o tuga, se não é burro, é masoquista e gosta de sofrer.

O mundo ao contrário...

Sempre ouvi dizer que os sismos não são previsíveis, mas a pena aplicada pelo tribunal de Aquila aos cientistas parece confirmar que afinal fui enganado durante toda a vida.
Por outro lado, sempre ouvi dizer que políticos que erram previsões em prejuízo do seu país deviam ser demitidos e, quanto àqueles que deliberadamente matam ou condenam à fome os seus cidadãos, em defesa de interesses estrangeiros, devem ser julgados por traição.
Atendendo a que Pedro Passos Coelho, Gaspar e o cúmplice Portas, continuam no governo, enganando os portugueses e condenando-os à miséria, só posso concluir que fui educado ( em casa e na escola) com base em valores profundamente errados. Sendo assim, que sejam condenados os educadores que inculcaram em mim uma noção perversa de justiça e eu fique isento de pagar impostos, pois nada devo ao meu país.

Administradoras por decreto



Aprendi na minha experiência ( felizmente curta…) em Bruxelas, que a acção dos eurocratas  faz dos nossos burocratas meninos de coro. Em Bruxelas legisla-se porque é preciso fazer alguma coisa para justificar os principescos ordenados. Pouco importa que a fúria legífera dos eurocratas esteja desfasada da realidade. O importante é obrigar os Estados membros a transpor directivas comunitárias, dando a sensação que a União Europeia está preocupada com o bem estar dos 600 milhões de europeus que vivem no espaço comunitário.
Hoje, a Comissão Europeia vai apresentar uma proposta de directiva para obrigar as maiores empresas da União a ter, pelo menos, 40% de mulheres entre os membros não executivos dos seus conselhos de administração.
Ambiciosa, a CE inclui na proposta a obrigatoriedade de aquela percentagem ser também atingida em todas as empresas  públicas até 2018 e, nas cotadas em bolsa, até 2020!
A ideia, claro está, saiu da cabeça da comissária europeia para a justiça e cidadania, Viviane Reding, que já foi comissária para a defesa do consumidor e da saúde, com os resultados desastrosos que se conhecem.
A justiceira europeia propõe, ainda, que as empresas que não respeitem a directiva deverão ser alvo de sanções  que vão desde a simples multa, à proibição de se apresentarem a concursos públicos, ou de receber subsídios europeus.
Embora a proposta deva ser aprovada em plenário de comissários, é pouco provável que obtenha o consenso da maioria dos estados-membros que, liderados pelo Reino Unido, já se movimentam para refrear os ânimos de Viviane Reding.
Intervir por decreto na administração das empresas já é uma proposta descabelada, mas atinge os laivos do ridículo quando se constata que os gabinetes das comissárias femininas são aqueles que têm menor percentagem de mulheres!
A proposta é um atentado ao bom senso. Obrigar empresas a nomear administradoras por decreto é uma ingerência inqualificável e, eventualmente, um desperdício que pode representar elevados custos para as empresas.
Está por provar que a percentagem de mulheres nos conselhos de administração  estabelecida por decreto (ainda que sem poderes executivos) seja uma mais valia. A minha experiência profissional revela, por outro lado, que ao longo da vida encontrei em cargos de chefia mulheres que  demonstram muito maior insensibilidade do que os homens, quando se trata de mandar trabalhadores para o desemprego. Estão normalmente dispostas a fazer o papel de algozes e, curiosamente, sempre que as vi colocadas no dilema de terem de despedir um homem, ou uma mulher, a maioria das vezes a espada do despedimento recaiu sobre... mulheres!
Já houve tempos em que acreditei ser possível um mundo melhor, se as mulheres assumissem as rédeas do poder. Ao longo da vida, fui percebendo que isso não passa de um mito. Viviane Reding apenas veio confirmar com esta proposta descabelada ( que ela própria não cumpre no seu gabinete de comissária europeia da Justiça)  que  na Comissão Europeia se continua a discutir  o acessório, em vez do essencial e se legisla para a plateia, mas não para a eficácia.

Desaparecidos

Pedro Mota Soares entrou para o governo de Vespa e parecia candidato a estrela do CDS mas, depois do entusiasmado apoio à TSU, escafedeu-se.
Estranho que um tipo troque uma Vespa por um Audi e  refreie a velocidade, mas a política tem destes mistérios e quem não tem unhas não toca guitarra. Não me surpreenderá se for um dos sacrificados na remodelação que se anuncia. Sairá ( de Vespa) pela porta das traseiras  depois de ter recebido aplausos entusiásticos. É a vida!

Importa-se de repetir?

