quarta-feira, 18 de abril de 2012

Do colonialismo à globalização:o longo caminho da dependência


A propósito deste post, lembrei-me de Angola, do Brasil, da Venezuela e até da Índia. Colonizados durante séculos por países europeus, de cujas grilhetas alguns só se libertaram após a segunda guerra mundial, são agora países emergentes ou em franca ascensão no panorama mundial. No entanto, para isso, não foi apenas necessário libertarem-se do colonialismo imposto  pelos descobridores. Alguns tiveram de extirpar os regimes ditatoriais  sanguinários que substituíram os colonizadores e foram por eles apoiados.
Uma vez conquistada a democracia, ainda foram obrigados a lutar contra  a globalização que, comandada a partir da Europa e dos Estados Unidos, rapidamente deixou cair a sua máscara redentora do combate às desigualdades e emergiu como  um neo-colonialismo opressor onde, em vez de armas, os colonizadores utilizaram o dinheiro para impor a sua força.
Lamento, no entanto, que Portugal e outros países europeus aceitem com naturalidade o colonialismo fascista de países como a França e a Alemanha. Atraídos  pelo canto sibilino de sereias que lhes acenaram com um punhado de notas, caíram no conto do vigário. Dinheiro fácil é sempre de desconfiar, porque o benemérito mais tarde ou mais cedo vai cobrar a dádiva. Ora acusando o receptor de utilizar mal o dinheiro, ora recorrendo a um qualquer Miguel de Vasconcelos disposto a recorrer à extorsão do seu povo, para devolver o dinheiro ao benemérito ofertante.
É mais ou menos como um fariseu que, depois de dar uma esmola a um mendigo pensando que lhe vai matar a fome, o encontra no cinema e exige a devolução do dinheiro, porque o mendigo não o utilizou para aplacar o estômago, mas sim para se divertir.  Para os fariseus, o alimento do espírito é um luxo a que os pobres não podem ter acesso. Devem limitar-se a agradecer, com uma vénia,  a caridadezinha de quem lhes dá esmola.

4 comentários:

  1. Como se os direitos fossem globais para uns e sectoriais para outros!!

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  2. O Carlos bem sabe que no reino animal o mais forte é o que vence, excepto no ser humano. Ora não há dúvida que a globalização, a destruição da Pátria, da família e dos Valores, foram o golpe para que a educação e a aprendizagem colapsasse para a grande maioria. É muito fácil muitos serem governados por poucos se forem ignorantes e se não compreenderem o que lhes acontece, sem sequer questionarem a propriedade da matéria. Que alimento do espírito?! Até a ICAR se abarbatou de toda a sabedoria de Atenas para poder escravizar. Apenas os monges e senhores feudais, tinham acesso ao alimento espiritual. Entretanto ofereciam outro tipo de alimento... dogmas, tretas! Então com a Inquisição... Quase tanto veneno destilam agora os Media e o sofrimento é de outro cariz. Os psictrópicos e drogas ilegais nunca atigiram tais picos de consumo. Eles sabiam muito bem que o Afeganistão lhes daria muito jeito!
    Maldita globalização!!

    Carlos, obrigada pelas palavras maravilhosas que me deixou lá no guerra, que por excesso de actividade, e um bocadito de nervoso...deixei de lhe respnder... ao que para mim foi o melhor comentário, mais sentido e mais verdadeiro!O único que me fez sorrir de gratidão.
    Obrigada e desculpe a falha tão vexatória para mim. :(

    Um beijo

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  3. Carlos,
    Se ainda não viu este vídeo da GlobalResearch, veja:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Qz3hp8bKePI

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  4. Carlos,

    Gostei do Rochedo renovado. Lindo mesmo!

    Quanto à Globalização... bem, a história se encarregará de dizer uma vez mais que foi um período mau de opressão que levou os Povos a lançar um grito de revolta. Falta saber quem foi o primeiro Povo a revoltar-se para os outros o seguirem.

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