segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ó Relvas, ó Relvas, CEO à vista?



Mais de uma semana após ter sido conhecido o caso das supostas pressões de Relvas a uma jornalista do Público, tudo aponta para que a ERC conclua que não ficaram provadas as ameaças do ainda ministro. Não há motivo para espanto, porque a palavra de Relvas vale pelo menos tanto como a de duas dezenas de jornalistas e  já estamos habituados, com exemplos de outros governos, como é que estas coisas terminam.
Centremo-nos, pois, sobre o que este caso despoletou, substancialmente mais importante do que as pressões de um ministro e que deve a partir de agora estar no centro das nossas atenções 
A legião de amigos de Relvas chamados às televisões para o defender , querem escamotear o essencial de todo este caso:  Miguel Relvas mentiu mais do que uma vez na AR, embora tivesse prestado as declarações sob juramento. A comparação entre as suas declarações na AR e na ERC são elucidativas… A partir daí, o caso da pressão a jornalistas passa para segundo plano.Até Marcelo, lá longe em S. Paulo o viu e se apressou a declarar Relvas como semi morto que, seguindo o raciocínio de Lili Caneças, é o contrário de estar semi vivo
Temos, pois, que o braço direito e esquerdo de Passos Coelho ( falta saber se Relvas nas horas vagas substitui algum outro membro do PM…) é um aldrabão. No entanto, continua sossegado porque o amigo que o protege não o quer deixar cair. Outros lhe chamaram pantomineiro , mas não vale a pena estar com pruridos, fugindo a utilizar a palavra que melhor define Passos Coelho, como fez Bagão Félix que aos roubos de Passos Coelho chamou confisco.
No lugar de Relvas, não estaria sossegado. O embuçado apenas o continuará a proteger enquanto isso for do seu interesse pessoal. Quando conseguir atenuar os efeitos  boomerang  provocados pela demissão do homem que o içou a PM, deixá-lo-á cair.
Admito, até, que neste momento a grande preocupação de PPC seja encontrar um lugar de CEO para Relvas, numa empresa tentacular, para que o ainda ministro saia de forma airosa de todo este imbróglio.
Uma coisa é certa. Seja qual for o futuro de Relvas, passará à História com o cognome que melhor se lhe ajusta: Relvas, o Reles

Em tempo: Como muito bem lembrou Jerónimo de Sousa, Relvas é apenas a ponta de um iceberg onde se acoitam outros membros do governo mas, por agora, apenas deixo no ar uma pergunta: que irá acontecer ao chefe de gabinete  de Relvas que, antes de o ser, lhe chamava " o  Pequeno Torquemada de Tomar? . Pode não parecer, mas isto está tudo ligado...

5 comentários:

  1. É, ainda devem estar à cata de um job for the boy. Isto, está claro, se ele não tiver conhecimento de alguns factos da vida privada do PM ou do PR, mais cabeludos e/ou desconhecidos... Se ele usa esse método para intimidar uns, acha que se acanha a usá-lo nos outros? Um escroque é sempre um escroque... :P

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  2. É óbvio que PPC anda à procura de um lugar para o amigo não provocar mais danos!
    O que não vai ser difícil para quem está no poder...:-))

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  3. então,o homem até andou na escola com o franklm e outros que irão aparecer só cairão todos juntos

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