" Prefiro uma dona de casa a governar o país"  (Medina Carreira na TVI 24)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Era uma vez um bom candidato

As eleições autárquicas 2013 começam a aquecer os motores.
Há um ano, Luís Filipe Menezes tinha quase certa a sua eleição para a Câmara Municipal do Porto mas, para ter o apoio do PSD, viu-se obrigado a abanar repetidamente as orelhas, aplaudindo entusiasticamente todas as medidas do governo.
Relvas fez questão de ir a Gaia dar o seu beneplácito à candidatura de Meneses e o edil de Gaia cometeu o erro de o receber de braços abertos. Se nessa altura a sua vitória já era periclitante, aparecer ao lado de Relvas retirou-lhe credibilidade. Os portuenses não costumam perdoar estas coisas e o CDS apressou-se a dar mais uma machadada nas pretensões de Meneses, recusando apoiar a sua candidatura.
Não é certo que se concretize, mas há cada vez mais vozes entre os democratas cristãos a defender a candidatura de Rui Moreira, um homem que tem vindo a ganhar peso e credibilidade, mesmo entre os laranjas. 
Luís Filipe Meneses dificilmente será o novo presidente da câmara do Porto, salvo se o CDS Porto for obrigado a fazer uma pirueta e acatar ordens de Portas mas, mesmo assim, a eleição de Meneses não está assegurada. A última palavra pertence aos eleitores portuenses, normalmente avessos a apoiar candidatos muito alinhados com Lisboa e com um governo que ostensivamente ataca interesses da cidade. Rui Rio poderá finalmente suspirar de alívio.

Em defesa de Pedro Passos Coelho



Não se espantem por este post fazer a defesa de Pedro Passos Coelho. Até os traidores à Pátria têm direito à sua defesa, antes de serem defenestrados como Miguel de Vasconcelos e, não havendo neste país um único cidadão a sair em sua defesa ( não pensem que Gaspar, na hora do aperto, defenda alguém a não ser António Borges) eu cumpro esse dever.
A minha defesa de PPC assenta em dois factos noticiados na semana passada.
O primeiro ocorreu em Bucareste. PPC leu um discurso em inglês e, no período de perguntas e respostas, respondeu a uma pergunta contradizendo aquilo que lera no discurso uns minutos antes.
Ora este facto demonstra que PPC não percebeu o discurso que estava a ler e, muito provavelmente, não saberá inglês, tendo respondido à pergunta que lhe foi colocada com a ajuda de um auricular, através do qual foi recebendo a resposta de um assessor.
Ora, assim sendo, percebe-se que no dia seguinte em Bruxelas não tenha acompanhado as críticas de Espanha e Grécia às medidas de austeridade. Passou ali dois dias, encerrado numa sala, sem perceber patavina do que se estava a passar, logo não podia acompanhar os protestos dos nossos parceiros de desgraça. Em função da sua ignorância, PPC deve ser demitido mas não condenado à morte. Deverá, apenas,ser obrigado a frequentar um curso de inglês intensivo antes de ser deportado para a Coreia do Norte.
Outro argumento em defesa de PPC está relacionado com um episódio ocorrido no último sábado. Em frente a um batalhão de jornalistas, esclareceu que a notícia do “Expresso” sobre as escutas, não tinha qualquer aderência à realidade.
Daqui se infirma que PPC também não sabe falar português o que, de acordo com o texto constitucional, torna a sua eleição nula, por não cumprir os requisitos que um candidato deve preencher.
A ignorância da língua portuguesa deve ser, pois, punida com a simples pena de demissão. Reconheço, no entanto, que tal como  com a licenciatura de Relvas, há uma agravante: PPC mentiu ao país sobre as suas habilitações. Assim, concedo que o Tribunal determine a obrigatoriedade de PPC recolher aos calabouços da PJ, onde será acompanhado por um ex-PIDE condecorado por Cavaco, até ao dia em que aprenda a falar inglês e possa ser deportado. Para a Coreia do Norte.

Prova de que o governo está no bom caminho...

... e a tomar medidas acertadas. O Álvaro revolucionou o Código de Trabalho, facilitou e embarateceu os despedimentos, diminuiu o subsídio de desemprego, cortou quatro feriados ( ainda deve haver mais medidas, mas agora não me lembro) tudo para animar o emprego. Em final de 2010 tínhamos 10,4% de emprego e vamos terminar 2012 acima dos 16.
Que mais argumentos será necessário invocar para dizer que o crescimento económico é uma quimera e o OE 2013 vai ser um desastre?

