quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Biblioteca de Verão (11)


Os leitores do CR já sabem que considero Mário de Carvalho um dos bons escritores portugueses. Já em tempos aqui recomendei a leitura de "A Arte de Morrer Longe", que considerei "uma divertidíssima história sobre a classe média urbana, movida a cunhas e empenhos".
Gosto de Mário de Carvalho, porque ele diverte-se e diverte-nos com as suas histórias e a sua incessante procura de neologismos ou palavras caídas em desuso. Aliás, é nessa senda que chama a alguns dos seus livros "cronovelemas"- uma mistura de crónica, conto e novelas. " Quando o Diabo Reza" insere-se neste género. Longe de ser uma história muito estruturada e intrincada, talvez seja mais correcto dizer que é uma história bem disposta de centena e meia de páginas, que se lê com um constante sorriso nos lábios e onde, não raras vezes, nos lembramos da "Crónica dos Bons Malandros" do Mário Zambujal.
 A base desta história de mistério e crime  é bem simples:
"Quando um galdério tem uma ideia brilhante, partilha-a logo com outro vadio" E assim surge a alguém a ideia de roubar o ex-dono de uma drogaria de bairro, contando com a cumplicidade e engenho de outras personagens que Mário de Carvalho retrata de forma deliciosa.
Não esperem um "grande livro", apenas uma história divertida e muito bem escrita, com laivos de suspense apropriada para tempo de férias, dada à estampa pela "Tinta da China"

1 comentário:

  1. Pois é Carlos, eu, que sou um simplório, prefiro um livro divertido ao pseudo brilhantismo de um José Saramago ou de um António Lobo Antunes.
    Que acho uns insuportáveis pedantes.

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