A privação purifica



Acredito, cada vez mais, que Vítor Gaspar pertence a uma daquelas seitas religiosas de fanáticos, cujos fundadores apregoam as virtudes da pobreza, mas vivem uma vida faustosa, graças aos óbulos dos fiéis.
A minha convicção aumenta quando olho para o passado profissional do ministro das finanças. Trabalhou em duas instituições de fanáticos como o Banco de Portugal e o BCE e agora está em Portugal a fazer um tirocínio para chefe de seita. As privações a que está a sujeitar os portugueses pretendem demonstrar ao seu controlador Schäuble (o ministro alemão das finanças já deveria estar morto se quem o tentou assassinar, em 1990, não tivesse desgraçadamente falhado o tiro, permitindo-lhe continuar a viver agarrado a uma cadeira de rodas) que está pronto para assumir o lugar de chefe de seita num qualquer protectorado da senhora Merkel.
Vítor Gaspar esqueceu-se, porém- o que demonstra que não será tão bom aluno e competente como se auto proclama- que as privações apenas  são purificadoras quando são temporárias e as almas que se sujeitam à privação sabem que, findo o período determinado, voltarão à sua vida normal.
Ora, como já foi sobejamente assumido por ele próprio e pelo seu sacristão, Pedro Passos Coelho, não há qualquer garantia de que os portugueses possam voltar à sua vida normal nas próximas décadas e isso consubstancia um tempo de privações tão prolongado, que muitos certamente irão sucumbir pelo caminho. Uma certeza, porém, tem Gaspar. Findo o período da colecta dos impostos aos portugueses, que ajoelhado  os irá depositar nos cofres de Schäuble, será generosamente compensado pelo chefe alemão e até talvez consiga um lugar de porteiro para o seu sacristão Coelho.

O novo hino do CDS

Leio no "Expresso" que o novo hino do CDS é uma canção de Ney Matogrosso: Homem com H 
A explicação da escolha está  neste verso:
" Se fugir o bicho pega/ se ficar o bicho come"

domingo, 21 de outubro de 2012

Que tal um pouco de vaselina?


"Luís Montenegro assumiu que à necessidade de olear permanentemente a relação entre os partidos que compõem a coligação governativa." ( o à  a negro é meu, porque é sempre bom sabermos como estão a ser formados os jornalistas hoje em dia).
Face a esta declaração de  Luís Montenegro, sugiro ao líder parlamentar do PSD  um  lubrificante  muito apropriado às circunstâncias.

Um mundo melhor é possível


Creio ter-vos dito, na altura própria, que o discurso de José Mujica, presidente do Uruguay, durante a Cimeira Rio+ 20, foi um dos que mais me impressionou  pelo realismo do seu conteúdo. 
Só há dias o encontrei no You tube e não poderia deixar de o partilhar convosco. Porque o que Mujica diz, é o que ele faz. Não tem seguranças, não usa carros oficiais e desloca-se entre sua casa e o palácio presidencial no seu velho carro particular, ou de transportes públicos.
Obviamente,  a sala estava quase vazia quando Mujica discursou e os aplausos foram esparsos e esforçados. Raros são aqueles que gostam de ouvir dizer  as verdades. Mas, asseguro-vos, vale a pena ouvir estes 10 minutos onde se demonstra, de forma iniludível, uma das razões de termos chegado a este estado caótico. Todos somos culpados...

Bomba relógio

Cavaco Silva jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição. Começou por violar o juramento ao derrubar o governo Sócrates. Continuou a violá-la, aprovando o OE 2012, que o TC viria a considerar ferido de inconstitucionalidades. 
Acossado pela revolta popular, refugia-se num pátio cercado pela polícia, para comemorar o 5 de Outubro. Entrementes, debita umas frases contra a iniquidade, vai ao FB reclamara contra a austeridade excessiva, mas depois remete-se ao silêncio e assina de cruz qualquer documento que PPC lhe ponha debaixo do nariz.Em Dezembro voltará a cometer perjúrio, aprovando o OE 2013.
A bomba relógio está prestes a explodir. Cavaco sabe-o, mas continua feito barata tonta, impotente para evitar a explosão. Temo que, no momento de decidir, se engane no número e , em vez de chamar a brigada de minas e armadilhas, chame a polícia ( um governo de iniciativa presidencial).
Como é óbvio, a polícia não será capaz de evitar a deflagração.

Le premier bonheur du jour

Memórias das heranças que deixámos ao mundo.
Tenham um bom domingo

sábado, 20 de outubro de 2012

Regabofe é (6)

Pedir sacrifícios aos portugueses e continuar a nomear arrastadeiras para os gabinetes  
E nem sequer se pode dizer que à dúzia é mais barato...

Ler nas entrelinhas

Recorrendo à lengalenga habitual para justificar a aprovação do OE , Paulo Portas apenas disse:
Reconheço que sou um cobarde, o CDS sofreria uma derrota estrondosa se houvesse eleições, tenho que salvar o meu emprego e a minha pele, porque não quero problemas com submarinos
Estejam, porém, descansados porque daqui a uns meses, quando isto der buraco e o governo cair ou for demitido, eu poderei dizer que tinha avisado, mas votei a favor do OE para não criar uma crise política.
Pensavam que eu tinha deixado de ser sacaninha, era? Aprendi muito no "Independente", ninguém me apanha com as calças na mão...

As mulheres e as leis


Há dias um espanhol, cujo nome não fixei, afirmou, quiçá numa tentativa de obter protagonismo, que “as leis são como as mulheres. Nasceram para ser violadas.”
A frase, tão sabuja, não merece sequer réplica, mas levou-me a uma outra comparação entre as mulheres e as leis. Ambas nasceram para ser respeitadas, mas nem a umas nem a outras se pode confiar exclusivamente o papel de defesa da economia e disciplina doméstica.
Como este exemplo confirma...

Por outras palavras*

Morreu um mago das palavras. Além de tudo o que escrevi aqui, Manuel António Pina era um apaixonado pelo Porto, um cidadão a tempo inteiro e... apaixonado por gatos!
* Por Outras palavras é o título do livro onde estão reunidas grande parte das suas crónicas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A vírgula


Com o cinismo que lhe é peculiar, PPC disse  aos jornalistas, em Bucareste, que o OE poderia ser alterado no Parlamento. O governo não é tão intransigente que diga que não se pode mudar uma vírgula no OE ( cito de cor).
Lembrei-me logo deste video da Associação Brasileira de Imprensa quando comemorou o 100º aniversário.
Se não quiserem ver o video, leiam aqui:

A vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando
para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


 .

Todos não...

Defesa do consumidor

Andou a UE durante anos a fazer leis para defender os consumidores ( algumas delas tão idiotas como as mentes de quem as produziu); andaram os países a gastar fortunas em campanhas de educação alimentar; investiram os governos em campanhas de informação/formação do consumidor; correram os fiscais a espiolhar embalagens em mercearias de bairro e supermercados para, numa penada, se chegar à conclusão que a violação das leis, impostas pela UE, pode ser vantajosa para os consumidores.  

Quantos cifrões nos irá custar a Liberdade?




Para além de Gaspar e Coelho, ninguém apoia o OE 2013, mas isso não quer dizer que na esmagadora maioria que o critica haja consenso. Muitos, à direita e no PS, continuam a defender que este governo tem legitimidade para governar, uma crise política seria devastadora e a credibilidade externa de Gaspar é fundamental para o país vencer a crise. 
Sempre que me falam da credibilidade externa de um homem que traiu o país e condenou o seu povo à fome e à miséria, não posso deixar de me lembrar que foi com pretextos similares que o ministro das finanças António de Oliveira Salazar chegou a presidente do conselho e mergulhou o país numa ditadura de 40 anos.
 Apetece-me perguntar quantos cifrões nos custará a Liberdade mas não vale a pena, porque os emissários do governo que vão às televisões disfarçados de comentadores, continuam a intoxicar a opinião pública com o fantasma de uma crise política, surdos perante as manifestações de rua e até – pasme-se!- as afirmações do insuspeito Adriano Moreira que, sem rodriguinhos, defende que este governo já perdeu a legitimidade para governar.
Aqueles que continuam a propagar a ideia de que uma crise política seria avassaladora esquecem, também, outros sinais fundamentais indiciadores de que a democracia foi suspensa neste país. Aqui vão alguns exemplos:
- Vítor Gaspar humilhou o PR, desdenhando as suas declarações no FB;
- PPC humilhou Paulo Portas rindo a bandeira despregadas, quando Honório Novo exibiu a carta escrita pelo líder do CDS aos militantes, recusando o aumento de impostos;
- Um grupo de deputados travestidos de homens e mulheres, vende a sua consciência aprovando um OE com que nem eles concordam, porque não querem colocar os seus lugares em risco;
- Um malabarista, ocupando um lugar de ministro, dá-se ao luxo de ir à AR dizer que o OE tem de ser aprovado, custe o que custar, porque não há lugares para países imaginários, nem estados de alma;
- Ontem em Bruxelas, durante a Cimeira Europeia, os primeiros ministros espanhol e grego alertaram os seus parceiros para os problemas sociais da austeridade, mas Pedro Passos Coelho entrou mudo e saiu calado.
Poderia enunciar muitos outros episódios que demonstram, à saciedade, que este governo governa contra os portugueses, mas estes são suficientes para defender que este governo já devia ter sido demitido.
 Entrincheirado entre a marquise da Rua do Possolo e as paredes  do Palácio de Belém, Cavaco deixou-se fazer refém por  Coelho e Gaspar e acabou por se tornar cúmplice da crise. 
Não sei com quantos cifrões iremos pagar a perda da liberdade, mas sei que muitas vidas irão ser ceifadas pela política criminosa da dupla Gaspar/Coelho e seus cúmplices que desencadearam uma revolução sem armas contra os portugueses.
Perante este panorama, até as palavras tresloucadas de Otelo Saraiva de Carvalho, apelando à contra revolução, parecem fazer algum sentido.

Mais uma divergência na coligação? (3)

Depois da encenação desta comédia dramática, cabe agora aos deputados do PSD e do CDS cumprirem o seu papel mas, uma vez mais, há divergências na coligação. Os deputados do PSD querem apresentar um espectáculo de marionettes  e os do CDS  preferem os fantoches.

Há sempre uma primeira vez...

Estamos sempre a aprender.Nunca tinha visto ninguém pagar a factura de uma festa, com um serviço de  funeral. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Somos governados por traidores

Depois de ter ouvido as palavras de Pedro Passos Coelho em Bucareste, no palácio que outrora foi de Ceausescu, tenho cada vez menos dúvidas sobre as intenções deste governo. O mínimo que devemos exigir é que Coelho e Gaspar sejam julgados por traição à Pátria.

Estados de alma.

Ele diz que não há espaço para estados de alma, mas há espaço para vigaristas continuarem no governo

Tenham medo. Muito medo!

Enquanto por cá um patrão faz esta proposta obscena...

Na Grécia instala-se o terror...

E os líderes europeus continuam distraídos, a fingir que continuamos a viver em democracia, porque há eleições. No Iraque de Sadam, na Síria de Assad, ou no Irão de Ahmadinejad também há...
Já falta pouco para o passo seguinte...

Quem disse?

“Quis ser uma deusa do sexo, quis ser aquela personagem. Quis tudo. Voei, mas nunca aterrei onde queria. A minha celebridade terminou quando começava a acreditar nela.”

Esta história não acaba aqui...



Adoro teatro, por isso fui seguindo com redobrado interesse esta comédia dramática  interpretada por um actor secundário que sempre sonhou ser actor principal, mas foi tramado pelo director da companhia. 
Nesta peça de teatro de bairro, em que amadores tentam fazer crer ao público que são profissionais, o actor secundário fingiu-se de morto durante três dias e ressuscitou como se nada se tivesse passado. Durante a hibernação terá feito contas de cabeça, obtido a promessa de umas mi(ga)lhas do compère que se faz passar por actor principal, ouvido os comentários dos espectadores e, finalmente, lá ressuscitou para dizer “porreiro, pá” este OE até não é mau de todo e com uns retoquezinhos na maquilhagem eu convenço-os que isto é porreiro.  Se houver alguns apupos serão  abafados pelos meus amigos que coloquei  na primeira fila, sob os holofotes das câmaras de televisão. 
Depois saio de cena, deixo o compère a falar sozinho com o director, vou até à Coreia e Japão acumulhar mais umas milhas, no regresso organizo alguns espetáculos de Natal tendo como argumento a importância da caridade para acudir aos mais desfavorecidos e  em 2013 logo se vê. Talvez o agente Aníbal dissolva a companhia por falta de verbas, ou venha o Tribunal confiscar os bens, por conduta imprópria, e eu tenha de voltar ao teatro de circo, encenado em feiras e mercados, mas ninguém me vai acusar de ter abandonado o país.
  Paulo Portas não leu o argumento todo. Esta história não acaba aqui. O último capítulo- escrito pelos espectadores- é o mais emocionante e a peça não tem um final feliz. Poderá mesmo ser trágico, se os espectadores abandonarem a sua habitual postura de mansos e decidirem reescrever o argumento, com base noutros episódios da nossa História recente.

Caderneta de cromos (40)

Berta Cabral perdeu a varinha de condão?



Na campanha para as legislativas de 2011, Berta Cabral percorreu os Açores agarrada a Pedro Passos Coelho, com muitos beijinhos e promessas de amor eterno. O enlevo era tal, que a candidata do PSD aos Açores não hesitou em afirmar que “ Pedro Passos Coelho é o líder de que o país precisa e os Açores merecem”.
Bastou um ano para a líder açoriana dos laranjas mudar radicalmente de opinião e, numa entrevista durante a campanha, perguntou indignada ao jornalista:
“O senhor acha que os açorianos me confundem com o dr. Passos Coelho? Eu tenho um passado, não nasci ontem  para a política”…
A derrota de Berta Cabral, no último domingo, também passou por aí. Os açorianos perceberam que estavam diante de uma oportunista que, a dois dias das eleições, em desespero, chamou Marcelo e Marques Mendes aos Açores para poder andar com eles de braço dado e os poder exibir como troféus, ao mesmo tempo que se demarcava estrategicamente de Passos Coelho.
Berta Cabral ainda jogou uma última cartada. Disse aos açorianos que, no caso de ser eleita, os deputados do PSD- Açores votariam contra o OE 2013 e que devolveria o IRS aos açorianos mais desfavorecidos.
Nunca saberemos se Berta Cabral cumpriria a sua promessa, mas não faltam muitos dias para sabermos o sentido de voto dos deputados do PSD Açores no OE 2013. No dia seguinte, o melhor que Berta Cabral terá a fazer é demitir-se. O problema é que, neste momento, ninguém no PSD açoriano estará disposto a ficar ligado ao nome de PPC, porque isso representa matar a sua carreira política. 

Desculpem se me enganei...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Governo cortou feriados, mas cria Dias Nacionais de...


Ontem celebrou-se o Dia Mundial da Alimentação e ficámos a conhecer esta história muito nobre.
Hoje assinalou-se o Dia Mundial  para Erradicação da Pobreza e ficámos a saber que a pobreza em Portugal está próxima de atingir os 30% e em Lisboa atingiu estes números astronómicos.
No próximo ano o governo  propõe-se assinalar o Dia Nacional da Subnutrição, e o Dia Nacional para a Erradicação da Classe Média, para agradar ao Gaspar. 

Borges ganhou Euromilhões

António Borges afirma que temos a enorme sorte de contar com Vítor Gaspar.
Sugiro que o governo lhe confisque desde já os 20% previstos no OE 2013 para os apostadores que ganhem um prémio superior a 5 mil euros. Ou então, que envie à Goldman Sachs à cobrança.

O Nobel e o humor britânico



Nigel Farage, eurodeputado inglês, confessa ter começado às gargalhadas assim que soube que o Nobel tinha sido atribuído à UE: 
"É uma anedota gigante. A UE ajudou a criar pobreza e desemprego que afectam milhões de pessoas e que está a agravar os problemas de violência no Sul da Europa e a aumentar o sentimento de antipatia nos países do Norte em relação aos resgates financeiros." 
Para eurodeputado inglês, esta decisão é um sinal de descrédito do Prémio Nobel da Paz e do Comité que o atribuiu.

Tocam sinos a rebate



 Paulo Portas cancelou  hoje uma viagem a Bucareste, onde se deslocou Passos Coelho.  No espaço de três semanas, é a segunda vez que o ministro dos negócios estrangeiros cancela uma viagem. Não é só uma demonstração da crise no governo, é também a prova de que muitas das viagens dos nossos governantes são gorduras de Estado onde é possível cortar. 
A propósito: era preciso uma comitiva portuguesa daquelas dimensões para ir ver o Moedas tocar o sino na Bolsa de Nova Iorque? 

Jogos de bastidores

 Se o que se lê na capa do “i”, for verdade, significa que Pedro Passos Coelho tentou dar o entalo final a Paulo Portas, responsabilizando-o por um segundo resgate.
No entanto, a capa de “o Público” mostra que, se quiser, Paulo Portas se pode safar de mais esta.

Com efeito, as previsões do FMI apontam para uma queda do PIB em 2013, entre 2,8 e 5,3 por cento, quando Vítor Gaspar prevê 1 por cento.
Estas previsões do FMI não demonstram apenas que o nosso ministro das finanças, a quem andámos a pagar a educação, é um péssimo profissional. São a prova de que o segundo resgate já aí vem, é apenas uma questão de meses. 
Assim, Paulo Portas pode contra argumentar, dizendo que o segundo resgate é inevitável, que o sofrimento imposto aos portugueses com o OE é inútil e revela a incompetência do ministro das finanças. 
Por outro lado, aqueles que tecem fortes críticas ao OE 2013, mas dizem que a queda do governo seria uma desgraça para o país, perdem também um sustentáculo para a sua posição.Pretender que o governo se mantenha ligado à máquina por mais uns meses, é apenas prolongar os sacrifícios dos portugueses e, pior ainda, atirá-los para um situação de pobreza, de que muitos nunca mais sairão porque, perdido o emprego, ficarão irremediavelmente condenados. 
A desgraça para o país está aí e começou no dia em que o PSD e o CDS, aliados à esquerda, chumbaram o PEC IV.
 Dentro de um mês, ou pouco mais - quando a Espanha pedir o resgate- os portugueses vão ficar a perceber que a razão estava do meu lado quando defendi que este pedido de resgate poderia ter sido evitado, se a direita não estivesse com tanta sede de ir ao pote. Sócrates, Merkel, Barroso, o BCE e provavelmente até o FMI, também sabiam disso e foi por essa razão que Merkel se enfureceu com Passos Coelho, quando o governo de Sócrates foi derrubado.

Para esta gente há sempre emprego

Para este tipo de professores e gente da sua igualha, nunca faltarão colocações. No âmago da sua arrogância, Nuno Crato e Vítor Gaspar não deixarão de aplaudir a decisão desta energúmena

Reagir ou morrer

Com o OE 2013 o governo coloca os portugueses diante de um pelotão de fuzilamento. Ou reagimos, ou morremos, não há terceira via.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

PSD já prepara campanha eleitoral de 2015

O PSD, consciente das dificuldades que irá enfrentar em 2015, já está a preparar o argumentário eleitoral.
O CR soube, de fonte segura, que Jorge Moreira da Silva e Miguel Relvas se vão reunir este fds, com o seu staff, para discutir o argumento número 1 da cartilha laranja:
" Durante este primeiro mandato, quisemos mostrar aos portugueses como se vive em regimes totalitários, como a Albânia, ou a Coreia do Norte, tão do agrado dos comunistas e do Bloco de Esquerda, mas a partir de 2015, se o PSD conseguir a maioria absoluta, vamos mostrar a todos os portugueses como se vive nos Estados Unidos ou no Canadá. Vota PSD"

Sim, Pedro, você é corrupto!

Bem pode vir dizer-me que é honesto, Pedro Passos Coelho, mas eu não acredito.
Admito que nunca tenha roubado o Estado; que nunca tenha obtido favores do Estado; que nunca tenha feito pressões para obter favores do Estado.
A verdade, porém, é que tentou, como José António Cerejo já demonstrou à saciedade nas páginas de "o Público".
Tal como o ladrão não é apenas aquele que rouba, mas o que o tenta fazer, também você tentou obter favorecimentos do Estado, geriu uma empresa que se alimentou com dinheiro dos contribuintes e faliu logo que deixou de ter acesso às verbas do Estado.
Você, Pedro, que tanto critica quem vive à conta do Estado, também tentou dar o golpe do baú. Não foi integralmente bem sucedido, mas conseguiu uma boa fatia de mordomias.
À luz da lei, poderá a sua conduta não ser enquadrada como crime, mas a "vox populi" não tem dúvidas em classificá-lo como corrupto(r) moral.

Merkel será bem recebida

Manifestei aqui há dias o meu desejo de que a senhora Merkel seja recebida em Portugal, como merece. Não esperava é que "esse perigoso esquerdista", Silva Lopes, estivesse disposto a dar-lhe as boas vindas...

Paulo Portas:os dias do fim


O CDS não irá votar contra o OE 2013. Portas engole mais uma travessa de sapos, invoca o patriotismo e o interesse nacional, faz mais umas piruetas e segue em frente, pensando que está a salvar o CDS do naufrágio. 
Bastaria a PP olhar com atenção para os resultados eleitorais nos Açores, para perceber que o CDS  pode estar em vias de extinção. Os portugueses já perceberam que os centristas, embora demonstrem mais sensibilidade social do que o PSD, são apenas um apêndice deste governo para lhe prolongar a agonia. Qual a razão para votar num partido que não serve para nada?
Portas poderá ser tentado a abandonar a coligação, garantindo apoio parlamentar a Passos Coelho e Vítor Gaspar ( não digo PSD, porque neste momento o grupo parlamentar laranja é  apenas um clube de fãs do pote, incapaz de agir com consciência própria, obnubilados que estão os seus membros pela bandeira laranja) mas isso apenas contribuirá para prolongar o sofrimento dos portugueses e em nada mudará o seu sentido de voto, nem o castigo ao comportamento do CDS.
Paulo Portas está, neste momento, na mais terrível encruzilhada da sua carreira política. Constantemente humilhado por Gaspar e Coelho, reage com submissão ao enxovalho. A sua carreira política está a aproximar-se do fim. Cinicamente, foi o seu parceiro de coligação a passar-lhe a certidão de óbito. Ficará na História como um parênteses inútil. O seu bisavô Sacadura, pedigree da família pelos seus feitos, não se orgulhará dele, certamente. Um herói nacional nunca rejubilará por ter um descendente cobarde, que apenas lutou para salvar a sua pele.


A figura da semana



Foi Vasco Cordeiro quem ganhou as eleições nos Açores mas, a grande figura que emerge das eleições regionais, é Carlos César.
Durante 16 anos à frente do governo regional, Carlos César teve um comportamento raro entre os políticos portugueses. Governou bem e em democracia, comportou-se de forma irrepreensível quando Cavaco-  empenhado em varrer o PS do panorama político nacional- interrompeu umas férias para o atacar. Mostrou não estar agarrado ao poder e saiu quando teve a certeza que tinha um sucessor  que garantia a continuidade da sua estratégia para as ilhas serenas, como Fernanda Câncio as apelidou numa bela crónica publicada no DN . Foi uma demonstração inequívoca de respeito pelas regras da democracia.
Não entendo a vitória de Vasco Cordeiro como uma vitória de Seguro e era bom que o PS percebesse isso. Vasco Cordeiro ganhou, apesar de Seguro. Ganhou, porque os açorianos confiaram que a sucessão de Carlos César estava assegurada: o PS teve quase mais 8 mil votos do que em 2008 ( tal como o PSD)
Ao fim de 16 anos, o ex-lider açoriano sai com um capital de simpatia que o pode catapultar para outros voos. Vale a pena estar atento ao percurso de Carlos César. Ele abandonou a liderança do governo regional dos Açores, mas não desistiu da política.

Nada de stresses!

Para quê entrar em stress já, se dentro de seis meses vamos estar muito pior do que hoje?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Novas divergências na coligação (2)

Paulo Portas quer que o governo  assegure aos portugueses  um nível de vida equivalente ao da Albânia. Pedro Passos Coelho e Gaspar consideram essa pretensão um exagero e prometem que os portugueses atingirão, em 2015, um nível de vida apenas um pouco abaixo da Coreia do Norte.

Ao qu'isto chegou

O país sai à rua a protestar contra o governo e o genocídio da dupla Coelho/Gaspar, com a conivência de Portas;
Cavaco Silva manda recados ao governo através de jornais espanhóis, ou no Facebook, porque tem medo de enfrentar o governo ( o BPN é um estigma, não é, senhor presidente?);
Seguro brinca às casinhas, fingindo que é oposição;
O PSD acusa o CDS  de ser responsável pela fuga de informação sobre o OE 2013;
O CDS devolve a acusação ao PSD;
Isto já não é um país, é uma versão dramática do Jardim da Celeste. 

Nobel da Economia:por favor, não nos comprometam

O Nobel da Economia não é propriamente um Nobel pois, ao contrário dos outros, é atribuído pelo Banco da Suécia, no entanto, a sua atribuição é sempre esperada com grande interesse.
Esperava-se ( pelo menos eu esperava...)  que, com a ebulição dos mercados, o prémio fosse atribuído este ano a um economista que se tivesse destacado na apresentação de soluções para a resolução da crise. Não é que isso fosse muito importante, porque nomes como os de Paul Krugman ou Joseph Stieglietz, já premiados em edições anteriores - e que constantemente afirmam que as soluções estão erradas-  continuam a não ser ouvidos pelas instâncias internacionais, ou pelos governos. 
Eu não percebo nada de Economia e, talvez por isso,  não consigo entender qual a relação entre a distribuição de rins para transplante  e os problemas económicos do planeta. Ou então percebo e nesse caso assusto-me...
De qualquer modo, tendo a acreditar que o Banco da Suécia atribuiu o prémio a Alvin Roth e Loyd Shapley, para não se comprometer. Mais ou menos como Cavaco Silva no seu discurso do 5 de Outubro...

PPC tem um projecto. E isso é que é perigoso!

Se um cidadão pedir um empréstimo a um banco e, ao fim de algum tempo, deixar de ter condições para o pagar, a primeira coisa que faz é dirigir-se ao banco para pedir a renegociação. Pode ou não ser bem sucedido, é certo, mas a última coisa que fará é privar os seus filhos de alimentos.
Até as crianças percebem e PPC também. Ele faz-se desentendido, porque tem um projecto pessoal para o país que, como todos sabem, não passa pela defesa dos interesses dos portugueses. Passa pelo ódio aos portugueses.
Coloque-se agora outra situação.
Um cidadão pede um empréstimo ao banco e, ao fim de algum tempo, o seu gerente de conta informa-o que houve um erro do banco no montante das prestações a pagar. O que faz o cidadão? Pede de imediato que o banco corrija o erro, como é óbvio...
Que faz PPC perante o reconhecimento do erro admitido pelo FMI? Cala-se e insiste em pagar a dívida, custe o que custar, mesmo sabendo que foi enganado. Prefere matar o povo à fome. É estúpido? Não! Ele tem um projecto ruinoso para o país e quer cumpri-lo até ao fim.É um projecto de vingança.
Nuno Melo, deputado europeu pelo CDS, perante as declarações de Lagarde, fez  na sexta-feira um requerimento ao Parlamento Europeu, perguntando quais as consequências que devem ser tiradas depois de o erro ter sido admitido pelo FMI.
PPC permaneceu calado, talvez se tenha mesmo irritado com o requerimento de Nuno Melo, porque isso contraria o seu projecto para o país.
No sábado, Cavaco veio para o  FB ( forma de comunicação preferida pelo PR) dizer que Portugal - e os países devedores- não deve insistir no pagamento da dívida, custe o que custar.
Ou seja, toda a gente neste país- com excepção de   Coelho e Gaspar- já percebeu que o país está a ser vigarizado pela troika e exige a renegociação do empréstimo.
Gaspar prossegue na sua teimosia porque é burro, só sabe funcionar com base em modelos, mas PPC não. Ele insiste em pagar a dívida porque o projecto dele é mesmo empobrecer Portugal. Porquê? Porque Passos Coelho move-se num círculo de ex-colonialistas como Cardoso e Cunha, Sampaio e Nunes e outros, que não perdoam ao país  que o 25 de Abril lhes tenha roubado os privilégios de que usufruíam do colonialismo, que lhes permitiu enriquecer em África.
Não me venham dizer que não há alternativas e que a demissão deste governo seria um desastre para  país. Não é.  A desgraça deste país é ter um governo como o actual e, como líder da oposição, uma pessoa em  que os portugueses não confiam porque, além de ser amiga do PM, não apresenta alternativas convincentes e, ideologicamente, está muito próxima de PPC. Mas também esse problema pode ser resolvido, se os militantes socialistas o quiserem. Ficar à espera que o governo caia de podre é demasiado perigoso!